A comunidade jurídica no sul do Brasil está de luto pela morte repentina da juíza Mariana Francisco Ferreira. A magistrada de 34 anos faleceu após se submeter a um procedimento médico para fertilização in vitro.
O incidente ocorreu em uma clínica de reprodução assistida em Mogi das Cruzes, parte da região metropolitana de São Paulo. De acordo com relatos, a juíza Ferreira passou pelo procedimento de coleta de óvulos em uma segunda-feira de manhã. Ela recebeu alta, mas depois retornou à clínica com fortes dores e calafrios. Seu estado piorou, levando à sua transferência para um hospital, onde foi internada na unidade de terapia intensiva e submetida a cirurgia no dia seguinte. Apesar dos esforços médicos, ela faleceu.
Sua morte foi registrada como suspeita e acidental, gerando uma investigação policial. As autoridades trabalham para determinar se a tragédia resultou de possíveis falhas no atendimento médico ou de complicações inerentes ao procedimento em si.
Colegas lembraram a juíza Ferreira como uma profissional vibrante e dedicada. Ela trabalhava no judiciário do Rio Grande do Sul desde o final de 2023 e havia sido recentemente designada para o tribunal criminal de Sapiranga. Aqueles que trabalharam com ela a descreveram como cheia de energia, com um profundo compromisso com a justiça, especialmente em casos de violência doméstica.
A clínica envolvida, Invitro Reprodução Assistida, emitiu um comunicado expressando profundo pesar. Afirmou que, desde os primeiros sinais de complicação, sua equipe médica seguiu imediatamente os protocolos técnicos e prestou atendimento de emergência, transferindo a paciente para um hospital adequado. A clínica enfatizou que todos os procedimentos cirúrgicos e médicos apresentam riscos inerentes, mesmo quando realizados com protocolos e supervisão adequados.
O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul declarou três dias de luto oficial. As bandeiras foram hasteadas a meio mastro nos prédios do tribunal. A associação de juízes do estado também expressou profundo pesar, observando que a juíza Ferreira era uma colega querida, cheia de vida e entusiasmo por seu papel judicial.
Com base em reportagens do g1.