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Por que a derrota do Arsenal na final da Champions League

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O Arsenal perdeu a final da Champions League para o PSG nos pênaltis após um empate em 0 a 0, uma oportunidade perdida apesar de vencer a Premier League e

A final da Champions League do Arsenal terminou em desgosto ao perder para o Paris Saint-Germain nos pênaltis após um tenso empate em 0 a 0 em Budapeste. O zagueiro Gabriel mandou sua cobrança por cima do travessão, dando a vitória ao PSG apesar de David Raya ter feito a única defesa da disputa. Foi uma noite de margens estreitas que deixou o time de Mikel Arteta pensando no que poderia ter sido depois de uma temporada que ainda rendeu o título da Premier League.

A derrota foi uma pílula amarga dado o quão perto o Arsenal chegou de uma dobradinha histórica. Esta foi sua primeira final de Copa Europeia desde 2006, e a 226ª partida do clube na competição sem levantar o troféu – um recorde que nenhum time quer. No entanto, ao contrário daquela decepção em Paris há duas décadas, que anunciou o fim de uma era, esta derrota pareceu mais o começo de uma nova. O Arsenal é o novo campeão inglês, com um núcleo em seu auge e jovens em ascensão.

Na final em si, a disciplina defensiva do Arsenal quase os levou à glória. Eles cederam 76% de posse de bola a um PSG repleto de estrelas, mas os limitaram a ataques inócuos por longos períodos. O primeiro tempo foi uma aula tática: o Arsenal teve as duas chances mais claras, enquanto o time de Luis Enrique, apesar de todo o controle de bola, criou pouco. Foi um plano que quase funcionou perfeitamente.

À medida que o jogo avançava, as dinâmicas mudaram. Luis Enrique, do PSG, fez uma série de substituições surpreendentes, retirando o vencedor da Bola de Ouro Ousmane Dembélé, Khvicha Kvaratskhelia, o capitão Marquinhos e o destaque Vitinha. Em contraste, o Arsenal parecia ter um banco mais profundo, o que deveria ter inclinado o jogo a seu favor. No entanto, eles tiveram dificuldade em assumir o controle quando a oportunidade surgiu.

Arteta refletiu mais tarde que a qualidade do PSG forçou o Arsenal a uma postura reativa, mas a chance perdida de dominar o jogo vai doer. Os Gunners passaram toda a campanha de 15 jogos da Champions League sem perder dentro dos 120 minutos, gradualmente passando de eliminações nas quartas para as semifinais e agora para a final. O progresso é inegável, mas esta foi uma final que estava ao alcance.

A disputa de pênaltis encapsulou a crueldade do esporte. A única defesa de Raya deveria ter sido suficiente, mas os erros de Gabriel e de outro cobrador do Arsenal desequilibraram. O gol estranho em sete deixou Raya prostrado em agonia, enquanto os jogadores do PSG dançavam em celebração. Para Declan Rice, a derrota não definiria o time, mas a dor imediata estava gravada em cada rosto do Arsenal.

Olhando para o futuro, o desafio para Arteta é canalizar essa angústia como combustível, assim como fizeram após os quase-acidentes anteriores na Premier League. O elenco cresceu em resiliência e talento, e essa experiência na final pode fortalecer sua determinação. Jogadores-chave como Declan Rice e Bukayo Saka estão entrando em seus anos de pico, e a estratégia de contratações sugere que mais melhorias são prováveis.

No entanto, a sensação de uma oportunidade perdida vai perdurar. Vencer uma Champions League requer não apenas progresso, mas aproveitar o momento quando ele chega. Contra um PSG que estava ao alcance depois que jogadores-chave saíram do campo, o Arsenal não conseguiu dar o golpe fatal. É uma lição sobre a impiedade necessária no mais alto nível.

Apesar da dor, a temporada como um todo marca um passo significativo adiante. O Arsenal mostrou que pode competir com a elite europeia e quebrou sua seca de títulos domésticos. A Champions League continua sendo o prêmio elusivo, mas a trajetória sugere que é uma questão de quando, não se. A jornada de coadjuvantes a candidatos está quase completa.

No final, a final em Budapeste será lembrada como uma noite de 'e se'. A crescente estatura do Arsenal foi exibida, mas também a linha tênue entre a glória e o desespero. Arteta e seus jogadores devem agora usar essa experiência para finalmente acabar com sua maldição europeia. Baseado em reportagens da Sky Sports.