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Por que a campanha da FA Cup do Liverpool é uma tábua de

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Liverpool, penúltimo na WSL, enfrenta o Brighton na semifinal da FA Cup no domingo às 12:15 BST, buscando seu primeiro título da FA Cup feminina após uma

A campanha da FA Cup feminina do Liverpool se tornou um farol de esperança em uma temporada marcada por medo de rebaixamento, tragédia fora de campo e um início lento sob o novo técnico Gareth Taylor. As Reds estão na penúltima posição na Women's Super League com apenas quatro vitórias em 21 jogos, mas estão a duas vitórias de levantar seu primeiro troféu da FA Cup feminina. A semifinal de domingo contra o Brighton às 12:15 BST oferece uma chance de salvar uma campanha que testou a resiliência do clube.

As dificuldades começaram no verão passado, quando o Liverpool vendeu as principais jogadoras Olivia Smith e a vice-capitã Taylor Hinds para o Arsenal. O clube também sofreu as mortes súbitas do ex-técnico Matt Beard e do roupeiro Jonathan Humble, além do atacante do time masculino Diogo Jota. Essas perdas se somaram a um início desastroso: apenas dois pontos nos primeiros 10 jogos da WSL. O técnico Gareth Taylor, nomeado apenas quatro semanas antes da temporada, admitiu que o clube estava atrasado nas contratações. "Foi difícil na primeira parte da temporada. Não há dúvidas de que encontramos muitas dificuldades dentro e fora de campo", disse Taylor à BBC Sport.

As lesões dizimaram ainda mais um elenco reduzido. A atacante Sophie Roman Haug e a meia Marie Hobinger sofreram lesões no ligamento cruzado anterior, deixando o Liverpool sem opções ofensivas chave. Apesar desses contratempos, o time mostrou caráter. Taylor elogiou suas jogadoras: "Este grupo de jogadoras se comportou excepcionalmente bem nos momentos difíceis. Elas realmente se uniram como equipe e isso é o que nos trouxe até aqui".

A janela de transferências de janeiro foi crucial. O Liverpool contratou a meia Denise O'Sullivan, a atacante Alice Bergstrom e a goleira emprestada Jennifer Falk. Bergstrom marcou três gols em seus três primeiros jogos, enquanto O'Sullivan trouxe experiência e liderança. O'Sullivan observou: "Acho que trazer jogadoras para adicionar profundidade e fortalecer o time teve um impacto. Todas estão contribuindo para o sucesso. A mentalidade do time mudou. Em cada jogo agora, estamos buscando vencer e não nos contentamos com menos".

A virada alimentou a crença. A artilheira Beata Olsson disse: "É uma aspiração do clube. Jogando pelo Liverpool, você sempre quer ganhar títulos. Tivemos uma temporada difícil de muitas maneiras, mas esse tipo de final seria incrível. Muitas pessoas falavam de nós como se estivéssemos mal... mas agora não ouço tantas pessoas dizendo isso". Olsson acrescentou que chegar à final em Wembley "enviaria um sinal muito bom para o próximo ano".

A jornada do Liverpool na FA Cup incluiu uma dramática vitória por 3-2 sobre o Everton nas quartas de final, selada por um gol no tempo de acréscimo da formada na academia Zara Shaw. Essa vitória epitomizou a nova resiliência do time. Taylor enfatizou a importância da campanha na copa: "A FA Cup, e o quão longe chegamos, é algo realmente inspirador para todos porque nem sempre você obtém recompensas no futebol. O futebol não é justo, a vida não é justa — mas este grupo mereceu sua chance".

O adversário de domingo, o Brighton, está em forma impressionante — seis jogos invicto, com empates contra Manchester United e Arsenal, além de vitórias sobre Manchester City e Arsenal na FA Cup. Taylor alertou: "Há três times ao nosso lado que todos sonham com a mesma coisa. Nossa forma tem sido muito boa e nossos jogos contra o Brighton foram equilibrados. Sabemos que estamos muito perto. Estamos a dois jogos de levantar um troféu".

Do outro lado da chave, os gigantes da WSL, Chelsea, enfrentam o campeão da liga, Manchester City, na outra semifinal. Independentemente do adversário, o foco do Liverpool permanece no desafio imediato. O clube nunca venceu a FA Cup feminina, tendo perdido três finais entre 1994 e 1996 (a primeira como Knowsley United). Uma vitória nesta temporada marcaria o primeiro grande troféu desde o título da Women's Championship em 2022 e sinalizaria um retorno à herança vitoriosa do clube.

Para um clube que venceu títulos consecutivos da WSL em 2013 e 2014, a queda tem sido acentuada. Mas como disse O'Sullivan: "É um clube incrível com muita história e acho que o Liverpool deveria estar lá em cima, ganhando troféus. É isso que queremos fazer, então estar em uma semifinal da FA Cup é um crédito para todos que nos levaram até aqui. Vamos dar tudo". A duas vitórias da glória, a temporada do Liverpool — e seu futuro — estão em jogo.

Com base em reportagem da BBC Sport.