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Cabeleireiro de São Paulo esfaqueado por cliente por

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Um cabeleireiro em São Paulo foi esfaqueado por uma cliente insatisfeita com um tratamento capilar. A vítima está abalada e exige justiça, chamando o ataque de

Um agendamento de rotina em um salão de beleza no bairro Barra Funda, em São Paulo, se transformou em um ataque violento, deixando um cabeleireiro ferido e exigindo justiça. Eduardo Ferrari, profissional que trabalha no salão Casa Ferrare, foi esfaqueado por uma cliente, Laís Gabriela Barbosa da Cunha, 27 anos, após uma disputa sobre um serviço de cabelo realizado cerca de um mês antes.

O incidente começou quando Laís retornou ao salão em uma terça-feira à tarde sem agendamento, aparentemente agitada e exigindo reembolso. De acordo com testemunhas e o boletim de ocorrência, ela vinha enviando mensagens ameaçadoras para o WhatsApp do salão há dias, depois de inicialmente expressar satisfação com seu procedimento de mechas e texturização. A equipe afirmou que ela até postou fotos positivas de antes e depois nas redes sociais logo após o serviço.

Imagens de câmeras de segurança capturaram o momento em que Laís, enquanto falava com Eduardo enquanto ele atendia outra cliente, subitamente tirou uma faca da bolsa e o esfaqueou nas costas. Colegas e seguranças intervieram rapidamente, contendo-a e desarmando-a. Eduardo sofreu um ferimento superficial nas costas e passou por exame de corpo de delito.

Mesmo depois de contida, Laís continuou a proferir ameaças, supostamente dizendo que Eduardo "morreria de qualquer jeito" se o dinheiro não fosse devolvido e que poderia mandar outros para machucá-lo. A polícia foi chamada e chegou para encontrá-la já imobilizada pela equipe do salão. Ela confessou o crime no local.

O caso foi inicialmente registrado como lesão corporal e ameaça. No entanto, Eduardo Ferrari sente que a gravidade do ataque foi minimizada. Ele expressou grande angústia, contando que na delegacia lhe disseram que o caso "não daria em nada" por falta de influência. Ele insiste que o ataque deve ser investigado como tentativa de homicídio.

"Estou abalado. Isso não pode ficar impune", afirmou Eduardo em um vídeo enviado à TV Globo. Ele contou que Laís saiu satisfeita do salão após sua consulta original, apenas para depois reclamar que sua franja parecia um personagem de desenho animado e que sofreu um "corte químico".

A defesa da suspeita não foi localizada para comentar. O caso foi encaminhado ao Juizado Especial Criminal (Jecrim) por envolver crimes considerados de menor potencial ofensivo, classificação que a vítima contesta firmemente dado o uso de arma e as explícitas ameaças de morte.

Com base em reportagem do g1.