O Celta de Vigo estará sem o meio-campista Matías Vecino para sua crucial visita ao Atlético de Madrid pelo Campeonato Espanhol no sábado, um contratempo agravado pela forma formidável do adversário nesta temporada. O técnico Claudio Giráldez fez uma avaliação honesta antes da partida, confirmando a ausência do uruguaio e revelando sua esperança de que os anfitriões não estejam no seu melhor, embora tenha rapidamente temperado esse desejo com realismo.
Vecino está afastado desde meados de abril devido a uma lesão muscular persistente que não cicatrizou como esperado. O internacional de 33 anos perdeu os últimos três jogos do Celta, e sua ausência no Wanda Metropolitano deixa um vazio significativo no meio-campo. Conhecido por sua presença física e inteligência tática, Vecino teria um papel fundamental na interrupção do ritmo do Atlético. Em vez disso, Giráldez terá que reorganizar sua escalação contra uma das equipes mais coesas da liga.
Apesar do contratempo da lesão, Giráldez foi efusivo em sua admiração pelo time de Diego Simeone. Falando aos jornalistas na sexta-feira, ele classificou a temporada do Atlético como 'impressionante', enfatizando sua consistência em todas as competições. Os homens do argentino transformaram o Metropolitano em uma fortaleza, perdendo apenas uma vez lá na liga, e Giráldez reconheceu a dificuldade da tarefa. 'Sabemos do que são capazes; eles têm uma identidade clara e a executam implacavelmente', observou.
No entanto, foi um comentário sincero que capturou a mistura de desespero e pragmatismo que antecede a partida. 'Tomara que o Atlético esteja de férias, mas não acredito', disse Giráldez. O comentário, com igual dose de humor e respeito, destaca o desafio enfrentado pelos celestes: para obter um resultado, eles provavelmente precisarão que seus adversários tenham um dia ruim, algo que raramente acontece sob a intensa liderança de Simeone.
Para o Celta, a prolongada ausência de Vecino expôs a falta de profundidade no meio-campo central. Jovens como Hugo Sotelo ou Fran Beltrán podem ser convocados, mas nenhum reproduz a mistura de fibra e compostura do veterano. O desempenho defensivo da equipe sem ele tem sido irregular, sofrendo gols em todos os jogos que ele assistiu do banco. Giráldez precisará de um esforço coletivo disciplinado para manter Antoine Griezmann e companhia quietos.
Da perspectiva do Atlético, garantir três pontos continua sendo fundamental enquanto eles disputam posição nos escalões superiores da tabela. Embora a corrida pelo título tenha se restringido, uma vaga no G-4 ainda não está garantida, e Simeone exige a mesma intensidade independentemente do adversário. Os rojiblancos possuem a segunda melhor defesa da liga e marcam com facilidade em casa, tornando-os favoritos absolutos.
A história oferece pouco consolo aos visitantes. O Celta não vence no Atlético há mais de uma década, sendo seu último resultado positivo lá um empate sem gols em 2013. Os confrontos recentes seguiram um roteiro semelhante: pressão inicial, vulnerabilidade em bolas paradas e torcida visitante frustrada. Giráldez, em sua primeira temporada completa no comando, tem a tarefa de reescrever essa narrativa, mas as probabilidades estão contra ele.
As implicações mais amplas do campeonato são menos dramáticas para um Celta confortavelmente no meio da tabela, mas cada ponto conta em uma La Liga congestionada onde cinco posições podem separar uma campanha decepcionante de uma respeitável. Terminar na metade superior representaria um progresso tangível sob o comando de Giráldez e poderia servir como trampolim para a próxima temporada. Uma boa atuação contra um aspirante à Champions, mesmo na derrota, pode galvanizar o elenco.
Taticamente, espera-se que o Celta ceda a posse de bola e busque contra-ataques através de Iago Aspas e Jørgen Strand Larsen. Sem Vecino, o duplo pivô pode não ter a blindagem necessária para proteger uma defesa que tem sido propensa a erros. Giráldez pode optar por um meio-campo de três para congestionar as áreas centrais, mas isso pode diminuir seu próprio poder ofensivo. É um equilíbrio delicado.
A confiança pública de Giráldez esconde uma preocupação privada; sua esperança de um Atlético complacente baseia-se no conhecimento de que, em plena forma, a máquina de Simeone é quase indestrutível. 'Precisamos ser perfeitos e torcer para que eles estejam abaixo do nível deles – isso é futebol às vezes', concluiu. A declaração resume o dilema do visitante.
À medida que o apito final se aproxima, o Celta será medido não apenas pelo placar, mas pela resiliência que mostrar contra uma oposição de elite. A ausência de Vecino é uma pena, mas também apresenta uma oportunidade para outros se destacarem. Se o desejo de Giráldez se concretizar é improvável, mas no futebol, a esperança é a última que morre.
Baseado em reportagens do Fútbol.