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Ginecologista de 81 anos preso no Brasil por múltiplas

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Um ginecologista de 81 anos no Paraná, Brasil, foi preso após quatro mulheres o acusarem de agressão sexual durante exames médicos, incluindo uma paciente em

Em um caso que causou choque na comunidade médica do Paraná, Brasil, um ginecologista de 81 anos foi detido. O Dr. Felipe Lucas enfrenta acusações de quatro mulheres diferentes que alegam que ele as agrediu sexualmente durante consultas médicas nas cidades de Irati e Teixeira Soares.

De acordo com investigadores da Polícia Civil, os relatos das vítimas revelam um padrão perturbador e consistente de comportamento. O médico é acusado de explorar sua posição de confiança para cometer atos lascivos, supostamente usando procedimentos clínicos como pretexto para o abuso. O primeiro incidente relatado envolveu uma paciente que veio para um exame ginecológico de rotina. Ela afirmou que o médico repentinamente realizou massagens íntimas nela, alegando que era um método para estimular a libido – prática que especialistas confirmam não ter base na medicina legítima.

A investigação revelou mais detalhes preocupantes. Durante este exame inicial, o médico supostamente atendeu uma ligação telefônica pessoal por cerca de cinco minutos enquanto a paciente estava despida na mesa de exame. A polícia também notou uma bandeira vermelha significativa: uma revisão dos prontuários eletrônicos não mostrou notas clínicas, histórico ou pedidos de exames para aquela visita específica, ao contrário dos registros de outros profissionais.

Após a divulgação pública do primeiro caso, mais duas mulheres se apresentaram. Uma descreveu ter recebido massagens íntimas semelhantes durante um exame de rotina, enquanto outra relatou que o abuso ocorreu durante uma consulta pré-natal. Esta última vítima contou que o médico realizou aproximadamente dez exames vaginais em um curto período, continuando apesar de suas queixas de dor.

O quarto e mais recente caso, que levou diretamente à prisão do médico, envolveu uma paciente que estava em trabalho de parto ativo. Ela alegou que o Dr. Lucas massageou sua área genital por cerca de cinco minutos. Como a paciente estava em estado vulnerável durante o parto e não podia oferecer resistência, a polícia classificou este crime específico como estupro de pessoa vulnerável. O ato supostamente só parou quando uma enfermeira entrou na sala.

Um fator importante no caso é a demora prolongada das vítimas em denunciar. A polícia destaca que o status do acusado como médico de longa data, ex-deputado estadual, ex-prefeito e ex-vereador em Irati criou um clima de medo. As vítimas admitiram que não se apresentaram antes devido à sua influência política, acreditando que nada seria feito. Um abuso é alegado ter ocorrido há 15 anos, outro há 10 anos.

A equipe de defesa do Dr. Lucas afirmou que acredita que a prisão é ilegal, baseada em uma acusação completamente falsa e em um fato que está além do prazo de prescrição. Eles declararam que o médico provará sua inocência ao longo do processo legal. O Dr. Lucas, que é médico há 50 anos, foi homenageado pelo conselho regional de medicina em 2024 por seu meio século de serviço.

Com base em reportagens do g1.