A temporada 2025-26 da Women's Super League entregou um novo campeão, uma surpresa e uma nova onda de intriga, já que o Manchester City encerrou sua espera de uma década pelo título. Sob o comando do técnico estreante Andree Jeglertz, o City dominou a campanha com uma sequência implacável, enquanto o Tottenham Hotspur desafiou todas as expectativas para terminar como o melhor dos demais. O Leicester City, ameaçado pelo rebaixamento, se despediu através do playoff inaugural, e as recém-chegadas London City Lionesses provaram sua ambição. Aqui está uma análise abrangente de como cada clube se saiu e o que os resultados significam para o futuro.
1. Manchester City – Campeão
Previsto para terminar em terceiro, o City fez uma campanha impecável para levantar seu primeiro troféu da WSL desde 2016. Sem compromissos europeus, o time de Jeglertz embalou uma sequência de 13 vitórias consecutivas entre setembro e fevereiro, abrindo uma vantagem de 12 pontos sobre o Chelsea em um momento. A dupla Khadija Shaw e Vivianne Miedema foi letal, marcando 31 dos 62 gols de liga do City. Manter ambas em forma foi crucial. No entanto, a esperada saída de Shaw neste verão lança uma sombra sobre sua defesa do título. O City precisa se reforçar agora para competir domesticamente e na Champions League, mas a profundidade do elenco sugere que eles estão construídos para o sucesso sustentado.
2. Arsenal – Vice-campeão
Como campeões europeus, o Arsenal começou a temporada com grandes expectativas de recuperar a coroa da WSL que conquistaram pela última vez em 2019. Lesões e algumas atuações abaixo do esperado no início, no entanto, os deixaram para trás. Apesar de outra impressionante campanha até as semifinais da Champions League, seu desafio na liga fracassou. O verão de 2026 trará transição, com a saída de jogadoras veteranas e novas contratações encarregadas de rejuvenescer o elenco. O Arsenal continua sendo uma força, mas a diferença para o Manchester City destacou a necessidade de maior consistência.
3. Chelsea – Terceiro
Após seis títulos consecutivos, o tropeço do Chelsea foi uma das maiores surpresas da temporada. As contratações de verão Alyssa Thompson e Ellie Carpenter prometiam reforçar um elenco já repleto de estrelas, mas uma crise de lesões no ataque atrapalhou sua campanha. A agitação fora de campo, incluindo a saída do diretor de futebol feminino Paul Green, aumentou a instabilidade. Sonia Bompastor enfrentou pressão crescente dos torcedores, mas guiou o time à glória da Copa da Liga em março. A treinadora francesa pediu publicamente ao clube que construa opções de elenco mais profundas para a próxima temporada, e com apoio financeiro, espera-se um rápido retorno ao topo.
4. Manchester United – Quarto
Equilibrar uma campanha de estreia na Champions League com os compromissos da liga sobrecarregou um elenco relativamente enxuto. Chegar às quartas de final foi uma conquista meritória, mas a forma doméstica sofreu quando as fases eliminatórias se intensificaram. A ausência da meio-campista chave Ella Toone durante a maior parte de 2026 foi um golpe crítico. O retrospecto do técnico Marc Skinner contra os três primeiros continua sendo uma fraqueza evidente: o United sofreu mais gols do Chelsea, City e Arsenal do que contra qualquer outro adversário durante seu mandato. Abordar essa fragilidade defensiva é essencial se quiserem reduzir a diferença.
5. Tottenham Hotspur – A Surpresa
Previsto para terminar perto do fundo, a transformação do Tottenham sob Martin Ho foi a história positiva da temporada. Ao assumir um time que escapou por pouco do rebaixamento em 2024-25, Ho incutiu crença e disciplina tática, levando as Spurs a um quinto lugar. Resultados impressionantes contra Manchester United e Arsenal sublinharam seu progresso. As astutas aquisições de janeiro adicionaram mais impulso. Com a ambição em ascensão, o Tottenham de repente parece pronto para perturbar a ordem estabelecida.
