Em um grande avanço, as autoridades brasileiras prenderam um homem que descrevem como um 'exterminador de moradores de rua', ligando-o a uma série de assassinatos brutais em dois estados. Marcelo Campos de Jesus, 37 anos, foi preso após o ataque fatal a Vanilson Pereira na cidade de Serra, Espírito Santo, e investigadores desde então o ligaram a outros seis homicídios na Bahia.
A investigação começou após a agressão a Vanilson Pereira, 50 anos, em 27 de abril. Imagens de segurança capturaram o suspeito inspecionando meticulosamente a área para garantir que não houvesse testemunhas. Em seguida, ele retirou um bloco de concreto de uma tampa de bueiro próxima e golpeou violentamente a cabeça da vítima que dormia. Após o ataque, o agressor calmamente revistou os bolsos de Pereira, roubando uma carteira contendo apenas R$12, antes de recolocar cuidadosamente o bloco de concreto para ocultar evidências e ir embora.
Pereira foi levado às pressas ao hospital, mas sucumbiu aos ferimentos após quase dez dias de hospitalização, falecendo na noite de 5 de maio. Sua mãe, Eva Pereira, compartilhou que seu filho vivia nas ruas há 30 anos, um caminho que começou após cair em depressão com a morte de seu irmão em um acidente de trânsito.
Após a prisão de Marcelo Campos de Jesus em 28 de abril, a investigação se expandiu dramaticamente. Autoridades policiais, incluindo o delegado Rodrigo Sandi Mori, revelaram que o padrão violento do suspeito não era isolado. Ele agora é o principal suspeito de outros seis assassinatos cometidos na Bahia entre novembro de 2025 e abril de 2026, com a maioria das vítimas também sendo moradores de rua.
A lista de supostas vítimas inclui Marilene da Ressurreição Lopes, 42 anos, encontrada em uma área arborizada com traumatismo craniano em novembro de 2025; Valdemar da Silva, que morreu após agressões físicas no mesmo mês; e Jandira Luz Nascimento, 51 anos, e Djalma Vilela Pereira, 50 anos, encontrados mortos com ferimentos na cabeça em um duplo homicídio em fevereiro de 2026. Dois outros homens não identificados foram mortos em abril de 2026, um encontrado em uma loja de pneus e outro em um ponto de ônibus.
Durante interrogatório, o suspeito mostrou um desprezo arrepiante por suas ações, afirmando que usou o dinheiro roubado para comprar doces e chips de celular. As autoridades enfatizaram a natureza premeditada e predatória dos crimes, observando que o suspeito atacava especificamente indivíduos vulneráveis dormindo sozinhos em locais isolados.
O caso destacou a extrema vulnerabilidade das populações sem-teto e a crueldade metódica dos crimes. A prisão foi possível através da análise de imagens de câmeras de segurança do ataque final, que forneceu as evidências cruciais necessárias para identificar e capturar o suspeito.
Com base em reportagens do g1.