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Arteta sobre final Arsenal-PSG: 'Cabe a nós levar o troféu'

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O chefe do Arsenal, Mikel Arteta, revela plano para arrancar o troféu da Champions League do PSG, discute tática de lançamento de Safonov e recorre a

Mikel Arteta apareceu calmo e composto na entrevista coletiva pré-jogo de sexta-feira, seu comportamento refletindo um homem que acabou de encerrar o jejum de 22 anos do Arsenal na Premier League e agora está mais faminto do que nunca. O técnico dos Gunners deixou claro: a final da Champions League contra o Paris Saint-Germain não é uma volta celebratória, mas uma oportunidade de conquistar mais troféus.

Dez dias após garantir o primeiro título de liga do clube desde 2004, o time de Arteta enfrenta o PSG com a chance de se tornar campeão europeu pela primeira vez. O Arsenal não chegava a esta fase desde 2006, quando perdeu para o Barcelona. Agora, a narrativa mudou de azarão esperançoso para um elenco capaz de fazer história.

"Estamos aqui porque merecemos", disse Arteta aos repórteres, enfatizando o foco da equipe e a preparação positiva. Ele descartou qualquer noção de euforia, insistindo que o triunfo na Premier League apenas ampliou sua ambição. "Quando você alcança um grande objetivo, quer outro. Deve ser um trampolim para metas ainda maiores".

O treinador espanhol não se esquivou do desafio imposto pelos atuais campeões. Reconhecendo o status de favorito do PSG, Arteta lançou um desafio direto: "Eles são os detentores, ganharam o direito de levantar o troféu. Cabe a nós tomar o troféu deles". Esta postura combativa, porém respeitosa, define o tom para uma batalha tática de alto risco.

As duas equipes se conhecem bem, tendo se enfrentado três vezes na temporada passada com resultados variados. Arteta admitiu que essas derrotas foram dolorosas, mas valiosas, fornecendo insights críticos. "Aprendemos com esses momentos. Ambas as equipes melhoraram, este será um jogo diferente", disse, destacando a evolução de seu elenco.

As nuances táticas serão cruciais. Arteta abordou especificamente a tendência do goleiro do PSG, Matvey Safonov, de chutar a bola deliberadamente para a lateral em certas zonas durante a semifinal. "Analisamos tudo o que eles fazem. Estamos preparados para diferentes cenários", observou, destacando o planejamento meticuloso do Arsenal.

A final, acredita Arteta, dependerá do brilho individual dentro dos esquemas táticos. "A Champions League é muito tática, mas depende muito do nível individual dos jogadores. Eles decidem as partidas". Com estrelas como Bukayo Saka e Martin Ødegaard em forma, o Arsenal espera que seus homens-chave possam entregar.

Para o Arsenal, a partida transcende um único troféu. Trata-se de marcar permanentemente o legado do clube. "Temos a oportunidade de escrever um novo capítulo na história deste clube", disse Arteta, destacando a necessidade de "lucidez, coragem e desejo" para prevalecer.

A possibilidade de uma dobradinha doméstica e europeia adiciona um peso imenso. Apenas Manchester United (1999, 2008) e Manchester City (2023) conseguiram esse feito no futebol inglês. Para Arteta, protegido de Pep Guardiola, igualar tal conquista cimentaria seu status entre a elite.

Além do xadrez tático, Arteta notou a alegria e o desejo palpáveis dentro de seu elenco. "Quando vejo a felicidade, a vontade de todos de jogar esta final — todos querem fazer parte disso", disse, sugerindo um vestiário unificado e motivado.

À medida que a final se aproxima, a mensagem de Arteta é de agressão controlada. Sem provocações, sem declarações exageradas — apenas uma confiança tranquila de que o Arsenal mereceu seu lugar e está pronto para destronar os campeões. Se isso se traduzirá em glória, será decidido em campo.

Com base em reportagens do L'Equipe.