O Manchester City Women encerrou uma espera de dez anos pelo título da Women's Super League, garantindo o campeonato com uma dramática vitória de última hora sobre o Liverpool. O triunfo marca o primeiro título de liga do clube desde 2016, um período em que terminaram como vice-campeões seis vezes, incluindo estreitas margens por saldo de gols e cálculos de pontos por jogo.
O peso emocional da conquista foi capturado pela defensora Rebecca Knaak, que conteve as lágrimas após o apito final. Knaak marcou um cabeceio crucial no final para garantir a vitória sobre o Liverpool enquanto jogava com uma dolorosa lesão no ombro, incorporando a resiliência que definiu a campanha do City. Seu momento de alívio e alegria ressoou com os torcedores de longa data que esperaram uma década por este sucesso.
Sob a orientação da técnica principal Andrée Jeglertz, a equipe desenvolveu uma unidade notável. Fontes próximas ao elenco enfatizaram que não havia 'reclamões' no grupo, creditando a capitã Alex Greenwood e a comissão técnica por promover um ambiente coeso. Esse espírito coletivo mostrou-se essencial, especialmente após um início instável que incluiu uma derrota na abertura contra o Chelsea e uma escapada apertada contra o Brighton em setembro.
Ofensivamente, o City foi dominante, marcando 58 gols a uma média de 2,8 por jogo — o maior total da liga. A atacante Khadija 'Bunny' Shaw liderou a carga com 19 gols, estabelecendo-se como a atuação de destaque e forte candidata a jogadora da temporada. Ela foi apoiada pelas prolíficas contribuidoras Vivianne Miedema e Kerolin, que se juntaram a ela no topo das tabelas de contribuição de gols da liga.
A força da equipe foi particularmente evidente em casa, onde venceram todos os 11 jogos da WSL no Joie Stadium. Jeglertz frequentemente se referia ao local como seu 'castelo', e o histórico perfeito em casa foi uma pedra angular de sua corrida pelo título. O City também demonstrou um talento para o drama tardio, marcando gols decisivos aos 74 minutos ou mais em seis ocasiões, com quatro chegando após os 85 minutos.
Vitórias importantes incluíram uma emocionante vitória em casa por 3-2 sobre o Arsenal, uma virada em Anfield e uma contundente goleada por 5-1 sobre o Chelsea no Etihad Stadium. Os dérbis de Manchester destacaram ainda mais sua superioridade, com o City vencendo ambos os confrontos por 3-0, incluindo uma atuação dominante em Old Trafford onde Miedema marcou duas vezes cedo.
Um fator significativo em sua consistência foi a ausência de competição europeia, permitindo mais tempo de recuperação entre as partidas. Embora essa vantagem possa diminuir na próxima temporada devido às mudanças no calendário da Copa da Liga, ela proporcionou uma vantagem crucial durante uma campanha onde as lesões testaram a profundidade do elenco. O título garante ao City um lugar na fase de grupos da Champions League, estabelecendo um novo desafio para um clube que nunca venceu a principal competição de clubes da Europa.
Baseado em reportagens do Football | The Guardian.