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Athletic confirma duas saídas de treinadores na

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O Athletic Club confirma as saídas de Luis Prieto e Alberto Iglesias, que se juntam às de Valverde e Aspiazu, enquanto Terzic monta sua equipe técnica.

O Athletic Club confirmou oficialmente os últimos ajustes em sua comissão técnica enquanto o novo técnico Edin Terzic se prepara para sua primeira temporada no comando. O clube basco anunciou na quarta-feira que os auxiliares Luis Prieto e Alberto Iglesias não continuarão em suas funções a partir de julho, juntando-se às já anunciadas saídas da dupla lendária Ernesto Valverde e seu adjunto de longa data Jon Aspiazu. A limpeza marca um fim definitivo da era Valverde e o início de um novo capítulo sob o técnico alemão.

Prieto e Iglesias são as últimas baixas em uma ampla reestruturação da equipe de apoio. Luis Prieto foi uma incorporação relativamente recente, tendo chegado à equipe principal no verão passado para reforçar o grupo de Valverde após a saída do preparador físico Jose Antonio Pozanco. Prieto havia trabalhado anteriormente nas categorias de base de Lezama e depois ao lado de Joseba Etxeberria no Mirandés e Eibar, trazendo uma mistura de conhecimento interno e experiência externa. Alberto Iglesias, por sua vez, era parte integrante do departamento de análise do clube desde 2016, expandindo depois suas responsabilidades para tarefas em campo. Suas saídas sublinham o desejo do novo técnico de se cercar de uma equipe escolhida a dedo alinhada com sua filosofia.

As saídas de Prieto e Iglesias seguem as despedidas emocionantes de Ernesto Valverde e Jon Aspiazu, cuja parceria abrangeu 504 partidas no comando da equipe principal do Athletic. O segundo mandato de Valverde terminou em meio à gratidão por seus serviços, mas o clube deixou claro que a transição para Terzic envolveria uma renovação completa. Terzic, que assinou um contrato de dois anos, não perdeu tempo em definir sua comissão técnica, que será oficialmente apresentada em sua apresentação oficial. O anúncio não mencionou Pablo Orbaiz, o ex-meio-campista que se juntou à comissão técnica da equipe principal nesta temporada com funções duplas de auxiliar técnico e especialista em desenvolvimento individual. A omissão de Orbaiz da lista de saídas sugere que ele pode permanecer, proporcionando um vínculo vital com a renomada academia Lezama e sua filosofia.

A nomeação de Terzic foi projetada para injetar ideias novas em um elenco que, sob Valverde, consistentemente rendeu acima do esperado, mas ocasionalmente careceu de um diferencial na Europa. O alemão, conhecido por sua astúcia tática e abordagem moderna, enfrenta a delicada tarefa de evoluir o estilo do Athletic respeitando a identidade única de um clube que só conta com jogadores bascos. A decisão de manter pelo menos um auxiliar da casa como Orbaiz equilibraria a mudança radical com a continuidade institucional, uma estratégia que ecoa transições bem-sucedidas em outros clubes com fortes identidades locais.

A limpeza de tenentes de confiança envia uma mensagem poderosa: Terzic não é um mero interino, mas um líder empoderado encarregado de construir um projeto. Ao descartar praticamente toda a rede de apoio imediato de Valverde, a hierarquia do clube sinaliza total apoio à visão do novo técnico. Esse nível de autonomia raramente é dado levianamente, especialmente em uma instituição histórica como o Athletic, onde a tradição muitas vezes governa a tomada de decisões. As mudanças também refletem uma tendência mais ampla no futebol moderno, onde o sucesso de um técnico está cada vez mais ligado à integração perfeita de sua equipe pessoal.

Do ponto de vista do elenco, as mudanças têm implicações significativas. A era Valverde foi definida por uma comissão técnica unida que promoveu um espírito coletivo resiliente, muitas vezes extraindo o máximo desempenho de um grupo limitado de talentos. O desafio de Terzic será manter essa coesão enquanto implementa a flexibilidade tática que o tornou famoso no Borussia Dortmund. Seu time do Dortmund era conhecido pela pressão agressiva, transições rápidas e a disposição de confiar em jovens jogadores—qualidades todas que podem galvanizar um elenco do Athletic repleto de graduados emergentes de Lezama como Oihan Sancet e Nico Williams.

O momento do anúncio, assim que se aproxima a pausa de verão, garante que Terzic e sua nova equipe tenham um caminho claro para se preparar para a pré-temporada. Com o elenco principal convocado para se apresentar no início de julho, a nova comissão técnica terá tempo limitado para incutir seus métodos. O fato de a equipe de apoio já estar definida sugere um planejamento meticuloso nos bastidores, provavelmente envolvendo o diretor de futebol Mikel González, que tem sido fundamental na reestruturação da estrutura esportiva do clube desde que assumiu seu cargo.

Para o Athletic, o que está em jogo não poderia ser maior. O clube está determinado a recuperar a classificação regular para competições europeias, e a chegada de Terzic representa uma aposta calculada em um técnico que reconstruiu sua reputação após um final desafiador no Dortmund. A reestruturação da comissão técnica é uma clara declaração de intenções, mas também traz riscos: desmantelar um sistema estabelecido muito rapidamente pode sair pela culatra se os resultados não vierem. No entanto, a retenção de Orbaiz oferece uma sutil rede de segurança, mesclando o novo com um insider de confiança que conhece a dinâmica do vestiário.

No contexto mais amplo de La Liga, os movimentos ousados do Athletic traçam um caminho semelhante ao de outros clubes históricos que abraçam a modernização sem perder sua alma. Se Terzic conseguir replicar seu modelo de Dortmund—onde nutriu jovens talentos e competiu por títulos—o time basco pode se tornar uma força formidável capaz de perturbar a hierarquia estabelecida. As próximas duas temporadas revelarão se este êxodo de treinadores foi o catalisador para uma nova era de ouro ou uma ruptura arriscada com um passado bem-sucedido.

Com base em reportagem do Marca.