6. London City Lionesses – Impacto das Novatas
O primeiro clube independente da WSL, apoiado pela bilionária Michele Kang, gerou imenso interesse. Um sexto lugar em sua temporada inaugural na primeira divisão validou seu modelo sustentável. No entanto, a demissão no meio da temporada da treinadora Jocelyn Precheur levantou sobrancelhas, e a visão de longo prazo de seu sucessor Eder Maestre permanece incerta. As Lionesses têm recursos para se tornarem uma candidata perene ao top quatro, mas as decisões fora de campo devem corresponder à ambição dentro dele.
7. Brighton & Hove Albion – A Inconsistência Personificada
A temporada do Brighton oscilou entre altos emocionantes e baixos frustrantes. Alcançar sua primeira final da FA Cup Feminina representou um passo monumental, mas a forma na liga permaneceu irregular. O técnico Dario Vidosic viu seu time render contra os melhores, mas lutar pela consistência. O clube e o elenco mostraram imensa resiliência após a trágica morte do pai de Vidosic, Rado, um funcionário do clube, em janeiro. Os planos para o primeiro estádio feminino construído de propósito na Europa, de £80 milhões, sinalizam intenção de longo prazo.
8. Everton – Decepção Após a Promessa
Com novos proprietários e uma base sólida sob Brian Sorensen, o Everton esperava avançar. Em vez disso, um início terrível levou à demissão de Sorensen, estranhamente demitido um dia após o fechamento da janela de transferências de inverno. O técnico interino Scott Phelan estabilizou os resultados, mas o verão será gasto procurando um treinador permanente e reconstruindo um elenco que teve desempenho abaixo do esperado. Os Toffees devem redescobrir a identidade que os tornou uma ameaça da metade superior da tabela.
9. Aston Villa – Progresso Estagnado
O Villa investiu em jovens talentos sob Natalia Arroyo, mas a inconsistência marcou sua temporada. Atuações convincentes contra Chelsea e Manchester City em março contrastaram com derrotas para London City e West Ham em maio. Com um orçamento saudável, a hierarquia do Villa exigirá uma melhora acentuada na próxima temporada. A estabilidade os elude, e Arroyo deve encontrar rapidamente uma fórmula para elevar o clube à conversa do top seis.
10. West Ham United – Fuga sem Avanço
O mandato de Rehanne Skinner terminou após uma vitória em 11 jogos, com Rita Guarino assumindo em dezembro. A janela de janeiro viu saídas importantes, mas Guarino trouxe jogadoras para se adequar à sua filosofia, desencadeando um ressurgimento tardio. O West Ham se afastou do perigo do rebaixamento, mas é um clube que tem flertado com a queda por anos. Com times ambiciosos subindo do Championship, é necessário um investimento sério para evitar futuros apuros.
11. Liverpool – Uma Temporada de Provação
A campanha do Liverpool foi prejudicada antes mesmo de começar. As saídas de Olivia Smith e Taylor Hinds para o Arsenal no verão enfraqueceram o elenco, enquanto o técnico Gareth Taylor chegou tarde devido a questões contratuais. De forma devastadora, o ex-técnico Matt Beard faleceu em setembro, lançando uma sombra sobre o clube. Lesões se acumularam e no meio da temporada estavam na lanterna. As contratações de janeiro ofereceram uma tábua de salvação, e uma revigorante recuperação os elevou ao 11º lugar. Os Reds devem reconstruir a resiliência que outrora os tornou pilares da WSL.
A temporada 2025-26 da WSL destacou a crescente competitividade e imprevisibilidade da liga. O triunfo do Manchester City, o ressurgimento do Tottenham e o tropeço do Chelsea redefiniram o cenário. Para o Leicester, rebaixado, a derrota no playoff inaugural sinaliza a dura nova realidade. Com a ambição dos recém-chegados e o reajuste dos poderes estabelecidos, 2026-27 promete outro capítulo dramático. O desafio para o grupo perseguidor é claro: investir com inteligência, construir profundidade e se preparar para uma campanha implacável.
Baseado em reportagens da BBC Sport.