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A obra-prima tática do PSG: Por que Safonov chutou

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Le Parisien revela que o goleiro do PSG, Safonov, intencionalmente tirou a bola de jogo durante a semifinal da UCL contra o Bayern como parte de um plano

Em uma fascinante revelação tática, a publicação francesa Le Parisien esclareceu uma estratégia peculiar empregada pelo Paris Saint-Germain durante a partida de volta da semifinal da UEFA Champions League contra o Bayern de Munique. A partida, que terminou 1-1, viu o goleiro do PSG, Matvei Safonov, direcionar repetidamente seus chutes para o flanco direito do ataque do Bayern, com a bola frequentemente saindo de jogo.

De acordo com o relatório, isso não foi um acidente. Em aproximadamente dez ocasiões, o goleiro russo apontou consistentemente suas distribuições para aquele lado específico do campo. Cinco desses chutes saíram imediatamente para fora—um número alto demais para ser coincidência neste nível de elite de competição. As fontes do Le Parisien confirmam que Safonov estava de fato chutando deliberadamente a bola para fora como parte de uma abordagem tática pré-planejada.

A razão por trás dessa estratégia não convencional era neutralizar a ameaça representada pelo meia-atacante do Bayern, Michael Olise. No jogo de ida no Parc des Princes, Olise teve uma atuação espetacular, causando repetidamente problemas para o lateral-esquerdo do PSG, Nuno Mendes, em inúmeros duelos individuais. A capacidade do meio-campista francês de criar chances e ameaçar a defesa era uma grande preocupação para o time parisiense antes da partida de volta.

O técnico do PSG, Luis Enrique, elaborou um plano de jogo específico para neutralizar essa ameaça. O treinador espanhol optou deliberadamente por ceder a posse de bola ao Bayern em certos momentos, semelhante à forma como o PSG lida com situações após jogadas iniciais de bola parada. O objetivo era claro: sobrecarregar o flanco direito do Bayern—a zona exata onde Olise atua—para limitar sua influência no jogo.

A aposta tática valeu a pena. Diferentemente do primeiro encontro, o principal criador de jogadas do Bayern se viu com significativamente menos espaço e liberdade. Olise foi frequentemente isolado e confinado a áreas apertadas, incapaz de replicar sua atuação dominante do jogo de ida. A estratégia deliberada de forçar o jogo para o seu lado do campo efetivamente o tirou do jogo.

Essa vitória marcou uma conquista significativa para o PSG, que avançou para a final da Champions League após superar o Bayern no confronto de duas partidas. Os parisienses agora enfrentarão o Arsenal na final, onde esperam erguer o troféu pela primeira vez na história do clube.

Com base em reportagens do Чемпионат.com.