A Organização Mundial da Saúde confirmou oficialmente cinco casos de infecção por hantavírus a bordo do cruzeiro MV Hondius, com três passageiros que morreram tragicamente da doença. O surto, que começou depois que o navio partiu da Argentina no início de abril, provocou uma resposta global de saúde enquanto as autoridades trabalham para conter a propagação do vírus.
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, declarou durante uma coletiva de imprensa que, embora a ameaça geral à saúde pública do surto permaneça baixa, a organização está ciente de relatos adicionais e mais casos podem surgir nos próximos dias devido ao longo período de incubação do vírus. Um especialista da OMS está atualmente a bordo do navio, monitorando os passageiros enquanto a embarcação continua sua viagem em direção a Tenerife, Espanha.
A origem da infecção fora do navio foi ligada a um voo através de Joanesburgo, África do Sul. Essa conexão tornou-se aparente depois que aproximadamente 40 passageiros desembarcaram na ilha de Santa Helena após a primeira morte a bordo. Destes, 29 não retornaram ao navio, incluindo a viúva de um holandês que morreu do vírus. O potencial contato deste grupo com residentes de Santa Helena representa uma preocupação significativa de saúde pública.
Casos suspeitos agora surgiram entre pessoas que nunca estiveram no cruzeiro. França, Países Baixos e Singapura estão investigando possíveis infecções. Em Singapura, duas pessoas que estavam no mesmo voo que a viúva da primeira vítima foram isoladas. Nos Países Baixos, um comissário de bordo da KLM que teve contato com a viúva foi hospitalizado em Amsterdã com possíveis sintomas. As autoridades francesas estão monitorando um cidadão que esteve em contato com uma pessoa infectada, mas atualmente não apresenta sintomas.
Os Estados Unidos também estão monitorando a situação, com três estados—Califórnia, Geórgia e Arizona—observando pacientes com sintomas suspeitos. A OMS notificou todos os países cujos cidadãos estavam a bordo do navio ou potencialmente expostos, incluindo Canadá, Dinamarca, Alemanha, Países Baixos, Nova Zelândia, São Cristóvão e Nevis, Singapura, Suécia, Suíça, Turquia, Reino Unido e Estados Unidos.
O operador do cruzeiro, Oceanwide Expeditions, inicialmente só havia divulgado que a viúva havia desembarcado com o corpo do marido e voado para a África do Sul. A revelação de que dezenas de outros passageiros também deixaram o navio durante a parada em Santa Helena só foi confirmada pelo governo holandês. As autoridades na África do Sul e em toda a Europa agora estão trabalhando para rastrear contatos de todos os passageiros que possam ter deixado a embarcação.
A cepa de hantavírus identificada no navio foi descrita como 'incomum' e é capaz de transmissão de pessoa para pessoa. O vírus, tipicamente transmitido por roedores infectados, pode causar problemas respiratórios e cardíacos graves, além de febres hemorrágicas. A OMS está trabalhando com os países relevantes para apoiar o rastreamento internacional de contatos e limitar qualquer propagação adicional da doença.
Com base em reportagens do g1.