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Bobby Tambling Morre: Lenda do Chelsea com 202 Gols Tinha

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Bobby Tambling, o maior artilheiro do Chelsea com 202 gols, morreu aos 84 anos. Ele ajudou a vencer a Copa da Liga de 1965, depois se estabelecendo na Irlanda

Bobby Tambling, o homem que um dia esteve sozinho no topo da lista de artilheiros de todos os tempos do Chelsea, faleceu aos 84 anos. Sua morte marca o fim de uma era para o clube do oeste de Londres, onde sua marca de 202 gols permaneceu um marco aparentemente intocável por mais de quatro décadas. O nome de Tambling tornou-se sinônimo de excelência consistente diante do gol durante um período transformador para o futebol inglês.

Ele explodiu em cena aos 17 anos, marcando em sua estreia como profissional em 1959. Esse impacto instantâneo definiu o tom para uma passagem de 11 anos em Stamford Bridge, onde faria 370 aparições. Os instintos predatórios e a versatilidade de Tambling — ele podia atuar como atacante ou meio-campista ofensivo — fizeram dele um pilar da equipe dos Blues ao longo da década de 1960.

Seu momento de glória veio em 1965, quando o Chelsea conquistou a Copa da Liga. O gol de Tambling na final contra o Leicester City foi decisivo, gravando seu nome na história dos Blues. Foi uma peça de prata rara para um clube que ainda estava construindo sua identidade moderna, e a contribuição de Tambling foi fundamental. Dois anos depois, ele também marcou na final da FA Cup de 1967, embora o Chelsea tenha perdido para o Tottenham Hotspur.

No cenário internacional, Tambling conquistou três convocações para a Inglaterra, um testemunho de sua qualidade em uma era repleta de talento ofensivo. Mas foi no nível de clube que seu legado realmente perdurou. Seus 202 gols permaneceram como o recorde de todos os tempos do Chelsea até que Frank Lampard — um meio-campista com talento para chegar atrasado na área — o superou em maio de 2013. O momento foi agridoce para alguns torcedores, reconhecendo a grandeza de Lampard enquanto homenageavam o reinado de décadas de Tambling.

Em 1970, após mais de uma década de serviço, Tambling deixou Stamford Bridge e juntou-se ao Crystal Palace. A mudança sinalizou o fim de seu capítulo no Chelsea, mas permitiu que continuasse jogando em alto nível. Mais tarde, aventurou-se através do Mar da Irlanda, juntando-se ao Cork Celtic em 1973 — uma decisão que reformularia sua vida pós-jogo. Tambling abraçou a República da Irlanda, estabelecendo-se em Cork e tornando-se uma figura querida na comunidade futebolística local.

Depois de pendurar as chuteiras, Tambling fez a transição para a gestão, assumindo o comando do Cork Celtic, Cork City e Crosshaven. Seu profundo conhecimento do jogo e personalidade afável fizeram dele um líder natural. Ele guiou essas equipes com a mesma dedicação que mostrou como jogador, deixando uma marca indelével no futebol irlandês. A mudança para o Cork Celtic em 1973 provou ser mais do que uma parada na carreira; tornou-se seu lar.

Em seus últimos anos, Tambling enfrentou um tipo diferente de batalha, vivendo com demência. A condição, que afetou muitos ex-jogadores de futebol, lançou uma sombra sobre seu capítulo final. No entanto, aqueles que o conheceram falaram de um homem que nunca perdeu seu calor ou humor, mesmo quando suas memórias desapareciam.

A enxurrada de homenagens após sua morte reflete o profundo impacto que ele teve. O Crosshaven, o clube amador que ele uma vez gerenciou, divulgou uma declaração sincera descrevendo Tambling como "uma verdadeira lenda do Chelsea e um ser humano ainda mais maravilhoso". A mensagem destacou sua "calor, sua sabedoria, seu humor e seu amor", acrescentando que essas qualidades "ficarão conosco para sempre". Também recordou seu orgulho silencioso ao visitar Stamford Bridge, onde uma faixa dizendo 'Tambling 202' era exibida com orgulho e uma suíte levava seu nome. "Ele amava voltar à Bridge, onde era adorado", observou a declaração.

No Chelsea, o legado de Tambling está seguro. Ele foi um pioneiro para as futuras gerações de artilheiros, e seu recorde permaneceu como um pico por décadas. Mesmo depois que Lampard ofuscou sua contagem, o nome de Tambling manteve uma qualidade mítica entre os torcedores que testemunharam seus feitos ou cresceram ouvindo histórias de seus gols. O clube o homenageou frequentemente, garantindo que suas contribuições não sejam esquecidas.

Sua morte também serve como um lembrete da natureza evolutiva do futebol. O jogo que Tambling jogou na década de 1960 — em campos mais pesados, com menos proteção dos árbitros e sem a ciência do esporte de hoje — exigia um tipo diferente de resiliência. Sua capacidade de produzir 202 gols nessas condições fala muito sobre seu talento e determinação.

Enquanto o mundo do futebol lamenta, a história de Tambling ressoa além dos números. É um conto de um adolescente talentoso que se tornou uma lenda, um artilheiro que definiu uma era e um homem que encontrou um segundo lar longe de onde sua jornada começou. Ele será lembrado não apenas pelos recordes, mas pela alegria que trouxe àqueles que o viram jogar e o conheceram pessoalmente.

Baseado em reportagens da BBC Sport.