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Mbappé no banco: Arbeloa o chama de quarto atacante

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Mbappé diz que o técnico Álvaro Arbeloa lhe disse que era o quarto atacante, atrás de Gonzalo García, Vinicius e Mastantuono, levando-o a ficar no banco contra

A surpreendente admissão de Kylian Mbappé após a vitória do Real Madrid por 2 a 0 sobre o Oviedo revelou uma chocante queda na hierarquia ofensiva. A superestrela francesa confirmou que o técnico Álvaro Arbeloa o informou de que era o quarto atacante para a partida, atrás de Gonzalo García, Vinicius e Mastantuono. O comentário, feito em uma coletiva de imprensa pós-jogo, instantaneamente gerou debates sobre sua posição no clube.

Mbappé, que era esperado como titular, ficou no banco durante toda a partida, entrando apenas como substituto no final do jogo. Ele não demonstrou raiva do técnico, mas deixou claro que pretende trabalhar para reconquistar seu lugar. "Eu estava 100% pronto para começar", disse aos jornalistas. "O técnico me disse que eu era o quarto atacante esta noite. É uma decisão dele, eu respeito. Cada um tem suas ideias e filosofia. Tenho que trabalhar duro para ser melhor que Gonzalo, Mastantuono e Vini".

A decisão de Arbeloa, um ex-jogador do Real Madrid que assumiu o cargo de técnico interino, ressalta a tensão dentro de um elenco que viu sua temporada desmoronar após um início promissor. Sob o comando de Xabi Alonso, o time desenvolveu uma identidade e estrutura claras, mas desde sua saída para o Bayer Leverkusen, o desempenho caiu drasticamente. O próprio Mbappé reconheceu a dor desse declínio: "Começamos a temporada bem, tínhamos tudo. Depois perdemos tudo no segundo turno. Dói porque tínhamos uma estrutura e uma ideia de jogo".

A relação de Mbappé com Alonso era amplamente vista como uma força positiva. Em sua coletiva, o atacante expressou abertamente sua admiração pelo ex-técnico. "Tenho um ótimo relacionamento com Xabi. Todo mundo sabe o que penso dele", disse. O contraste entre a estabilidade sob Alonso e a incerteza atual é evidente. Arbeloa, que assumiu após a saída de Alonso, não conseguiu replicar essa coesão, gerando atritos com as estrelas do time.

A partida contra o Oviedo foi um microcosmo da campanha desconexa do Real Madrid. Apesar da vitória por 2 a 0, a torcida local manifestou seu descontentamento, vaiando Mbappé quando ele entrou em campo. O campeão da Copa do Mundo de 2018 respondeu com a elegância característica, recusando-se a levar as vaias para o lado pessoal. "Faz parte do jogo, faz parte da vida. As pessoas expressam suas opiniões. Vaiaram porque não estão felizes. Não posso mudar a mente delas quando estão com raiva, mas não devo levar para o lado pessoal. Ninguém vai morrer esta noite", afirmou.

A frustração das arquibancadas também se concentrou na recente viagem de Mbappé à Itália, que alguns torcedores criticaram por ser inoportuna em uma fase crucial da temporada. O jogador rebateu a narrativa, insinuando que a imprensa não tinha conhecimento de suas atividades. "Vocês não sabem o que fiz na Itália. Vocês não sabem se estava de férias. Dizem férias, mas não sabem", desafiou. O episódio destaca um crescente distanciamento entre o jogador e a torcida, que exige mais de sua maior estrela.

Este episódio tem implicações significativas para o futuro imediato do Real Madrid. Com o time lutando para garantir uma vaga entre os quatro primeiros em La Liga, o rebaixamento público de Mbappé — seja tático ou disciplinar — pode sinalizar problemas mais profundos. A autoridade de Arbeloa agora está sob escrutínio: ao rotular um jogador do calibre de Mbappé como quarta opção, ele corre o risco de alienar uma figura chave cuja moral e forma são essenciais para uma recuperação no final da temporada.

Para Mbappé, a situação é um teste raro de paciência. Tendo sido o ponto focal indiscutível em clubes anteriores, ele agora enfrenta a concorrência de talentos mais jovens e menos conhecidos como Gonzalo García e Mastantuono. Sua resposta — prometer trabalhar mais e respeitar a decisão do técnico — sugere uma abordagem madura, mas as próximas semanas revelarão se isso é um revés temporário ou um sinal de uma ruptura mais permanente.

O contexto mais amplo da temporada do Real Madrid não pode ser ignorado. Após um forte começo sob Alonso, o time vacilou, e a transição de técnico foi tudo menos suave. Os comentários de Mbappé sobre sentir falta da estrutura de Alonso insinuam um anseio pela clareza que se evaporou. Com a temporada se aproximando do fim, cada partida é agora uma batalha para salvar o orgulho e possivelmente uma vaga na Liga dos Campeões.

Torcedores e analistas observarão atentamente como Arbeloa gerencia a dinâmica do vestiário. O comentário sobre ser o quarto atacante, mesmo que uma avaliação honesta, é uma mensagem contundente para um jogador que carregou times no passado. Resta saber se isso acenderá um fogo em Mbappé ou o empurrará ainda mais para a porta de saída. Por enquanto, o francês insiste que está focado em reconquistar seu lugar, mas a pressão está tanto sobre o jogador quanto sobre o técnico para obter resultados.

Com base em reportagens da L'Equipe.