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A masterclass defensiva do Arsenal: o finalista da

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O Arsenal chegou à final da Champions League com um total de gols historicamente baixo, contando com uma defesa sólida como uma rocha. Analisamos seu caminho

A jornada do Arsenal até a final da Champions League tem sido um estudo de contrastes. Enquanto sua produção ofensiva tem recebido críticas, sua resiliência defensiva tem sido nada menos que histórica. Os Gunners garantiram seu lugar no evento principal contra o Atlético de Madrid com uma vitória por 1-0 no jogo de volta da semifinal, avançando 1-1 no agregado. Este resultado, no entanto, destacou uma tendência peculiar: o Arsenal se tornou o finalista menos prolífico na fase eliminatória da competição na última década.

Desde que as oitavas de final foram introduzidas na temporada 2003-2004, apenas dois finalistas marcaram menos gols nas fases eliminatórias do que o total atual de seis do Arsenal. Um foi o Atlético de Madrid em 2015-2016, que conseguiu apenas cinco gols em seu caminho para a final. O outro foi o próprio Arsenal na campanha de 2005-2006, também com seis gols. Este paralelo histórico é impressionante, ligando o time atual a uma geração anterior que também priorizava a solidez defensiva sobre os fogos de artifício ofensivos.

Uma análise mais detalhada da fase eliminatória do Arsenal revela um padrão de vitórias apertadas e difíceis. Eles começaram com um empate em 1-1 e uma vitória por 2-0 sobre o Bayer Leverkusen nas oitavas de final, totalizando três gols. A quartas de final contra o Sporting foi ainda mais apertada, decidida por um único gol em dois jogos (1-0, 0-0). A semifinal contra o Atlético seguiu o mesmo caminho, com o gol decisivo saindo no jogo de volta após um empate em 1-1 no primeiro confronto. Esta abordagem metódica definiu sua campanha.

A crítica ao Arsenal como um time 'chato' não é nova. Durante anos, especialistas e torcedores debateram se seu estilo, muitas vezes caracterizado pela posse controlada e foco em não sofrer gols, constitui entretenimento. Embora o espetáculo do futebol vá além de meros totais de gols, os números pintam um quadro de um time que conquista resultados com esforço, em vez de atropelar os adversários. Seu caminho para a final foi construído na eficiência, não na extravagância.

No entanto, se seu ataque foi modesto, sua defesa foi excepcional. O Arsenal sofreu apenas dois gols em toda a fase eliminatória. Isso os torna o finalista mais sólido defensivamente desde o time da Juventus de 2016-2017, que sofreu apenas um gol – um gol do Monaco no jogo de volta de sua semifinal. A atual linha defensiva do Arsenal tem sido uma fortaleza, absorvendo pressão e protegendo vantagens estreitas com uma consistência notável.

O recorde da defesa mais impenetrável na fase eliminatória pertence na verdade a um time anterior do Arsenal. O time de 2005-2006, então comandado por Arsène Wenger e contando com Thierry Henry, não sofreu um único gol nas oitavas, quartas ou semifinais. Eles derrotaram Real Madrid, Juventus e Villarreal com uma série de vitórias por 1-0 e 2-0 antes de perderem por 2-1 para o Barcelona na final no Stade de France. O legado desse time é de perfeição defensiva até o último obstáculo.

As implicações deste estilo são significativas para a próxima final contra o Atlético de Madrid. O Atlético, sob o comando de Diego Simeone, é conhecido por sua própria disciplina defensiva e rigidez tática. A final está preparada para ser uma partida de xadrez, uma batalha de inteligência e organização entre dois lados que priorizam a estrutura sobre a espontaneidade. Para os torcedores neutros que esperam uma chuva de gols, este confronto pode não entregar. Para os puristas táticos, pode ser um encontro fascinante.

Para o Arsenal, chegar à final com esse perfil valida uma filosofia futebolística específica. O técnico Mikel Arteta construiu um time difícil de ser quebrado, e sua trajetória europeia é um testemunho disso. A crítica de ser 'improdutivo' pode doer, mas é o resultado direto de uma escolha estratégica que os trouxe à beira da glória europeia. Eles provaram que há mais de uma maneira de vencer no futebol.

O contexto histórico adiciona outra camada à narrativa. O Arsenal é agora o único clube a aparecer duas vezes na lista dos finalistas menos prolíficos na era das eliminatórias. Isso cria uma identidade única para o clube na competição europeia – uma definida pela resiliência defensiva e uma abordagem pragmática ao futebol eliminatório. Se essa identidade levará ao primeiro troféu da Champions League, está por ser visto.

À medida que a final se aproxima, todos os olhos estarão voltados para saber se a defesa do Arsenal pode se manter firme mais uma vez contra o ataque do Atlético, e se seu ataque pode produzir os momentos de qualidade necessários para ganhar o maior prêmio. Sua jornada foi uma masterclass em organização defensiva, mas a final exigirá algo a mais. O palco está montado para um duelo tático onde cada gol será precioso.

Com base em reportagens da Foot - actualités, mercato, info & vidéo en continu.