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Atlético vence Osasuna por 2 a 1: cartão vermelho de

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O Atlético de Madrid venceu o Osasuna por 2 a 1 apesar do cartão vermelho de Marcos Llorente, com o gol de Alexander Sorloth sendo decisivo e Juan Musso

O Atlético de Madrid continuou sua busca por uma vaga entre os três primeiros em LaLiga com uma difícil vitória por 2 a 1 fora de casa contra o Osasuna no domingo à noite, mas esteve longe de ser uma atuação clássica do time de Diego Simeone. Apesar de abrir vantagem cedo e dobrá-la no segundo tempo, um cartão vermelho tardio para Marcos Llorente e um gol no tempo de acréscimo de Kike Barja fizeram com que o final fosse tenso enquanto os visitantes seguravam para conquistar os três pontos. A vitória coloca o Atlético a três pontos do Villarreal com um jogo a menos, mantendo vivas suas ambições de pódio em uma campanha que muitas vezes ficou aquém das expectativas.

Juan Musso, atuando no gol como substituto do lesionado Jan Oblak, desempenhou um papel fundamental para preservar a vantagem por longos períodos. O goleiro argentino fez uma série de defesas cruciais, principalmente para negar Ante Budimir quando o atacante do Osasuna parecia certo de empatar. A atenção de Musso e seu domínio da área têm sido uma força silenciosa para o Atlético nas últimas semanas, e sua atuação em El Sadar destacou por que Simeone confiou no reserva. No entanto, ele foi finalmente batido no minuto 91 quando Barja finalizou de perto, acabando com suas esperanças de manter o gol sem sofrer, mas não com a vitória.

O gol de abertura do jogo saiu após 15 minutos, quando Ademola Lookman converteu friamente um pênalti. O pênalti foi marcado após revisão do VAR, depois que Antoine Griezmann tocou a bola por cima de Javi Galán, cuja mão atrás bloqueou a bola dentro da área. O árbitro José Luis Guzmán Mansilla inicialmente não viu a infração, mas foi chamado ao monitor e apontou para a marca. Lookman se apresentou e colocou a bola no canto inferior, dando ao Atlético uma vantagem inicial contra o fluxo do jogo.

Osasuna respondeu forte ao ficar atrás e achou que havia recebido uma tábua de salvação nos acréscimos do primeiro tempo quando Mansilla apontou para a marca do pênalti novamente, desta vez por uma falta de Musso em uma bola alta. A torcida local explodiu, mas mais uma vez o VAR interveio e a decisão foi revertida, com as repetições mostrando que Musso fez contato mínimo. Foi uma trégua para o Atlético, e o técnico Simeone foi visto animadamente instando seus jogadores a apertarem enquanto iam para o intervalo com a vantagem intacta.

No segundo tempo, o Atlético inicialmente se contentou em absorver a pressão, um plano clássico de Simeone ao proteger uma vantagem. O Osasuna pressionou pelo empate, mas a disciplina defensiva dos visitantes se manteve firme. Então, aos 71 minutos, o substituto Alexander Sorloth deu o golpe decisivo. Marcus Llorente, que havia substituído o lesionado Nahuel Molina, cruzou uma bola alta para o segundo poste, onde o imponente norueguês simplesmente teve que empurrar a bola para a rede vazia. Foi o segundo gol de liga de Sorloth desde sua transferência em janeiro do Real Sociedad e destacou seu valor como substituto de impacto.

No entanto, a alegria do segundo gol durou pouco, já que a noite de Llorente tomou um rumo ruim. Advertido no minuto 52 por uma entrada desastrada, ele recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso no minuto 79 após puxar a camisa de um adversário. A expulsão deixou o Atlético com dez homens para os últimos 11 minutos mais o tempo de acréscimo, uma tarefa dificultada ainda mais pela energia renovada do Osasuna. Simeone reagiu reforçando o meio-campo, trazendo Geoffrey Kondogbia para adicionar solidez e sacrificando a ameaça ofensiva pela solidez defensiva.

O Osasuna lançou tudo para o ataque nos minutos finais, e sua pressão surtiu efeito no primeiro minuto do tempo de acréscimo. Uma bola solta dentro da área do Atlético caiu para Barja, que chutou de meia-volta de oito jardas passando por Musso. De repente, o time da casa tinha esperança, e El Sadar rugiu. Os minutos finais foram carregados de tensão, enquanto o Osasuna lançava bolas esperançosas na área, mas a linha defensiva do Atlético, comandada por José María Giménez, manteve-se firme para garantir a partida.

Esta vitória foi uma resposta muito necessária após uma preocupante sequência de resultados que viu o Atlético perder cinco dos últimos sete jogos da liga. Essa má fase praticamente acabou com suas ambições de título e levantou questões sobre o futuro de Simeone. No entanto, com o Barcelona já coroado campeão e o Real Madrid garantido como vice-campeão, o foco mudou para garantir o terceiro lugar e uma vaga direta na fase de grupos da Champions League. O resultado de domingo os posiciona bem, a apenas três pontos do Villarreal com um jogo a menos.

As estatísticas da partida contaram uma história de desperdício do Osasuna e excelência de Musso. Os mandantes registraram 15 chutes contra 6 do Atlético e tiveram 58 por cento de posse, mas apenas alguns desses esforços realmente preocuparam o goleiro. O time de Simeone mostrou sua garra característica, vencendo batalhas físicas e frustrando o time de Jagoba Arrasate. Foi uma atuação sem brilho, mas demonstrou a teimosa resiliência que definiu a gestão do argentino no clube.

Olhando para o futuro, o Atlético tem uma sequência de jogos que pode definir sua temporada. Com partidas contra adversários do meio da tabela e um confronto direto com o Villarreal ainda por vir, eles controlam seu destino. Simeone, um velho conhecido da adversidade, se apoiará no espírito demonstrado em Pamplona para unir seu elenco. “Temos que sofrer, e hoje sofremos”, o técnico pode refletir, ecoando sua filosofia familiar. O cartão vermelho de Llorente resultará em suspensão, forçando uma reformulação no meio-campo para o próximo jogo.

Para o Osasuna, a derrota prejudica suas aspirações de terminar entre os sete primeiros, mas não as inviabiliza. O time de Arrasate tem sido uma das revelações da temporada e continua na disputa por uma vaga europeia. Eles lamentarão o pênalti anulado e sua incapacidade de converter posse em gols. A derrota foi dura, mas a atuação mostrou por que eles têm sido tão difíceis de vencer em casa durante toda a campanha.

Com base em reportagens do L'Equipe.