O OGC Nice vai a Auxerre no domingo à noite para uma partida que pode definir sua temporada. Com a permanência na Ligue 1 em jogo, uma vitória garantiria a primeira divisão, enquanto uma derrota poderia colocá-los perigosamente perto do rebaixamento. O que está em jogo não poderia ser maior para um clube que também tem uma final da Copa da França contra o Lens em 22 de maio.
O Nice passou por uma campanha turbulenta, mas as atuações recentes ofereceram esperança. Empates contra Lille (0-0), Marseille (1-1) e Lens (1-1) mostraram um espírito renovado. "Se jogarmos assim em Auxerre, será o suficiente", disse o torcedor Théo, 29 anos, que acompanha o clube desde a infância.
A iminente final da copa criou uma tensão única. Os torcedores sonham com uma celebração dupla – permanência e um troféu – mas a história alerta o contrário. Em 1997, o Nice venceu a Copa da França, mas foi rebaixado para a Ligue 2 na mesma temporada. "É disso que todos falam", disse Nicolas, um vendedor na loja do clube. "Muitos se lembram e mencionam isso".
O ataque da equipe é liderado por Elye Wahi, e o lema local "Tous derrière et Wahi devant" (Todos atrás e Wahi na frente) resume a estratégia: defesa sólida e confiança na finalização do atacante. A própria loja reflete o foco dividido. Julian, outro funcionário, observou que os clientes discutem mais a final do que a permanência. "Se você pedir para escolherem, eles querem ambos", disse. Os produtos oficiais da final da copa acabaram de chegar, um lembrete da ambição.
Nas ruas de Nice, sinais de apoio são raros. A cidade está em modo de férias, com turistas lotando as praias e terraços. Apenas algumas bandeiras ao longo da Promenade des Anglais sugerem a presença do clube. Mas a ansiedade é palpável entre os fiéis.
Cerca de 300 torcedores do Nice devem fazer a viagem de ida e volta de 1.600 quilômetros até Auxerre. Entre eles está Alexy Bosetti, ex-atacante do Nice que agora joga na Série D italiana. Ele estará no setor visitante, tendo acabado de garantir a permanência de seu próprio time. "Temos que vencer lá", enfatizou.
Jérémy Pied, ex-defensor do Nice, reconheceu a pressão. "Auxerre vem planejando esse momento há algum tempo", disse. "Mas o Nice também esperava essa partida decisiva". O confronto no Abbé-Deschamps será uma luta direta pela sobrevivência.
Uma vitória colocaria o Nice acima do Auxerre e garantiria a salvação com 36 pontos. Um empate também seria benéfico, mantendo-os à frente no saldo de gols com uma partida restante. Mas uma derrota os deixaria na posição de playoff de rebaixamento, empatados em pontos com o Auxerre, mas atrás no saldo de gols, com apenas um jogo restante. A matemática é simples: evitar a derrota.
O elenco mostrou resiliência nas últimas semanas, obtendo resultados contra adversários fortes como Lille, Marseille e Lens. Esses empates, embora não sejam vitórias, geraram confiança. A defesa se endureceu e o ataque mostrou lampejos. Mas a consistência ainda é ilusória. A questão é se eles conseguem canalizar essa energia para um único jogo fora de casa de vida ou morte. A final da copa pode esperar; primeiro, eles devem garantir seu status na Ligue 1.
Como disse Théo: "Sofremos o suficiente nesta temporada. Vamos terminar isso e seguir para a final". Esse sentimento captura o clima em Nice: esperança temperada pela história, ambição enraizada na realidade. O resultado de domingo moldará o futuro imediato do clube.
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