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O retorno de Mourinho ao Real Madrid: um legado de 76,3% de

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José Mourinho retorna como técnico do Real Madrid. Sua primeira passagem: uma temporada de La Liga com 100 pontos, Copa del Rey, 76,3% de vitórias. A glória

O Real Madrid confirmou a nomeação de José Mourinho como seu novo treinador, trazendo o autoproclamado 'Special One' de volta ao Santiago Bernabéu para uma segunda passagem no comando. O técnico português substitui Álvaro Arbeloa, que sai após um breve mandato. Mourinho comandou o clube merengue pela última vez entre 2010 e 2013, período amplamente considerado como uma das épocas mais dominantes estatisticamente do clube. Ele retorna a Madrid após uma passagem pelo Benfica, o clube onde iniciou sua carreira de treinador e que agora comandou duas vezes.

Esta nomeação marca o 13º cargo de treinador de Mourinho em 10 clubes diferentes, ressaltando sua reputação como vencedor de troféus que frequentemente revisita antigos locais de trabalho. Ele já havia retornado ao Chelsea para uma segunda passagem e agora comandou o Benfica duas vezes, sugerindo um padrão de negócios inacabados e ambição duradoura. Sua última jogada o vê deixar o time português no meio do projeto para assumir um elenco do Real Madrid em transição, levantando questões imediatas sobre o que o clube espera de seu herói que retorna.

A maior taxa de vitórias de Mourinho como treinador foi nessa primeira passagem pelo Real Madrid, impressionantes 76,3% em todas as competições. Nesse período de três anos, ele conquistou um título de La Liga e uma Copa del Rey, esta última encerrando um jejum de 18 anos sem títulos de copa nacional para o clube. Seu Real Madrid era conhecido por sua potência de contra-ataque e solidez defensiva, atributos que provavelmente definirão sua abordagem mais uma vez.

O destaque dessa passagem foi a campanha de La Liga 2011-12, onde o time de Mourinho acumulou um recorde de 100 pontos. Esse total continua sendo o maior da história da primeira divisão espanhola, uma façanha nunca igualada. Garantir o título naquele ano exigiu derrubar o Barcelona de Pep Guardiola, amplamente considerado um dos maiores clubes já montados, tornando a conquista ainda mais notável.

Comparativamente, a passagem de Mourinho pelo FC Porto entre 2002 e 2004 lhe rendeu a segunda maior taxa de vitórias, 75,9%, destacando um período semelhante de domínio. Com o Porto, ele conquistou dois campeonatos da Primeira Liga e orquestrou uma corrida inesquecível ao título da Champions League de 2003, um triunfo que o catapultou para o cenário global. Aquele Porto combinava pragmatismo tático com momentos de brilhantismo individual, uma fórmula que Mourinho replicou ao longo de sua carreira.

Ao avaliar pontos por jogo, os melhores retornos conjuntos de Mourinho vêm novamente de sua primeira passagem pelo Real Madrid e seus dias no Porto. Notavelmente, sua segunda passagem pelo Benfica, que agora está deixando, produziu uma média de 2,3 pontos por jogo — número igualado apenas por sua primeira passagem pelo Chelsea, de 2004 a 2007. Essa consistência em diferentes ligas e épocas demonstra sua capacidade de extrair o máximo desempenho de elencos diversos.

A decisão de recontratar Mourinho sinaliza o desejo do Real Madrid de restaurar uma cultura vencedora após um período de inconsistência. A saída de Arbeloa sugere que a hierarquia do clube sentiu que era necessária uma figura mais experiente para competir com Barcelona e Atlético de Madrid nacionalmente, além da elite europeia. O histórico de Mourinho de impacto imediato — ele venceu um troféu em sua primeira temporada em quatro clubes diferentes — será uma expectativa fundamental.

No entanto, o retorno também traz riscos. O futebol evoluiu desde a última passagem de Mourinho, e suas passagens recentes pelo Manchester United e Tottenham Hotspur terminaram sem a prata que ele costumava entregar regularmente. Críticos argumentam que seu estilo pragmático pode conflitar com a demanda moderna por um futebol mais progressivo e baseado na posse de bola. No entanto, seu profundo conhecimento de La Liga e das pressões do Bernabéu pode neutralizar tais preocupações.

Para os jogadores, a chegada de Mourinho significa uma mudança em direção a uma maior disciplina tática e resiliência mental. Ele tradicionalmente construiu times difíceis de bater, explorando transições e jogadas ensaiadas. O elenco atual, com uma mistura de estrelas experientes e talentos emergentes, precisará se adaptar rapidamente a seus métodos exigentes se quiserem brigar por grandes títulos.

No panorama mais amplo de La Liga, o retorno de Mourinho adiciona outra camada de intriga à disputa pelo título. Seus duelos pessoais com o técnico do Barcelona — seja Xavi ou uma futura nomeação — reacenderão uma das rivalidades mais intensas do futebol. A guerra psicológica que ele costuma travar pode dar ao Real Madrid uma vantagem, desde que suas táticas permaneçam afiadas.

Olhando para trás, para seus números históricos, a taxa de vitórias de 76,3% e a temporada de 100 pontos são referenciais pelos quais Mourinho será medido. Replicar tal domínio é uma tarefa difícil, mas as expectativas são altíssimas, já que ele herda um clube que consistentemente disputou a glória da Champions League. A nomeação é tanto uma declaração de ambição quanto uma aposta em sua genialidade duradoura.

No final, o retorno de Mourinho ao Real Madrid é uma história de volta ao lar e negócios inacabados. Seus sucessos passados na capital espanhola fornecem um modelo do que poderia ser, mas o tempo está correndo para saber se ele pode recuperar essa magia em uma era diferente. Enquanto o mundo do futebol observa, o autoproclamado Special One estará desesperado para provar que continua sendo exatamente isso.

Com base em reportagens da BBC Sport.