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Por que a ida de Brahim Diaz para a Juventus depende do

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A Juventus pretende contratar Brahim Diaz como trequartista de Spalletti, mas a eleição presidencial do Real Madrid e o plano de Mourinho para Nico Paz

A busca da Juventus por Brahim Diaz tem todos os ingredientes de uma epopeia de transferências, que Luciano Spalletti espera que termine com o meia-atacante marroquino escapando do que o técnico chama famosamente de "angusta palude della trequarti" — o estreito pântano do meia-atacante. Os bianconeri acreditam que Diaz é um talento raro que pode navegar nesse espaço apertado, adicionando qualidade genuína a um time que se reconstrói para retornar ao topo. Mas o caminho para sua assinatura está emaranhado em uma rede de política eleitoral, manobras gerenciais e uma cláusula de recompra a meio continente de distância.

No coração desta saga está o Santiago Bernabéu, onde as eleições presidenciais do Real Madrid em 7 de junho desencadearão uma reação em cadeia. O atual presidente Florentino Pérez, buscando outro mandato em meio a rumores sobre sua saúde, voltou a entrar com força na corrida, descartando preocupações e reforçando sua visão. Ele enfrenta um desafiante enérgico em Enrique Riquelme, um magnata de energias renováveis de 37 anos cuja campanha acusou Pérez de vender a alma do clube para fundos. Pela primeira vez desde 2006, os 90.000 sócios votarão em uma eleição disputada — e o resultado moldará a direção técnica do Madrid da noite para o dia.

Se Pérez vencer, espera-se que seu primeiro ato seja a nomeação de José Mourinho. O técnico português já deixou o Benfica, supostamente concordando com um contrato até 2029 no valor de 10 milhões de euros líquidos por temporada, e já está influenciando os movimentos de mercado do clube. O retorno de Mourinho é mais que nostalgia; é uma aposta em um vencedor comprovado para acabar com dois anos de "zero tituli." Sua prioridade imediata é avaliar o elenco, e o primeiro em sua lista é o possível retorno de Nico Paz do Como.

Paz, uma joia da base do Real, floresceu na Lombardia, e o Como está desesperado para mantê-lo para sua aventura na Liga dos Campeões. Mas o Madrid tem uma opção de recompra de 10 milhões de euros, e Mourinho vê o jovem de 21 anos como uma peça essencial de seu quebra-cabeça no meio-campo. É aqui que Brahim Diaz entra na equação. Durante anos, Diaz foi o eterno aprendiz no Madrid — confiado por todos os técnicos, mas nunca realmente a primeira opção, sempre lutando por minutos atrás da última contratação galáctica. Agora, com Paz potencialmente se encaixando como o jovem criador, o caminho de Diaz para o futebol regular na capital espanhola parece mais bloqueado do que nunca.

Diaz sabe disso, e também sua equipe. O jogador de 26 anos passou três temporadas na cidade, no AC Milan, entre 2020 e 2023, onde experimentou os ritmos da Serie A e apreciou a responsabilidade. Essa passagem pelo Milan provou que ele pode ser o ponto focal de um ataque, não apenas um jogador de elenco. Spalletti o identificou como a pedra angular de uma nova Juventus, um jogador que pode desbloquear defesas com seu drible e visão, e que não precisará de meses para se adaptar. A ausência de futebol da Liga dos Campeões em Turim — uma pílula amarga após uma temporada turbulenta — não parece deter Diaz, talvez porque ele veja o projeto como uma chance de ser o homem, não o reserva.

A Juventus, queimada por recentes transferências quase concretizadas, como as de Alisson e Andy Robertson, está agindo com cuidado. O diretor esportivo Cristiano Giuntoli teve conversas com intermediários e até com o Real Madrid, mas publicamente, a postura do clube é de silêncio disciplinado. Há consciência de que qualquer otimismo prematuro poderia desmoronar se os ventos políticos em Madrid mudarem. A eleição é o primeiro dominó, a confirmação oficial de Mourinho o segundo, e a decisão de Nico Paz o terceiro. Só então a saga de Diaz realmente se desenrolará.

O cronograma é ainda mais esticado pela Copa do Mundo. Diaz está atualmente com Marrocos, focado em sua campanha, e não tem pressa para tomar uma decisão. Da sua perspectiva, é prudente esperar até que a estrutura de poder do Madrid esteja clara e então avaliar suas opções. Poderia um novo presidente, como Riquelme, oferecer a ele um papel diferente? Isso parece improvável, dado a ênfase do desafiante na ascensão juvenil e no controle de custos, mas nada é certo até que os votos sejam contados.

Se as peças caírem a favor da Juventus, a estrutura do acordo provavelmente envolveria um empréstimo inicial com obrigação de compra, potencialmente vinculado a partidas ou à classificação para a Liga dos Campeões. O contrato de Diaz vai até 2027, mas conversas sobre uma extensão até 2030 haviam sido iniciadas como um mecanismo para facilitar o empréstimo. Para o Madrid, uma saída temporária com uma taxa futura garantida liberaria espaço para a reformulação de Mourinho, mantendo um ativo valioso nos livros. Para a Juventus, seria uma declaração: garantir um meio-campista de genuíno pedigree internacional, apesar de perder a competição de elite da Europa.

Além da melhora tática, a chegada de Diaz representaria um impulso psicológico para uma torcida que suportou uma montanha-russa de reveses em campo e agitação na diretoria. Spalletti, um técnico que prospera com sistemas meticulosos, finalmente teria um trequartista capaz de transformar posse lateral em ameaça vertical. Em um cenário da Serie A onde Inter e Milan ditaram o ritmo, a Juventus precisa mais do que solidez; eles precisam de inspiração. Diaz, no seu melhor, fornece exatamente isso.

As próximas semanas testarão a paciência de Giuntoli e a ambição de Spalletti. Enquanto a Copa do Mundo se desenrola e o Madrid vai às urnas, Brahim Diaz segura as cartas — e a Juventus só pode esperar que o homem que passou sua carreira nas sombras escolha o centro das atenções que Turim está oferecendo. Baseado em reportagens da Tuttosport.