As engrenagens da justiça estão girando em um caso de assassinato de alto perfil de Caldas Novas, Goiás. Uma longa audiência de sete horas ocorreu esta semana enquanto o tribunal começou a ouvir o depoimento de testemunhas-chave no caso contra Cleber Rosa de Oliveira, o zelador do prédio acusado de matar a corretora de imóveis Daiane Alves de Souza.
A audiência, presidida pela juíza Vaneska da Silva Baruki, ouviu depoimentos de diversas pessoas ligadas ao caso. Segundo o advogado da família da vítima, Lucas Xavier, os convocados a depor incluíram familiares tanto da vítima quanto do acusado, bem como os detetives da polícia que lideraram a investigação do crime.
Esta audiência inicial faz parte de um processo de duas etapas projetado para determinar se o caso prosseguirá para um julgamento completo com júri. A próxima sessão está agendada para 9 de julho, onde testemunhas adicionais serão ouvidas. A questão central para o tribunal é se Cleber Rosa de Oliveira enfrentará um júri popular pelo suposto crime.
O caso data de 17 de dezembro de 2025, quando Daiane Alves Souza de Oliveira desapareceu após ir ao porão de seu prédio de apartamentos para verificar uma queda de energia. Um vídeo recuperado pela polícia, que a própria Daiane havia gravado, capturou o momento arrepiante em que ela foi atacada. A investigação revelou que ela foi morta naquela mesma noite, sofrendo dois tiros na cabeça.
Seu corpo foi descoberto aproximadamente 40 dias depois, em uma área arborizada a cerca de 15 quilômetros de Caldas Novas. O avanço na investigação veio quando a polícia recuperou o celular escondido de Daiane e analisou o vídeo final que ela gravou, o que ajudou a provar que o crime foi premeditado e realizado por meio de uma emboscada.
Cleber Rosa de Oliveira foi preso após confessar o assassinato e levar a polícia ao local onde o corpo da vítima estava. Apesar de sua confissão, o método do assassinato não foi inicialmente divulgado. Ele permaneceu sob custódia desde sua prisão.
O motivo por trás do trágico incidente parece estar enraizado em uma disputa de longa data. A polícia indicou que o conflito surgiu de uma disputa sobre a gestão de seis unidades de apartamentos de propriedade da família da vítima, que anteriormente eram administradas pelo zelador. Esse desacordo profissional se intensificou em uma série de batalhas legais, com um total de 12 processos judiciais envolvendo ambas as partes. O zelador havia até sido acusado pelo Ministério Público de perseguição contra a corretora antes de seu desaparecimento.
A família da vítima é representada por uma equipe de advogados incluindo Lucas Xavier, Samuel Moreira, Fidel Braga e Arnaldo Segatto. A defesa do acusado não respondeu aos pedidos de comentário do veículo de comunicação.
Com base em reportagens do g1.