Tallinn, Estônia – A Itália garantiu seu lugar na final do Campeonato Europeu Sub-17 da UEFA de 2024 na quinta-feira, derrotando a Espanha por 4-2 nos pênaltis após um emocionante empate por 1-1 no Estádio Lilleküla. O resultado prepara uma final intrigante contra a Bélgica, que surpreendeu a França por 1-0 na outra semifinal. A Itália, em busca de seu terceiro título nesta categoria, superou uma equipe espanhola que chegou ao jogo como grande favorita, tendo dominado a posse de bola e criado inúmeras chances durante os noventa minutos.
O confronto começou com a Espanha ditando o ritmo, seu jogo de passes intrincado prendendo a Itália em seu próprio campo. A Rojita, nove vezes vencedora do torneio, teve uma oportunidade de ouro para abrir o placar aos 28 minutos, quando Christian Imga se preparou para cobrar um pênalti. No entanto, o goleiro italiano Christian Lupo fez uma defesa magnífica, mergulhando baixo à sua esquerda para afastar o chute. Esse erro provou ser um momento crucial, mudando o ímpeto a favor da Itália.
Pouco antes do intervalo, os Azzurri receberam um pênalti a seu favor. Federico Croci assumiu a responsabilidade e converteu com frieza, enganando o goleiro e dando à Itália uma vantagem de 1-0, apesar de ter sido amplamente dominada. O gol foi um golpe para a Espanha, que parecia o time mais perigoso, mas faltou precisão no terço final.
Após o intervalo, a Espanha continuou pressionando em busca do empate. Enzo Alves, o atacante de ascendência brasileira que escolheu representar a Espanha, acertou a trave com uma cabeçada potente aos 72 minutos, exemplificando o azar espanhol. Quando o tempo se esgotava, a Espanha finalmente conseguiu o empate aos 77 minutos. O substituto Mikel Urrestarazu foi o mais rápido a reagir em um tumulto na área, empurrando a bola para as redes para igualar o placar e manter sua equipe viva.
Com as regras do torneio estipulando que não há prorrogação nas fases eliminatórias, a partida foi diretamente para os pênaltis. O goleiro italiano Lupo, já herói por sua defesa anterior, emergiu como a figura decisiva mais uma vez. Ele defendeu as cobranças de Enzo Alves e Ian Mencia, enquanto todos os quatro cobradores italianos mantiveram a calma. O último pênalti selou a vitória por 4-2 na disputa, desencadeando celebrações selvagens entre os jogadores e a comissão técnica italiana.
A Itália agora se preparará para uma final contra a Bélgica, uma equipe que faz história ao alcançar sua primeira final europeia sub-17. O caminho da Bélgica até a decisão incluiu superar a França com uma vitória disciplinada por 1-0, um resultado que surpreendeu muitos, dado o pedigree da França nas categorias de base. Esta final garante um novo nome no troféu se a Bélgica vencer, ou um terceiro triunfo para a Itália após seus sucessos em 1982 e uma vitória mais recente que encerrou um longo jejum.
A conquista tem um peso significativo para o futebol italiano, que colocou uma ênfase renovada no desenvolvimento juvenil nos últimos anos. A campanha do sub-17 segue um caminho semelhante ao ressurgimento da seleção principal, e destaca a profundidade de talento emergente da península. Para o goleiro Lupo, suas heroicidades nos pênaltis serão lembradas como um fator chave na jornada da Itália.
A Espanha, por sua vez, lamentará suas oportunidades perdidas, especialmente o pênalti perdido no início e a bola na trave de Alves. O jovem atacante, filho da lenda brasileira Marcelo, foi um destaque no torneio, mas não conseguiu entregar quando mais importava. Sua decisão de representar a Espanha em vez do Brasil esteve sob os holofotes, e essa decepção será um momento difícil em sua jovem carreira.
Enquanto Itália e Bélgica se preparam para o pontapé inicial de domingo às 19:00, a final promete ser um confronto de estilos e narrativas contrastantes. A Itália, experiente nesta fase, buscará impor sua solidez defensiva e capitalizar em jogadas de bola parada. A Bélgica, a azarona, tentará continuar seu sonho e levantar o primeiro troféu europeu. Seja qual for o resultado, o Europeu Sub-17 deste ano já proporcionou momentos memoráveis e sinalizou a ascensão de uma nova geração de jogadores.
Baseado em reportagem do L'Equipe.