O técnico do Genoa, Daniele De Rossi, falou com a imprensa na véspera da partida de sua equipe da Série A contra a Fiorentina no Stadio Franchi. A coletiva de imprensa cobriu uma ampla gama de tópicos, desde o estado psicológico de uma equipe que já garantiu sua permanência na primeira divisão até a anomalia histórica do retrospecto do Genoa em Florença e a condição física de seu elenco.
Os Rossoblù garantiram matematicamente sua salvação do rebaixamento após um ponto conquistado na partida contra a Atalanta e a subsequente derrota do Cremonese. Essa conquista foi rapidamente seguida pelo anúncio da renovação do contrato de De Rossi, um movimento que sinaliza o compromisso do clube com um projeto de longo prazo sob a liderança do ex-capitão da Roma. De Rossi enfatizou que a motivação para as partidas restantes deve vir de dentro dos próprios jogadores. "A partida para o Genoa é sempre importante", afirmou. "Um jogador de futebol forte extrai estímulos de dentro de si. Jogamos muitos jogos em espaços reduzidos nos treinos. Se jogássemos apenas quando temos medo de falhar, seria grave".
Um ponto de discussão significativo foi a estatística notável de que o Genoa não vence uma partida como visitante contra a Fiorentina desde 1977, uma seca que dura quase cinco décadas. De Rossi reconheceu a singularidade desse recorde, especialmente quando justaposto com os recentes sucessos do clube em alguns dos estádios mais formidáveis da Itália. "É uma coisa estranha porque recentemente o Genoa venceu nas casas da Juventus e da Inter", observou. Ele indicou que compartilharia esse fato com seus jogadores, enquadrando-o como uma camada adicional de contexto para o desempenho, em vez de uma fonte de pressão.
Em relação ao desenvolvimento geral da equipe, De Rossi ofereceu uma avaliação positiva. Ele destacou um crescimento na interpretação tática do jogo pela equipe, apontando o jovem atacante Ekhator como um exemplo primordial de um jogador que amadureceu significativamente em sua abordagem aos treinos. "Ele treina como um grande jogador agora, enquanto antes treinava mais como um jovem integrado ao time principal", explicou De Rossi. No entanto, ele foi rápido em elogiar a ética de trabalho incutida pela comissão técnica anterior, observando que a intensidade da equipe tem sido consistentemente alta ao longo da temporada. "A única coisa que melhorou é a tabela de classificação", acrescentou, ressaltando a base sólida que herdou.
O técnico forneceu atualizações concretas sobre a disponibilidade de jogadores, confirmando várias ausências para a viagem a Florença. O ponta Junior Messias viu sua temporada encerrada por lesão, um golpe dado que De Rossi o descreveu como "o jogador mais forte que temos" e uma referência chave no vestiário, apesar de sua fragilidade física. O defensor Brooke Norton-Cuffy também não estará disponível. Houve notícias mais cautelosas em relação ao meio-campista ofensivo Tommaso Baldanzi, que retornou aos treinos completos, mas não será arriscado. "Não quero levá-lo porque quero dar mais treinamento a ele", afirmou De Rossi. "A partida é importante, mas não decisiva para nós, e quero que ele esteja 100%. Se fosse uma partida decisiva para a sobrevivência, eu o teria escalado desde o início".
De Rossi também tocou em seu relacionamento com o técnico da Fiorentina, Paolo Vanoli, descrevendo-o como um amigo e uma pessoa por quem tem grande estima. Ele refletiu sobre a experiência compartilhada de liderar dois clubes históricos com torcidas apaixonadas, declarando: "Encontramos duas grandes realidades, duas cidades lindas, e é certo que estejam na Série A".
Olhando para a partida em si, De Rossi confirmou que o jovem defensor Mattia Zatterstrom estará na escalação inicial. Ele respondeu a perguntas sobre sua formação tática, descartando a adesão rígida a uma linha de quatro ao apontar para a natureza fluida do futebol moderno e a necessidade de flexibilidade estratégica com base no plano de jogo específico.
Finalmente, De Rossi falou sobre a atmosfera em torno do clube e o entusiasmo dos jogadores em continuar sua jornada em Gênova. Ele atribuiu esse sentimento não à sua própria influência, mas ao ambiente único da cidade e seus torcedores. "Gênova é uma cidade fantástica e no estádio há uma grande atmosfera quando você entra em campo", concluiu, preparando o cenário para um encontro desafiador, mas motivacionalmente complexo, contra a Fiorentina.
Baseado em reportagens do Tuttosport.com - Calcio.