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Menina de nove anos morre em casa após alta hospitalar; Mãe

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Uma menina de 9 anos em Goiás, Brasil, morreu em casa após receber alta de uma UPA duas vezes. Sua mãe relatou febre persistente, furúnculos e dificuldade para

Em um caso trágico em Iporá, no oeste de Goiás, uma menina de nove anos morreu em casa logo após receber alta de uma unidade de emergência local pela segunda vez. A criança, Heloísa Souza Rodrigues, sofria de febre persistente e dois furúnculos dolorosos – um no joelho e outro no braço.

Segundo sua mãe, Samara Souza, a família procurou ajuda médica pela primeira vez num domingo, quando a febre de Heloísa não cedia. Na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), ela recebeu prescrição de vários medicamentos, incluindo cefalexina, dipirona e ibuprofeno, juntamente com instruções para compressas quentes. A mãe afirmou que não pôde arcar com o custo total dos antibióticos prescritos.

A situação se agravou quando Samara voltou à UPA no dia seguinte. Ela alertou a equipe médica sobre novos e alarmantes sintomas: sua filha havia perdido o apetite e estava com dificuldade significativa para andar. Apesar desses claros sinais de alerta, a mãe relata que o médico atribuiu o problema de mobilidade ao furúnculo no joelho da criança, garantindo que Heloísa melhoraria em dois dias com o tratamento prescrito.

Samara seguiu as orientações médicas em casa, administrando a medicação disponível e oferecendo alimentos leves. Na segunda-feira à noite, houve um breve momento de esperança quando Heloísa conseguiu comer um pouco e sua febre parecia ter diminuído. No entanto, a trégua foi curta. A criança faleceu em casa logo após receber alta da unidade de saúde pela segunda vez.

A mãe expressou profunda frustração, afirmando que durante a segunda visita, o médico não realizou um exame físico completo. “Ele mal olhou para a ferida dela, olhou de longe, da cadeira dele”, contou Samara. Ela também confirmou que a equipe médica nunca solicitou exames diagnósticos, como exames de sangue ou imagem.

Heloísa é lembrada como uma criança vibrante e comunicativa que adorava passeios no campo, dançar e arrumar o cabelo com fitas. Ela era membro ativo de sua comunidade, cantando salmos na Paróquia São Paulo VI em Iporá e estava ansiosa para começar em uma nova escola, o Mater Dei. Sua paróquia local prestou homenagem a ela online, descrevendo-a como doce e pura.

A Prefeitura de Iporá foi contatada pelo g1 para uma declaração sobre o incidente, mas não havia respondido até a última atualização da reportagem. O caso deixou a comunidade em luto e levanta sérias questões sobre o atendimento médico prestado.

Baseado na reportagem do g1.