A coroação da Inter de Milão como campeã da Série A pode ter sido selada há uma semana, mas os nerazzurri não mostraram nenhum sinal de complacência ao desmantelar a Lazio por 3 a 0 em uma partida unilateral no Stadio Giuseppe Meazza. O confronto, uma prévia da final da Copa da Itália deste mês, viu o antigo time de Simone Inzaghi completamente dominado por uma Inter implacável que continua a estabelecer o padrão no futebol italiano. Sob a orientação do técnico interino Cristian Chivu – substituindo Inzaghi enquanto este se concentra na gestão do elenco antes da final da copa – a Inter entregou uma atuação que combinou estilo com eficiência, servindo um aviso brutal aos seus próximos adversários.
O placar foi aberto aos seis minutos, e foi Lautaro Martínez quem marcou seu retorno ao time titular com estilo. O atacante argentino, fazendo sua primeira partida como titular em um mês após um período no banco, recebeu um leve toque de Marcus Thuram e finalizou com a direita, colocando a bola no canto. Foi o 17º gol de Martínez na Série A nesta temporada, um número que não apenas sublinhou sua importância para o time, mas também gravou seu nome mais profundamente nos livros de história. Ao chegar a 133 gols na primeira divisão italiana, ele superou a marca de Paulo Dybala de 132 para se tornar o terceiro argentino com mais gols na história da Série A. Apenas Hernán Crespo e Gabriel Batistuta, cada um com 183, permanecem à sua frente – um testemunho da notável consistência do jogador de 26 anos.
O controle da Inter sobre a partida só aumentou após o gol inicial. Com a dupla de meio-campo formada por Nicolò Barella e Henrikh Mkhitaryan ditando o ritmo, a Lazio teve dificuldades para construir posse de bola significativa. Os melhores momentos dos visitantes vieram esporadicamente, mas nenhum goleiro foi realmente testado até Petar Sucic dobrar a vantagem aos 37 minutos. O meio-campista sérvio, que tem sido uma revelação desde que irrompeu na equipe principal, recebeu a bola na entrada da área e soltou um chute curvo com a esquerda que foi parar no canto oposto. Foi um gol de técnica requintada, deixando Ivan Provedel, da Lazio, sem chances e sublinhando a profundidade da ameaça ofensiva que a Inter possui.
A partida se decidiu a favor da Inter pouco antes da hora de jogo, quando o capitão da Lazio, Alessandro Romagnoli, foi expulso com cartão vermelho direto. Ao defender contra Andy Diouf, Romagnoli arrastou suas travas na panturrilha do marfinense-francês em uma entrada imprudente e desnecessária. A decisão do árbitro deixou a Lazio com dez homens e extinguiu qualquer esperança de recuperação. A expulsão de Romagnoli também significa que ele cumprirá suspensão na próxima partida da Lazio na Série A, embora continue elegível para a final da Copa da Itália – um detalhe que trará pouco conforto dado o golpe psicológico desta capitulação.
Com a vantagem numérica, a Inter transformou o confronto em um exercício de treino. Chivu moveu Diouf de sua posição de ala direito para uma posição mais avançada ao lado de Thuram, e a mudança rendeu frutos imediatos. A energia e a corrida direta do jovem de 21 anos causaram problemas constantes para a cansada defesa da Lazio. Aos 76 minutos, outro jovem prospecto, Ange-Yoan Bonny, fez um passe perfeitamente medido para Mkhitaryan, que disparou um chute imparável sob o travessão para o terceiro gol da Inter. Foi um gol que epitomizou a combinação de qualidade experiente e exuberância juvenil que percorre este time da Inter.
Para a Lazio, a noite foi um banho de realidade. Chegando à partida com uma chance remota de garantir a classificação europeia via liga, eles foram completamente dominados em todos os aspectos. O técnico Igor Tudor, que assumiu de Maurizio Sarri no início da temporada, viu seu time não registrar uma única finalização no gol na segunda metade. A fragilidade defensiva e a falta de compostura em momentos chave serão grandes preocupações enquanto se preparam para enfrentar o mesmo adversário com um troféu em jogo. A diferença entre os dois times, tanto na tabela quanto em campo, parecia enorme.
De um ponto de vista tático, a capacidade da Inter de se adaptar e rodar sem perder coesão foi marcante. A decisão de Chivu de usar Diouf em múltiplas funções mostrou a versatilidade do elenco, enquanto a integração perfeita de jogadores do plantel como Sucic e Bonny refletiu o excelente desenvolvimento de talentos do clube. Mesmo sem titulares regulares como Federico Dimarco, que descansou, o sistema da Inter permaneceu fluido. A linha de três defensas formada por Alessandro Bastoni, Francesco Acerbi e Matteo Darmian raramente foi incomodada, e a pressão alta forçou constantemente a Lazio a erros.
Enquanto erguiam o troféu do Scudetto diante de uma multidão jubilosa em casa após o apito final, a mensagem do campo da Inter foi inconfundível: a fome por mais troféus permanece insaciável. “Temos que manter o foco, ainda há um objetivo enorme antes do fim da temporada”, parecia ser o sentimento tácito ecoando no Meazza. Para a Lazio, o desafio agora é tanto mental quanto tático. Eles têm apenas alguns dias para se recuperar desta goleada e encontrar uma maneira de reverter a vantagem psicológica que a Inter tomou de forma tão enfática.
A final da Copa da Itália promete ser uma revanche fascinante, mas com base nesta evidência, a Inter começará como franca favorita. A Lazio precisa produzir uma atuação drasticamente melhorada se quiser evitar outra humilhação. Uma coisa é certa: depois desta demonstração implacável, o time da Inter que ganhou a tríplice coroa em 2009-10 não é mais o único time nerazzurri que sabe combinar domínio doméstico com glória em copas. Enquanto os jogadores aproveitavam a adoração, a contagem regressiva para a final já havia começado, com este resultado ecoando fortemente nos ouvidos de todos os envolvidos com ambos os clubes.
Com base em reportagens de Foot - actualités, mercato, info & vidéo en continu.