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Franck Haise no Rennes: 3 meses, vaga europeia garantida

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O Rennes garantiu a classificação europeia sob o comando de Franck Haise, que trouxe estabilidade após uma vitória por 3 a 1 sobre o PSG transformar sua

O Rennes encerrará sua campanha na Ligue 1 2025-2026 no domingo à noite com uma partida fora de casa contra o Olympique de Marseille – um confronto que oferece um subenredo poético, já que o homem que começou a temporada no banco do Stade Rennais, Habib Beye, agora comanda o adversário. A jornada desde o início do mandato de Beye até a transformação de três meses de Franck Haise encapsula uma temporada de extremos para o clube bretão.

Quando Beye saiu e o clube surpreendeu o Paris Saint-Germain com uma vitória contundente por 3 a 1, Haise foi nomeado com uma missão clara: restaurar a ordem. O técnico de 55 anos, conhecido por sua abordagem estruturada, imediatamente começou a dar estabilidade a um elenco volátil cujo desempenho na liga havia oscilado selvagemente. A estabilidade era a prioridade – e Haise entregou, construindo a partir da defesa e incutindo a disciplina coletiva que estava ausente.

Sob Haise, o Rennes evoluiu para um time menos suscetível às oscilações caóticas que marcaram os primeiros meses. A organização defensiva se apertou, o meio-campo aprendeu a controlar o ritmo, e a equipe passou a conquistar resultados mesmo quando não estava em seu melhor momento. Os números por trás dessa metamorfose – embora não detalhados explicitamente na narrativa – apontam para uma melhora significativa nos pontos por jogo e uma redução nos gols sofridos, a base de qualquer impulso europeu bem-sucedido.

Garantir o futebol continental era o objetivo inegociável definido pelo grupo proprietário Arndt-Freels, e Haise cumpriu com folgas. Se será a Liga dos Campeões, a Liga Europa ou a Liga Conferência ainda é incerto, mas o retorno à Europa após uma temporada de ausência redefine a trajetória de um clube com altas ambições e investimentos significativos.

O encontro com o Olympique de Marseille carrega um peso simbólico além dos pontos em jogo. Beye, que estabeleceu as bases iniciais apenas para depois sair, agora representa a imprevisibilidade da qual o Rennes buscava escapar. Haise, por outro lado, tornou-se a mão firme, a antítese da turbulência que uma vez ameaçou descarrilar a campanha. Um resultado positivo no Stade Vélodrome coroaria seu início de mandato de forma adequada.

Para Haise pessoalmente, o capítulo no Rennes representa um passo acima de seu trabalho anterior no Lens, onde orquestrou uma classificação para a Liga dos Campeões. Provar que pode replicar tal sucesso em um clube com maiores recursos, mas também maior pressão, eleva seu status na hierarquia de treinadores franceses. Sua capacidade de extrair consistência de um elenco montado a alto custo sugere que ele é mais do que um projeto de um só sucesso.

As implicações para a Ligue 1 também são notáveis. O restabelecimento do Rennes na competição europeia fortalece a profundidade da liga abaixo do domínio perene do PSG. Com clubes como Monaco, Lyon e Olympique de Marseille também disputando vagas continentais, a competição é mais acirrada do que nunca – e a influência de Haise garante que o Rennes será um fator nessa batalha nas próximas temporadas.

À medida que a cortina se fecha sobre 2025-2026, o time bretão pode olhar para frente com uma clareza que faltava quando a campanha começou. O caos diminuiu, substituído por um senso de direção que começa no banco. Pode-se enquadrar os primeiros três meses de Haise não como uma revolução, mas como uma recalibração resoluta – e isso é exatamente o que o clube exigia. Baseado em reportagens do L'Equipe.