Um tribunal do Tocantins proferiu veredito em um caso trágico decorrente de uma disputa pessoal. Wilame Pereira Saraiva, 42 anos, foi considerado culpado por um júri e condenado a 22 anos de prisão pela morte a facadas de seu amigo, Erivelton Rodrigues Lima, 31 anos. O confronto fatal ocorreu em junho de 2023 na residência que compartilhavam no bairro Jardim Aureny III, em Palmas.
A sequência de eventos começou com um desentendimento por dinheiro. De acordo com depoimentos apresentados durante o julgamento, Saraiva havia solicitado um empréstimo a Lima, que foi recusado. Essa recusa escalou para uma discussão acalorada que se tornou mortal. A acusação argumentou que o motivo foi trivial, centrado na disputa financeira, e que a vítima foi pega de surpresa, limitando sua capacidade de se defender.
Durante o julgamento pelo júri no 1º Juizado Criminal de Palmas, o réu apresentou sua versão do incidente. Saraiva alegou que, depois de recusar emprestar dinheiro, Lima se tornou agressivo e o atacou com uma faca. Ele disse que conseguiu desarmar o amigo e então infligiu o ferimento fatal, afirmando que agiu em legítima defesa. No entanto, o júri acabou rejeitando essa versão dos fatos.
A decisão do tribunal destacou vários fatores agravantes. O juiz presidente, Cledson José Dias Nunes, enfatizou a gravidade de cometer um ato tão violento contra um amigo próximo. Além disso, foi revelado que Saraiva estava usando uma tornozeleira eletrônica no momento do crime, uma condição de condenações anteriores. A tornozeleira foi supostamente cortada durante as primeiras horas da manhã do assassinato.
O corpo da vítima não foi descoberto imediatamente. Só foi encontrado dias depois, quando o pai de Erivelton, sem conseguir contato com o filho, foi ao apartamento tipo kitnet verificar como ele estava. Após o homicídio, Saraiva fugiu do estado. Ele foi localizado e preso pelas autoridades em São João dos Patos, Maranhão, em 11 de junho de 2023.
O réu permanece em prisão preventiva enquanto o processo legal é concluído. Sua defesa, conduzida pela Defensoria Pública, tem direito de recorrer da condenação e da sentença de 22 anos. O caso ressalta as consequências devastadoras que podem surgir de disputas domésticas e a rápida ação do sistema de justiça no Tocantins.
Com base em reportagens do g1.