O reinado de Antonio Conte no Napoli chegou ao fim no sábado à noite, quando os Partenopei garantiram uma estreita vitória por 1 a 0 sobre a Udinese na última partida da Serie A da temporada. O gol de Rasmus Hojlund no primeiro tempo foi suficiente para vencer os visitantes, permitindo que Conte se despedisse sob a curva com uma vitória, um segundo lugar e o legado duradouro de um Scudetto e uma Supercoppa Italiana.
A passagem de Conte pelo Napoli, embora não isenta de desafios, entregou ao clube seu primeiro título de liga em décadas e uma Supercoppa doméstica, consolidando seu status no coração dos torcedores. O segundo lugar desta temporada atrás do campeão Inter garantiu a Champions League para o próximo ano, mas a saída do técnico já havia sido confirmada, tornando esta última partida em casa uma despedida emocionante.
A partida começou em ritmo acelerado, com ambos os lados ameaçando cedo. No entanto, a intensidade cobrou seu preço após apenas 10 minutos, quando o meio-campista brasileiro Alisson Santos se retirou com um problema flexor. Seu substituto, Kevin De Bruyne, se mostraria decisivo apenas 14 minutos depois.
Aos 24 minutos, De Bruyne, o meia belga, fez um magnífico passe em profundidade para Hojlund. O atacante dinamarquês não desperdiçou, finalizando passando pelo goleiro da Udinese Okoye para dar ao Napoli uma vantagem que eles nunca perderiam. Foi um momento de brilho individual que ressaltou a qualidade ainda presente no elenco de Conte.
Os problemas de lesão do Napoli continuaram antes do intervalo. O meio-campista eslovaco Stanislav Lobotka foi forçado a sair aos 35 minutos com um problema muscular, obrigando Conte a outra mudança precoce. Essas interrupções afetaram o ritmo do Napoli, mas eles se mantiveram firmes para ir ao intervalo com vantagem de 1 a 0.
A Udinese, treinada por Runjaic, veio com intenção no segundo tempo, buscando o empate. A introdução do atacante Buksa no lugar do meio-campista Karlstrom sinalizou uma abordagem totalmente ofensiva. No entanto, suas esperanças se desvaneceram aos 64 minutos, quando o zagueiro central Christian Kabasele recebeu cartão vermelho direto. O árbitro Zanotti consultou a revisão de vídeo depois que Kabasele chutou Hojlund longe da bola, e o veredito foi claro: conduta violenta, reduzindo os visitantes a 10 homens.
Com a vantagem numérica, o Napoli criou as melhores chances para dobrar a vantagem. Hojlund, uma ameaça constante, escapou e rolou para Scott McTominay, mas o internacional escocês chutou por cima de curta distância, perdendo uma oportunidade de ouro para colocar o resultado fora de dúvida.
Nos momentos finais, Conte fez uma mudança sentimental, colocando o terceiro goleiro Contini para substituir Alex Meret com 10 minutos restantes. Foi um gesto que permitiu que Contini, um membro do elenco de longa data, jogasse diante dos torcedores da casa, talvez um pequeno símbolo da solidariedade que Conte havia fomentado dentro do grupo.
Ao apito final, o Estádio Maradona explodiu não em uma comemoração estridente, mas em uma calorosa apreciação. Conte caminhou até a curva, aplaudindo e recebendo a adoração dos torcedores que testemunharam seu impacto transformador. Fontes confirmam que Conte agora se afastará do clube, deixando um legado repleto de troféus e um elenco cheio de talento.
Para a Udinese, a derrota significou um décimo lugar com 50 pontos, uma posição de meio de tabela que reflete uma temporada de resultados pouco convincentes. A expulsão de Kabasele resumiu uma tarde frustrante para os Friulani, que nunca ameaçaram seriamente depois de ficarem com dez.
Enquanto a hierarquia do Napoli inicia a busca pelo sucessor de Conte, o técnico que sai sai de cabeça erguida. O Scudetto e a Supercoppa representam conquistas tangíveis que ligarão para sempre seu nome a esta era. Os 76 pontos conquistados nesta temporada, embora não suficientes para defender o título, garantem o retorno à elite europeia, um fator crucial para as ambições do clube.
O dia finalmente pertenceu a Conte, cuja despedida foi marcada pela vitória. O gol de Rasmus Hojlund, a atuação do criador De Bruyne e a resiliência demonstrada em meio a lesões pintaram um quadro de uma equipe que, mesmo em transição, permaneceu competitiva. Com base em relatos do Tuttosport.