Em uma escalada significativa de retórica, o Irã acusou formalmente os Estados Unidos de violar um acordo de cessar-fogo vigente. A acusação centra-se em uma série de supostas ações militares que ocorreram na quinta-feira, 7 de maio de 2026, conforme relatado pelo comando militar conjunto do Irã.
O cerne da alegação iraniana envolve ataques a duas embarcações marítimas separadas. De acordo com um comunicado do Quartel-General Central de Khatam al-Anbiya, forças dos EUA atacaram um petroleiro iraniano. Esta embarcação estava supostamente navegando das águas costeiras iranianas perto do porto de Jask, em direção ao estratégico Estreito de Ormuz.
Uma segunda embarcação também foi supostamente alvejada. Este navio foi descrito como entrando no Estreito de Ormuz nas proximidades do porto de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos. O Estreito de Ormuz é um ponto crítico global para embarques de petróleo, tornando qualquer atividade militar ali uma questão de intensa preocupação internacional.
Além dos incidentes marítimos, o comunicado militar iraniano detalhou novas supostas transgressões. Afirmou que, em coordenação com certas nações regionais, os Estados Unidos realizaram ataques aéreos. Esses ataques supostamente atingiram áreas civis ao longo das costas de Bandar Khamir e Sirik, bem como na ilha iraniana de Qeshm.
O comunicado, divulgado através da mídia estatal iraniana, enquadra essas ações como uma violação direta de um cessar-fogo previamente estabelecido. Esta acusação formal representa uma grave carga diplomática, colocando a responsabilidade de violar a trégua sobre os Estados Unidos.
Os supostos incidentes ocorreram em uma região já carregada de tensão. O Estreito de Ormuz tem sido há muito tempo um ponto crítico, e qualquer confronto militar ali corre o risco de perturbar os mercados globais de energia e escalar conflitos regionais mais amplos.
Até o momento do fechamento deste relatório, não houve resposta pública imediata do governo ou das forças armadas dos Estados Unidos em relação a essas alegações específicas iranianas. A situação permanece fluida, com a comunidade internacional provavelmente monitorando novos desenvolvimentos e possíveis respostas de todas as partes envolvidas.
Com base em reportagens do g1.