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EEOC processa New York Times por suposta discriminação

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A Comissão de Igualdade de Oportunidades de Emprego dos EUA entrou com uma ação contra o New York Times, alegando que o jornal discriminou um editor branco ao

Em um desafio legal significativo às iniciativas de diversidade corporativa, a Comissão de Igualdade de Oportunidades de Emprego dos EUA (EEOC) entrou com uma ação contra o New York Times. A agência federal alega que o jornal discriminou um funcionário branco ao preteri-lo para uma promoção em 2025.

O caso centra-se no cargo de editor adjunto de imóveis. De acordo com a queixa da EEOC, apresentada em nome de um editor de longa data do jornal, o homem foi preterido apesar de suas qualificações. A agência afirma que o jornal selecionou uma mulher menos qualificada para o cargo, com a decisão supostamente motivada pelas metas públicas de diversidade da empresa.

A ação é baseada no Título VII da Lei de Direitos Civis de 1964, que proíbe a discriminação no emprego com base em raça, sexo, origem nacional ou religião. A presidente da EEOC, Andrea Lucas, afirmou que a ação ressalta um princípio fundamental. "Não existe 'discriminação reversa'. Toda discriminação baseada em raça ou sexo é ilegal", disse ela, enfatizando que nenhuma instituição está acima da lei.

Lucas, conhecida como aliada da postura da administração Trump contra programas de diversidade corporativa, já incentivou homens brancos a denunciar casos de discriminação que acreditam ter sofrido. A queixa da EEOC aponta para os próprios compromissos públicos do New York Times, incluindo um plano de 2021 para aumentar em 50% o número de líderes negros e latinos até 2025. A agência observa que essa meta foi supostamente atingida em 2022, mas os programas continuaram.

O New York Times montou uma defesa vigorosa contra as alegações. Uma porta-voz do jornal, Danielle Rhoades Ha, classificou a ação como "politicamente motivada". Ela afirmou que a EEOC ignorou fatos relevantes para apoiar uma narrativa predefinida. "Contratamos a candidata mais qualificada, e ela é uma excelente editora", disse Ha, negando que raça ou gênero tenham influenciado a decisão de promoção.

A queixa fornece detalhes sobre os indivíduos envolvidos. O editor masculino trabalha no New York Times desde 2014, principalmente na mesa internacional, e possuía experiência relevante para a cobertura imobiliária. Em contraste, a EEOC alega que a mulher selecionada para o cargo de editora adjunta não tinha experiência nesse campo específico, sugerindo que ela se encaixava nas características demográficas que o jornal buscava ampliar em suas fileiras de liderança.

Esta ação faz parte de um padrão mais amplo de fiscalização da EEOC sob sua liderança atual. A agência também está investigando outras grandes corporações, incluindo a Nike, por alegações semelhantes de discriminação racial contra funcionários brancos. Críticos das ações da EEOC argumentam que tais processos atacam injustamente programas destinados a abordar desigualdades históricas na força de trabalho americana.

Com base em reportagens do g1.