Uma situação tensa se desenrolou perto da propriedade de Sandringham, no leste da Inglaterra, quando um homem foi preso por supostamente ameaçar o ex-príncipe Andrew com uma arma de fogo. O incidente ocorreu na noite de quarta-feira enquanto Andrew Mountbatten Windsor passeava com seus cães perto de sua residência.
De acordo com a polícia de Norfolk, o suspeito estava se comportando de maneira intimidadora e foi detido sob suspeita de causar perturbação pública e possuir uma arma ofensiva. A mídia britânica informa que o homem usava um moletom com capuz e confrontou o ex-príncipe depois de avistá-lo de seu veículo.
O Daily Telegraph informou que o suspeito saiu do carro e começou a gritar com Andrew, que estava acompanhado por um segurança particular. O ex-príncipe rapidamente recuou para seu próprio veículo e fugiu do local. A polícia confirmou que o suspeito permanece detido enquanto a investigação continua.
Este susto de segurança ocorre durante um período particularmente turbulento para Andrew, que tem enfrentado intenso escrutínio por suas conexões com o criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein. O ex-príncipe, outrora celebrado por seu serviço militar durante a Guerra das Malvinas, tornou-se um fardo significativo para a monarquia britânica.
Revelações recentes dos arquivos de Epstein danificaram ainda mais a reputação de Andrew, incluindo e-mails que sugerem que ele pode ter compartilhado informações confidenciais com o financista desacreditado. Em fevereiro, Andrew foi detido por 11 horas após a divulgação desses documentos, que incluíam correspondência datada de 24 de dezembro de 2010 referindo-se a oportunidades de investimento no Afeganistão.
O governo britânico está atualmente considerando uma legislação que removeria Andrew da linha de sucessão ao trono. Apesar de ter sido despojado de seus títulos reais e expulso de sua residência em Windsor pelo rei Charles III, Andrew ainda ocupa a oitava posição na linha de sucessão.
Andrew atuou como representante especial do Reino Unido para Comércio Internacional entre 2001 e 2011, período durante o qual é suspeito de má conduta no cargo público. Após sua detenção no início deste ano, ele foi liberado sob investigação aguardando novas averiguações.
Com base em reportagens do g1.