O Chelsea está prestes a nomear Xabi Alonso como seu novo técnico depois que o espanhol concordou em princípio com um contrato para assumir o comando em Stamford Bridge. O ex-técnico do Bayer Leverkusen e do Real Madrid deve assinar um contrato de quatro anos, com um anúncio oficial provavelmente antes do jogo da Premier League de terça-feira contra o Tottenham. A medida traz um pouco de clareza a um clube que passou de uma crise a outra nesta temporada.
Alonso está desempregado desde que deixou o Real Madrid em janeiro, mas sua reputação continua alta após o impressionante título da Bundesliga com o Leverkusen em 2024 — um feito que o marcou como um dos jovens técnicos mais cobiçados da Europa. O interesse do Chelsea no ex-meio-campista do Liverpool remonta a pelo menos três anos, e o clube agiu rapidamente após a conturbada saída de Liam Rosenior no mês passado. Rosenior, que substituiu o demitido Enzo Maresca no dia de Ano Novo, durou apenas 106 dias de um contrato de seis anos e meio, o mais recente de uma série de reinados curtos sob a propriedade da BlueCo.
Os Blues ainda estão se recuperando da derrota por 1 a 0 na final da Copa da Inglaterra para o Manchester City no fim de semana, resultado que agravou uma temporada turbulenta em que não conseguiram garantir vaga na Champions League e provavelmente ficarão de fora da Europa. A necessidade de uma figura respeitada nunca foi tão urgente. Alonso, que venceu a Copa da Europa e a Copa da Inglaterra durante seus dias como jogador no Liverpool, é visto como um líder capaz de restaurar a ordem e implementar uma identidade tática clara.
As conversas se aceleraram esta semana, e sabe-se que Alonso buscou e recebeu garantias sobre sua autoridade no processo de contratações. A complicada estrutura esportiva do Chelsea — com cinco diretores supervisionando as aquisições de jogadores — tem sido vista como um impedimento para alguns candidatos, mas o clube prometeu ao novo técnico uma palavra significativa nas contratações. Essa mudança é notável: após anos acumulando jovens promessas, a hierarquia agora planeja mirar pelo menos dois jogadores experientes neste verão, um reconhecimento de que o elenco carece de maturidade para competir no mais alto nível.
A nomeação de Alonso será o sexto técnico permanente do Chelsea desde que o consórcio BlueCo assumiu o controle em 2022, uma rotatividade impressionante que sublinha a instabilidade. No entanto, o espanhol chega com um perfil muito diferente da maioria de seus antecessores — um técnico de elite com um título de liga importante já em seu currículo, em vez de um novato ou um bombeiro de curto prazo. Sua breve e malfadada passagem pelo Real Madrid nesta temporada, onde foi demitido após uma sequência de maus resultados, serve de alerta, mas o Chelsea claramente acredita que sua obra-prima no Leverkusen prova que ele pode construir uma equipe vencedora.
Para os jogadores, a notícia provavelmente será bem recebida. Diz-se que várias figuras-chave admiram os métodos e o estilo de liderança de Alonso, e há esperança de que sua chegada possa conter o êxodo de talentos que tem sangrado o clube nas últimas janelas. O desafio imediato é terminar a temporada com alguma dignidade sob o comando do técnico interino Calum McFarlane antes que o projeto de longo prazo comece.
A mudança de Alonso também tem efeitos em cascata na Premier League. O Liverpool, o clube com o qual ele é mais associado como jogador, pretende manter Arne Slot e não fez nenhuma investida tardia. Isso deixa o caminho livre para o Crystal Palace buscar Andoni Iraola, o técnico que está saindo do Bournemouth, enquanto Oliver Glasner se prepara para deixar o Palace após a final da Conference League no final deste mês. A captura de Alonso pelo Chelsea remodela assim o mercado de técnicos de uma só vez.
O jogador de 42 anos sempre alimentou ambições de trabalhar na Inglaterra, e apesar das dificuldades atuais do Chelsea, o cargo mantém um apelo inegável — um grande orçamento, um elenco talentoso, mas desequilibrado, e o desafio de restaurar um gigante caído. A tarefa de Alonso será unir um vestiário fraturado e incutir o estilo de pressão alta e posse de bola que tão bem lhe serviu na Alemanha.
Enquanto a liderança do clube entrou em um período de "autorreflexão", como dizem as fontes, a nomeação de uma figura do calibre de Alonso sinaliza que eles ainda pretendem competir no topo. Com a tinta ainda fresca no acordo, o foco se voltará rapidamente para a reconstrução de verão e a difícil missão de voltar ao top 4.
Por enquanto, todos os olhos estão em Stamford Bridge, onde a apresentação de Alonso antes do jogo contra o Tottenham deve marcar o início de um novo — e talvez mais estável — capítulo. Baseado em reportagens do The Guardian.