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O toque humano e os ajustes táticos de Vitor Pereira

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Vitor Pereira transformou o Nottingham Forest de um time ameaçado de rebaixamento em um candidato à Liga dos Campeões, focando nos jogadores marginais

Quando Vitor Pereira assumiu como o quarto técnico permanente do Nottingham Forest nesta temporada, o time parecia destinado ao Championship. Agora, graças à sua abordagem holística, o mesmo elenco que lutou sob Sean Dyche, Ange Postecoglou e Nuno Espírito Santo está à beira da classificação para a Liga dos Campeões.

A conquista mais notável de Pereira foi reviver as carreiras de contratações de verão como James McAtee, Dilane Bakwa e Jair Cunha, que custaram quase £70 milhões no total, mas foram marginalizados pelos técnicos anteriores. Dyche alienou o elenco após uma derrota na FA Cup para o Wrexham, criticando os titulares rotacionados e irritando jogadores influentes como Morgan Gibbs-White. Pereira reverteu imediatamente essa dinâmica realizando reuniões individuais com cada jogador marginalizado, convencendo-os de que teriam um papel. Ele e seu assistente Luis Miguel trabalharam até as 3 da manhã analisando dados físicos e técnicos dos jogadores, depois projetaram sessões de treino personalizadas para melhorar o condicionamento físico e o ritmo. O resultado: o tempo de jogo de Jair Cunha saltou de 5% sob Dyche para 31% sob Pereira, e o atacante esquecido Taiwo Awoniyi marcou duas vezes contra o Chelsea.

Pereira também abordou as fraquezas em bolas paradas que atormentaram os regimes anteriores. Sob Dyche, o Forest sofreu 7 de 34 gols de bolas paradas (excluindo pênaltis); sob Postecoglou, 10 de 18. Pereira entregou as bolas paradas a Luis Miguel, a quem o elenco chama de "gênio". Desde então, apenas 2 dos 13 gols sofridos vieram de bolas paradas, enquanto a própria taxa de gols do Forest em bolas paradas permaneceu em torno de 20%. A solidez defensiva aliviou a pressão sobre o goleiro Matz Sels, que não precisa mais fazer defesas de classe mundial toda semana.

Além da tática, Pereira focou na moral. Tanto Postecoglou quanto Dyche trabalharam com círculos restritos de assistentes, deixando os analistas e a equipe de desempenho existentes se sentindo desvalorizados. Pereira integrou sua própria equipe com os funcionários de longa data do clube, promovendo a colaboração. Seu estilo de gestão, descrito como uma mistura de calor e firmeza de Carlo Ancelotti, ressoa com um elenco da Geração Z que responde melhor a discussões construtivas do que a críticas duras. Quando moveu o capitão Gibbs-White do número 10 para a ponta-esquerda, ele enquadrou isso como uma conversa entre iguais em vez de uma ordem, e o jogador estrela aceitou.

A transformação de Pereira se estende ao ambiente do campo de treinamento. Em uma recente coletiva de imprensa antes do jogo de ida da Europa Conference League contra o Aston Villa, ele e o defensor Ola Aina compartilharam uma relação fácil, um forte contraste com a tensão sob Postecoglou e Dyche. O técnico português também mostrou inteligência emocional ao elogiar Omari Hutchinson, que se tornou titular regular após lutar sob três técnicos anteriores.

No entanto, permanecem perguntas sobre o futuro. Pereira teve um desempenho semelhante no Wolves na temporada passada, apenas para ver jogadores-chave serem vendidos e ser demitido em novembro. O Forest enfrenta possíveis saídas de Elliot Anderson, Murillo e Gibbs-White. Mas por enquanto, Pereira criou um elenco unido onde até os jogadores marginais se sentem valorizados, e o time está prosperando.

Com base em reportagens do Football | Mail Online.