Em uma impressionante semifinal da FA Cup em Stamford Bridge, Khadija Shaw, do Manchester City, produziu um momento de magia para arrancar a vitória das garras da derrota, marcando o empate aos 91 minutos e o gol da vitória na prorrogação para bater o Chelsea por 3 a 2. A vitória leva o City à final da FA Cup contra o Brighton em 31 de maio, mantendo vivas as esperanças de dobradinha após uma temporada de domínio na Women's Super League.
Esta partida foi carregada de narrativa. Shaw, artilheira da WSL, deixará o City no final da temporada, com o Chelsea liderando a corrida por sua contratação. Sua atuação aqui foi uma declaração — mostrando ao City o que estão perdendo e ao Chelsea o que podem ganhar. A tensão era palpável desde o pontapé inicial.
O Chelsea começou bem, com seu trio ofensivo dinâmico de Alyssa Thompson, Sam Kerr e Lauren James complicando a defesa do City. Erin Cuthbert, em sua 300ª partida pelas Blues, abriu o placar aos oito minutos com um chute que desviou em Jade Rose. Minutos depois, Kerr teve um gol anulado após a bola ser considerada fora antes do cruzamento de Ellie Carpenter, embora os replays sugerissem que a decisão foi dura.
O City teve dificuldades para encontrar ritmo no primeiro tempo, talvez ainda sentindo os efeitos das comemorações do título. Lauren Hemp forçou uma defesa, mas o Chelsea dobrou a vantagem após o intervalo quando Kerr cabeceou após a goleira Khiara Keating não conseguir segurar o cruzamento de James. Com 2 a 0, o jogo parecia perdido para o City.
No entanto, este time do City mostrou notável resiliência ao longo da temporada. A três minutos do fim do tempo normal, a substituta Mary Fowler encaixou um chute rasteiro entre os corpos para diminuir a desvantagem. Então, no primeiro minuto dos acréscimos, Shaw girou e finalizou sob pressão de Lucy Bronze para forçar a prorrogação.
Na prorrogação, o Chelsea pressionou forte e se sentiu prejudicado quando os pedidos de pênalti foram ignorados após Keating fazer uma ótima defesa nos pés de Aggie Beever-Jones. Mas o City atacou novamente aos 103 minutos: Yui Hasegawa correu para a bola rolada por Hannah Hampton, venceu Joanna Rytting Kaneryd e cruzou para Shaw cabecear firme, superando Hampton.
O Chelsea tentou responder, com Keating fazendo uma defesa na ponta dos dedos para mandar a finalização de Sjoeke Nüsken na trave no final. Mas o City se manteve firme, completando uma notável virada que deixou o Chelsea se perguntando como deixou escapar uma vantagem de dois gols faltando quatro minutos.
O resultado destaca a nova garra do City sob o comando da treinadora Andrée Jeglertz. Depois de acabar com a sequência de seis anos do Chelsea na WSL com uma goleada de 5 a 1 no início da temporada, esta vitória na semifinal da FA Cup reforça seu status como a força dominante no futebol feminino inglês. Para o Chelsea, a derrota levanta questões sobre consistência em momentos importantes.
A atuação de Shaw será lembrada como uma das grandes exibições em semifinais da FA Cup. Sua doppietta não só garantiu o lugar do City na final, mas também serviu como lembrete de seu imenso talento enquanto se prepara para o próximo capítulo. Brighton espera em Wembley, e o City será favorito para levantar a taça.
Baseado em reportagens do The Guardian.