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Conte deixa Napoli: 'Muito veneno' enquanto cresce a

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Conte deixa Napoli citando 'muito veneno'; Como alcança sua primeira Liga dos Campeões; Dérbi de Torino atrasado por violência de torcedores; Villarreal

O reinado apaixonado de Antonio Conte no Napoli chegou a uma parada abrupta no domingo, quando o técnico confirmou que deixaria o clube minutos após uma vitória por 1 a 0 sobre a Udinese selar um segundo lugar na Serie A. Falando ao lado do presidente Aurelio De Laurentiis, Conte expôs as fraturas internas que motivaram sua decisão, lamentando um vestiário envenenado por discórdia. O anúncio coroou um dramático último dia no futebol europeu, que viu o Como garantir sua primeira vaga na Liga dos Campeões e os gigantes italianos Juventus e AC Milan ficarem de fora do G-4.

Conte, 56 anos, revelou que havia iniciado a separação um mês atrás, dizendo a De Laurentiis que 'dada a amizade que compartilhamos, sinto que meu tempo aqui está chegando ao fim'. Ele enfatizou que a escolha foi inteiramente sua, nascida da recusa em presidir a mediocridade. 'Nunca fui de temporadas medíocres, e nunca serei', disse o ex-técnico da Itália e do Chelsea a repórteres. Seu time napolitano acabara de ser superado pela Inter pelo Scudetto que venceram em sua campanha de estreia, mas as rachaduras eram mais profundas do que uma única derrota.

O ponto de inflexão veio após uma derrota para o Bologna neste mês, quando Conte testemunhou algo que 'não gostou'. As contratações de janeiro haviam desequilibrado o elenco que ele cuidadosamente moldara, criando, em suas palavras, 'dinâmicas muito difíceis'. Ele admitiu que não conseguiu reunir o grupo. 'Vi muito veneno, muita malícia', disse ele. 'O momento em que você não pode mais fazer as coisas com facilidade é um passo para trás para mim'. A divulgação pública dessas queixas destacou um técnico que valoriza a harmonia coletiva acima de tudo.

A passagem de Conte por Nápoles será lembrada como um turbilhão. Chegando em julho de 2024, ele entregou um título de liga imediato, reavivando o espírito da cidade. Nesta temporada, embora o segundo lugar representasse uma queda relativa, a vaga na Liga dos Campeões foi garantida confortavelmente. No entanto, a exigência de perfeição que definiu sua carreira tornou a luta interna insuportável. Com o cargo da seleção italiana pairando no ar — a mídia local o aponta como favorito — Conte parte com sua reputação de altos padrões intacta.

Enquanto isso, o conto de fadas da temporada pertenceu ao Como. Sob o comando de Cesc Fàbregas, o clube à beira do lago garantiu a classificação para a Liga dos Campeões pela primeira vez em seus 117 anos de história. Sua goleada por 4 a 1 sobre o Cremonese, que foi rebaixado para a Serie B, deveu-se em grande parte à astúcia tática do ex-meio-campista do Arsenal e Barcelona. A jornada do Como das divisões inferiores para a elite europeia deu mais um passo gigante, coroando uma ascensão notável que capturou a imaginação dos neutros.

A Roma também retornará à Liga dos Campeões após uma longa ausência, garantindo o terceiro lugar com sua vitória por 2 a 0 no campo do já condenado Verona. O resultado significou que tanto eles quanto o Como ultrapassaram Milan e Juventus, que sofreram um último dia miserável. O Milan sofreu uma chocante derrota em casa por 2 a 1 para o Cagliari, enquanto o dérbi da Juve contra o Torino foi marcado por violência antes mesmo de a bola rolar. O confronto no Stadio Olimpico Grande Torino foi adiado por mais de uma hora depois que confrontos pré-jogo entre torcedores rivais deixaram uma pessoa hospitalizada, um lembrete sombrio do espectro da desordem dos torcedores.

Para Juventus e Milan, a falha em conseguir uma vaga no G-4 traz graves repercussões financeiras e esportivas. Os Bianconeri, ainda em reconstrução após anos de turbulência, agora enfrentam uma campanha na Europa League, enquanto a inconsistência do Milan sob nova gestão lhes custou um lugar na mesa principal do continente. A mudança de fortunas destaca um equilíbrio cambalho na Serie A, onde projetos ambiciosos como o Como e uma Roma ressurgente estão perturbando a velha guarda.

Na Espanha, a cortina caiu sobre La Liga com a enfática vitória do Villarreal por 5 a 1 sobre o Atlético de Madrid, resultado que garantiu o terceiro lugar — sua melhor colocação na liga em 13 anos. A vitória foi uma despedida adequada para o técnico Marcelino García Toral, que já havia anunciado sua saída. O Atlético, já garantido em quarto, mostrou falta de intensidade que contrastou fortemente com a verve do Submarino Amarelo. O jogo final de Marcelino encapsulou o futebol inteligente e agressivo que se tornou sua marca registrada.

A saída de Conte marca o fim de um capítulo breve, mas vibrante, e sua possível mudança para o banco da Azzurri representaria um novo desafio. Para o Napoli, a busca por um sucessor começa em meio à incerteza, enquanto a liga celebra uma conquista histórica do Como. Em todo o continente, uma temporada de agitação concluiu com novas faces no topo, provando que a estabilidade no futebol é o bem mais raro de todos.

Baseado em reportagens do The Guardian.