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Jamie Carragher: VAR acertou ao anular gol do West Ham

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Jamie Carragher diz que o VAR acertou ao anular o gol tardio do West Ham, afirmando que apenas os detratores do Arsenal questionam a decisão. A jogada tem

O comentarista da Sky Sports, Jamie Carragher, defendeu veementemente a decisão do VAR que anulou o gol de empate no tempo de acréscimo de Callum Wilson pelo West Ham United contra o Arsenal, insistindo que apenas aqueles com interesse contra os Gunners contestariam a marcação. A intervenção, que levou mais de quatro minutos de deliberação, foi classificada por alguns como a decisão mais significativa do VAR na história da Premier League, com consequências sísmicas em ambas as pontas da tabela.

Com o placar em 1 a 0 para o Arsenal no London Stadium, Wilson parecia ter garantido um empate dramático para os Hammers ao empurrar a bola para o fundo da rede nos acréscimos. No entanto, o árbitro Chris Kavanagh, orientado pelo VAR Darren England, anulou o gol após uma longa revisão, citando uma falta no goleiro do Arsenal, David Raya. A decisão gerou polêmica imediata, com jogadores e torcedores do West Ham visivelmente irritados, enquanto o Arsenal comemorava o que pode ser um respiro decisivo na briga pelo título.

Falando no Monday Night Football, Carragher analisou o incidente sem hesitação. "Esqueça o 'claro e óbvio'", afirmou, referindo-se ao alto padrão para intervenções do VAR. "Demorou tanto porque havia muitas coisas para analisar. A pressão sobre essa decisão, o que ela significava, não apenas para esses dois clubes, mas para o Manchester City, para o Tottenham — em uma situação como essa, acho que ninguém deveria reclamar do tempo que levou. Eles chegaram à decisão correta? Sim." Suas palavras ecoaram um sentimento crescente de que os árbitros mostraram compostura sob imensa pressão.

O ex-zagueiro do Liverpool argumentou que o contato físico era claramente evidente e se enquadrava em uma categoria vista regularmente na Premier League. Em uma análise detalhada, ele reconheceu os empurrões e puxões que frequentemente acompanham as jogadas de bola parada, observando que Leandro Trossard tinha um braço em volta de Pablo Fornals, do West Ham, e Declan Rice se embolava com Konstantinos Mavropanos. No entanto, para Carragher, o momento decisivo foi a obstrução ao goleiro. "Há agarramento na área? Há puxão de camisa? Sim, claro que há", explicou. "Mas já estive nessa situação. É suficiente para pênalti? Para mim, não. Isso não significa que não seja falta — é falta."

O que está em jogo dificilmente poderia ser maior nesta fase da temporada. Com apenas duas partidas restantes, a magra vantagem do Arsenal sobre o atual campeão Manchester City significa que qualquer perda de pontos pode decidir a corrida pelo título de forma definitiva. Se o gol de Wilson tivesse valido, o City ficaria a um ponto do topo, com o saldo de gols voltando a ser fator e a vantagem psicológica mudando drasticamente. Em vez disso, o time de Mikel Arteta segurou a vitória crucial, preservando a vantagem de um ponto e deixando seu destino em suas próprias mãos.

Na outra ponta da classificação, as consequências para o West Ham são igualmente profundas. Um empate teria tirado os Hammers da zona de rebaixamento pelo saldo de gols, empatados em pontos com o 17º colocado, o Tottenham Hotspur. Como está, eles permanecem no Z-3, enfrentando uma batalha árdua para garantir a permanência com uma sequência difícil. Para os neutros, o incidente só intensificou o drama de um final de temporada já cheio de subtramas.

Carragher, no entanto, acredita que grande parte do alvoroço não vem de dúvidas genuínas sobre a falta, mas de uma antipatia mais ampla pela abordagem do Arsenal sob Arteta. "Há dois tipos de pessoas que acharam que aquilo não foi falta", disse ele. "Pessoas que têm alguma ligação com o Man City ou o West Ham, ou pessoas que não querem que o Arsenal ganhe a liga. O motivo de haver tanta polêmica é que há muitas pessoas que não querem que o Arsenal ganhe a liga." Ele apontou para as táticas percebidas do clube — desde as reclamações de Arteta à beira do campo até o hábito de Gabriel Magalhães de cair com contato mínimo e a área de seis jardas lotada nos escanteios — como catalisadores de uma narrativa que pinta os Gunners como mestres das artes obscuras.

Esta não é a primeira vez que as táticas de bola parada do Arsenal atraem escrutínio. Nas últimas duas temporadas, o uso inovador de aglomeração e bloqueios — raramente punidos pelos árbitros — tornou-se uma marca registrada de seu sucesso, gerando uma série de gols em jogadas de bola parada. O argumento de Carragher sugere que o ressentimento persistente por tais práticas pode ter influenciado a reação a uma decisão que, isoladamente, era clara. Ele insistiu: "Tudo isso começou com o Arsenal, dois ou três anos atrás, colocando 15 pessoas na área de seis jardas. Este é um clube de futebol, goste você ou não, que empurra os limites em todas as áreas para tentar obter vantagem."

A análise também aborda questões mais amplas de consistência da arbitragem e o escrutínio cada vez maior sobre o VAR. O fato de a revisão ter durado quatro minutos e 17 segundos — uma eternidade nos minutos finais frenéticos de uma partida — inevitavelmente alimentou o debate, mas Carragher não se desculpou em sua avaliação. Com tantas partes móveis para examinar, desde a falta inicial até a verificação de impedimento e a interferência no goleiro, o atraso não era apenas compreensível, mas necessário. Seu veredito oferece um contrapeso para aqueles que acreditam que a tecnologia está corroendo o espírito do jogo.

À medida que a corrida pelo título entra em seu capítulo final, o incidente certamente será repetido e reexaminado inúmeras vezes. Para o Arsenal, representa um momento de sorte que pode definir a campanha; para o West Ham, uma pílula amarga que pode assombrá-los se caírem para o Championship. A Premier League sempre prosperou com polêmicas de alto risco, e este ponto crítico — amplificado pelos comentários francos de Carragher — a entregou em abundância.

Se a coragem dos árbitros sob pressão será celebrada ou condenada depende de que lado da linha divisória se está. O que é indiscutível é que as consequências ecoarão muito depois do apito final da temporada. Em uma campanha já repleta de momentos controversos, a cabine do VAR em Stockley Park tornou-se mais uma vez a história.

Baseado em reportagens da Sky Sports.