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Final PSG-Arsenal: A escolha de Lizarazu e decisões

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O time combinado de Lizarazu para a final da Champions League vê Hakimi e Dembélé superarem lesões. A condição física de Saka é uma dúvida. Análise das

A final da Liga dos Campeões da UEFA de 2026 entre Paris Saint-Germain e Arsenal promete ser um espetáculo tático, com as duas equipes se enfrentando neste sábado às 18:00 em Budapeste. Na preparação para a partida decisiva, o L'Equipe convocou o ex-jogador francês Bixente Lizarazu para selecionar um time combinado a partir das escalações titulares esperadas, provocando um intenso debate sobre os pontos fortes e fracos de ambas as equipes. As escolhas de Lizarazu, acompanhadas de raciocínio detalhado, oferecem uma prévia convincente das principais batalhas individuais que podem definir o resultado.

No gol, Lizarazu optou por David Raya, do Arsenal, em vez de Matvei Safonov, do PSG. Ele enfatizou que os três prêmios consecutivos de Luva de Ouro da Premier League de Raya não são acidente, destacando sua confiabilidade e as 19 partidas sem sofrer gols que ele registrou nesta temporada. "Raya tem sido um pilar da solidez defensiva do Arsenal, e sua consistência é inestimável em uma partida de alto risco", observou Lizarazu. Embora tenha confessado que sua visão sobre Safonov evoluiu, reconhecendo o estilo pouco ortodoxo, porém eficaz, do russo, a comprovada trajetória do goleiro do Arsenal lhe deu vantagem.

A posição de lateral direito viu Achraf Hakimi selecionado apesar de preocupações recentes com lesões. Lizarazu expressou confiança de que o internacional marroquino estará totalmente em forma, destacando seus atributos atléticos excepcionais—velocidade, resistência e qualidade técnica—que o tornam uma ameaça constante no apoio ao ataque. "Não há comparação com nenhum dos laterais direitos do Arsenal", afirmou, observando como a parceria de Hakimi com Nuno Mendes no flanco oposto cria imprevisibilidade nos padrões ofensivos do PSG. Essa escolha ressalta a importância da recuperação de Hakimi para o plano de jogo do PSG.

Para a dupla de zagueiros, Lizarazu escolheu William Saliba e Gabriel Magalhães, do Arsenal, descrevendo-os como a melhor dupla defensiva da Europa. Ele elogiou o físico imponente de Saliba (1,92m, 92kg) e sua leitura calma e inteligente do jogo, enquanto destacou a determinação feroz de Gabriel e sua ameaça significativa em bolas paradas. "Juntos, suas habilidades complementares formam uma barreira quase impenetrável", disse. Embora tenha grande consideração por Willian Pacho, do PSG, como o melhor defensor puro do clube, Lizarazu valorizou a química comprovada da parceria do Arsenal acima da preferência individual.

Na lateral esquerda, Nuno Mendes foi escolhido em vez de Riccardo Calafiori. Lizarazu admitiu que Calafiori pode ser um defensor mais completo, mas as investidas ofensivas devastadoras do português e sua velocidade de recuperação fulminante foram fatores decisivos. "Mendes e Hakimi são dois dos laterais ofensivos mais perigosos do mundo, e seus avanços simultâneos ao ataque tornam o ataque do PSG extremamente difícil de ler", comentou, enfatizando a vantagem tática que proporcionam.

O losango do meio-campo foi uma mistura de ambos os lados, com João Neves, Vitinha e Declan Rice formando a sala de máquinas de Lizarazu. A energia incansável de Neves e sua surpreendente capacidade aérea—apesar de sua baixa estatura—chamaram sua atenção, enquanto Vitinha foi posicionado em um papel mais recuado, onde sua precisão técnica e passes que ditam o ritmo elevam aqueles ao seu redor. "Vitinha como sentinela é um regulador magistral; ele faz todo o time melhor", afirmou Lizarazu. Completando o trio estava Declan Rice, do Arsenal, a quem Lizarazu chamou de "o meio-campista completo", capaz de tudo, desde interceptações até cobranças de falta. Ele admitiu que toda a unidade de meio-campo do PSG—incluindo Fabian Ruiz e Warren Zaïre-Emery—está entre as melhores do mundo, mas a contribuição única e versátil de Rice era impossível de ignorar.

Nas pontas, Lizarazu fez uma escolha ousada ao selecionar Désiré Doué em vez de Bukayo Saka na direita. Ele apontou para a influência diminuída de Saka nesta temporada devido a problemas físicos persistentes, sugerindo que o ponta inglês não está em seu auge. Em vez disso, a versatilidade de Doué e sua capacidade de reter a posse sob pressão foram vistas como vitais para controlar as fases iniciais do jogo. "Doué é um jogador híbrido que prospera em grandes momentos; ele fica mais forte à medida que o nível aumenta", explicou Lizarazu. Ele observou que Bradley Barcola poderia ser um substituto impactante como uma opção de velocidade direta mais tarde. O fato de a condição física de Saka continuar sendo uma interrogação adiciona outra camada de intriga a essa escolha.

No ataque, Ousmane Dembélé foi escolhido como centroavante, com Lizarazu declarando que ele está de volta ao seu melhor nível de "Bola de Ouro" após se recuperar de lesões passadas. A velocidade fulminante e o drible do atacante do PSG, combinados com um renovado instinto decisivo, fizeram dele um artilheiro em série em partidas cruciais. "Ele está pronto para o grande palco, assim como esteve nas últimas duas temporadas", afirmou Lizarazu, descartando as reivindicações de Kai Havertz ou Viktor Gyökeres.

Na esquerda, Kvitcha Kvaratskhelia foi uma seleção automática, descrito por Lizarazu como seu "número um em qualquer equipe". A energia contagiante do georgiano, sua liderança pelo exemplo e seu poder físico para desestabilizar defensores foram elogiados, juntamente com seu trabalho defensivo—uma qualidade rara em um atacante. "Kvara é cirúrgico com a bola e sempre decisivo em grandes jogos", acrescentou, não deixando dúvidas sobre seu status.

O time combinado de Lizarazu não apenas destaca os talentos individuais, mas também ressalta as filosofias contrastantes dos dois finalistas. O potencial ofensivo explosivo do PSG, personificado por Hakimi, Mendes, Dembélé e Kvaratskhelia, é equilibrado pela espinha dorsal defensiva do Arsenal formada por Saliba, Gabriel e Rice. A seleção também lança luz sobre subtramas de lesões: a prontidão de Hakimi e a temporada apagada de Saka são narrativas que podem influenciar a final. O ressurgimento de Dembélé após um histórico de lesões variado dá ao PSG um impulso psicológico, enquanto o Arsenal espera que Saka possa superar seus contratempos físicos para provar ser um diferencial.

Enquanto as equipes se preparam para o confronto de sábado em Budapeste, as escolhas de Lizarazu servem como um lembrete de que o maior palco do futebol é frequentemente decidido pelos menores detalhes. Se a condição física de Hakimi se mantém, se Dembélé consegue manter sua forma excepcional e se Saka pode desafiar os céticos são apenas algumas das histórias que aguardam para se desenrolar. Baseado em reportagens do L'Equipe.