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Grosso cita influência de Djokovic, fala sobre

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O técnico do Sassuolo, Fabio Grosso, antevê o jogo contra o Torino, atualiza sobre lesões de Berardi e Idzes, e discute seu futuro em meio a rumores com a

O técnico do Sassuolo, Fabio Grosso, enfrentou a imprensa antes do confronto de sua equipe na Serie A contra o Torino, oferecendo uma atualização abrangente sobre a condição física do elenco, a mentalidade tática e seu próprio futuro. A coletiva, embora focada no jogo imediato, revelou temas mais profundos sobre liderança, motivação e os desafios de encerrar uma temporada sem grandes objetivos.

Grosso começou detalhando a situação dos jogadores-chave. O atacante estrela Domenico Berardi e o zagueiro Jay Idzes estão sendo monitorados, com o treinador indicando que Idzes está em condições ligeiramente piores que Berardi. "Estamos com calma porque temos algumas outras dúvidas", explicou Grosso. "Quando os jogos são próximos, é melhor aproveitar o tempo para entender quem está bem e quem não está tão bem". A equipe também ficará sem o meio-campista Abdou Harroui Fadera por suspensão, enquanto Andrea Bakola retornou recentemente ao grupo.

O técnico foi franco sobre as dificuldades históricas do Sassuolo em jogos de final de temporada quando não há mais disputa por playoffs ou contra o rebaixamento. "Não somos muito bons em jogar partidas de final de temporada sem objetivos", admitiu Grosso. "Aproveitamos os dias para nos recuperar, mas precisamos ficar atentos porque quando estamos abaixo do ritmo, realçamos os pontos fortes dos adversários". Esta avaliação honesta destaca um desafio comum para equipes de meio de tabela: manter a intensidade profissional quando a classificação parece definida.

A filosofia de Grosso para superar esse desafio se concentra na motivação interna. "O objetivo é jogar uma partida completa", afirmou. "Temos as motivações dentro de nós; cabe a cada um entender o quanto acredita nisso, o quanto joga partidas reais, e cabe a mim entender quem tem esse tipo de sentimento". Essa abordagem transfere a responsabilidade das circunstâncias externas para a mentalidade individual do jogador, uma marca do treinamento moderno.

Quando perguntado se é visto como parte de uma nova geração de técnicos italianos talentosos, Grosso ofereceu uma perspectiva humilde e ponderada. "Jovem, agradeço, mas o tempo continua passando", disse. "Há também treinadores sólidos e consolidados que têm ideias claras e sabem o que transmitir. Todas essas palavras são relativas; é preciso ter competência, imaginar um caminho a percorrer". Ele enfatizou a jornada coletiva no Sassuolo, descrevendo os últimos dois anos como "magníficos" e uma conquista colaborativa com o clube.

Olhando para o jogo contra o Torino, Grosso elogiou o trabalho do colega Davide Nicola. "O Torino em casa com o novo técnico está indo bem", observou. "Parabenizo-o porque não era óbvio fazer o que ele fez, e estou feliz por ele". Esse respeito pelo adversário destaca o foco de Grosso na tarefa atual, apesar da posição confortável do Sassuolo na tabela.

O tópico da remota chance matemática do Sassuolo de alcançar o sétimo colocado, Atalanta, foi levantado. A resposta de Grosso foi inequívoca em seu profissionalismo. "Enquanto houver qualquer tipo de abertura para qualquer tipo de objetivo, devemos tentar", declarou. "Eu disse aos rapazes. As motivações são muito altas para tentar dar grande valor a um caminho que certamente permanecerá impressionante, independentemente de como terminar". Essa declaração serve para motivar seu elenco e sinalizar aos torcedores que a equipe não abandonará qualquer ambição restante.

Grosso também abordou a alternância tática entre os atacantes Andrea Pinamonti e M'Bala Nzola, descrevendo-os como "complementares" que poderiam até jogar juntos em trechos das partidas. Seu foco permanece em avaliar a condição geral da equipe para tomar as melhores decisões de escalação.

A parte mais intrigante da coletiva dizia respeito ao futuro de Grosso, com persistentes rumores ligando-o à Fiorentina. Ele permaneceu comedido e focado. "Ligação com a Fiorentina? Fico monótono, mas sinto que devo dar essas respostas", disse Grosso. "Olho para amanhã, agradeço pelos elogios que chegam, mas este é um ambiente onde você deve saber manter os pés no chão. As coisas mudam rapidamente. Penso no que vai acontecer, mas não muito longe. Quando o campeonato terminar, nos sentaremos juntos e entenderemos qual será o futuro". Quando perguntado se assinaria um contrato vitalício para ficar no Sassuolo, ele refletiu sobre sua trajetória, mencionando seus quatro anos na base da Juventus e sua apreciação pela continuidade, embora reconheça que nunca a encontrou devido a várias circunstâncias.

Em uma anedota pessoal comovente, Grosso revelou a fonte de sua disposição em sempre parar para fotos com torcedores, citando um exemplo do grande tenista Novak Djokovic. Ele contou uma história sobre seus filhos que chegaram em casa tarde da noite, radiantes, com uma foto que haviam tirado com Djokovic após uma partida. "Ter aquele sorriso, depois de tanta energia gasta, continuar envolvendo as pessoas dessa forma é algo lindo", refletiu Grosso. "Sempre tive isso, e ali eu reforcei porque saber dar sorrisos aos jovens é importante". Esse detalhe humanizador conecta o mundo de alta pressão do futebol profissional a simples atos de bondade e inspiração.

Enquanto o Sassuolo se prepara para enfrentar o Torino, a narrativa vai além dos 90 minutos. Toca na filosofia de um técnico para gerenciar a psique de final de temporada de sua equipe, seus valores pessoais moldados por ícones esportivos globais e seu futuro profissional, que continua sendo um tópico de especulação mesmo enquanto ele insiste no foco presente. A partida em si se torna um teste da capacidade do Sassuolo de se automotivar, uma qualidade que Grosso claramente está tentando incutir.

Baseado em reportagens do Tuttosport.com - Calcio.