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Por que a vitória do Celtic na Copa sinaliza mudança de

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O Celtic encerrou uma sequência de 11 jogos sem vencer no dérbi ao bater o Rangers por 1 a 0 na final da Copa Feminina Escocesa, seu terceiro troféu, antes de

O triunfo do Celtic por 1 a 0 sobre o Rangers na final da Copa Feminina Escocesa no Hampden Park reformulou a narrativa de uma rivalidade unilateral e deu ao novo técnico Grant Scott seu primeiro troféu. O gol inicial de Morgan Cross, combinado com um esforço defensivo obstinado após a expulsão de Emma Lawton, encerrou uma sequência de 11 dérbis sem vitória. A vitória surpreendeu muitos, dado o domínio do Rangers no confronto nesta temporada, mas consolidou o status do Celtic como um time de copa com impulso para um verão transformador.

Para as Hoops, a vitória coroou uma campanha turbulenta. Terminar em quinto lugar na SWPL representou um novo mínimo para a era profissional, mas a campanha na copa — que as viu derrotar todos os outros clubes de tempo integral na Escócia — trouxe um lado positivo. Scott, que chegou do Hibernian em dezembro, reconheceu o desafio pela frente: o elenco precisa de renovação, e a consistência na liga deve vir. No entanto, ele enfatizou que o troféu oferece uma base de confiança que faltava às suas jogadoras.

Do outro lado da cidade, a frustração do Rangers era palpável. A temporada de estreia de Leanne Crichton no comando não rendeu troféus, apesar de chegar a duas finais e pressionar as campeãs Hearts na liga. Seu time controlou longos períodos no Hampden e teve vantagem numérica por meia hora, mas a falta de pontaria foi custosa. Crichton descreveu o resultado como uma dura lição para um grupo ainda encontrando sua identidade sob seu comando. Com a pré-temporada agora crucial, ela espera mudanças no elenco enquanto o Rangers se prepara para a classificação europeia em agosto.

O cartão vermelho mostrado a Lawton, após um segundo amarelo, poderia ter virado o jogo decisivamente. Em vez disso, a unidade defensiva do Celtic — liderada pela capitã Kelly Clark — resistiu a ondas de pressão. O Rangers disparou inúmeras tentativas, mas encontrou a goleira e as defensoras do Celtic em forma inspirada. O placar foi aberto cedo quando Cross aproveitou uma bola solta, e essa vantagem magra tornou-se um muro impenetrável.

Ampliando a visão, o ecossistema da SWPL está mudando. O sucesso do Hearts no título foi imediatamente minado pela renúncia de Eva Olid, supostamente por questões financeiras. O Hibernian começa um novo capítulo sob Joelle Murray, enquanto o Glasgow City pondera um reinício de verão após vacilar na corrida pelo título. Até os clubes mais poderosos parecem vulneráveis, preparando o cenário para outra temporada imprevisível.

O ex-técnico do Partick Thistle, Brian Graham, elogiou a determinação defensiva do Celtic e argumentou que a maré psicológica virou. Ele observou que as jogadoras do Celtic provavelmente entraram na final com dúvidas persistentes, dados seus 10 dérbis anteriores sem vitória, mas o resultado elimina esse peso. No entanto, tanto ele quanto outros analistas alertam que o verdadeiro teste de Scott será reconstruir na janela de transferências e traduzir as façanhas da copa em uma candidatura crível ao título.

Graham também destacou a crescente competitividade da liga, insistindo que os padrões subiram dramaticamente em cinco anos. No entanto, ele pediu melhores públicos e apoio comercial para igualar a qualidade crescente. O futebol feminino na Escócia, disse ele, está em uma trajetória ascendente, mas precisa de mais apoio para sustentá-la.

Clare Gemmell, ex-meio-campista do Rangers, apontou para a notável diversidade de campeãs da SWPL: cinco vencedoras diferentes em cinco temporadas. Essa paridade entusiasma os neutros, mas também sinaliza instabilidade; nenhum time construiu uma dinastia ainda. Para o Celtic, terminar a temporada com um troféu é um passo nessa direção.

Enquanto ambos os gigantes de Glasgow se preparam para a entressafra, a final da Copa Escocesa será lembrada como um ponto de virada — ou uma oportunidade perdida. O ímpeto do Celtic pode ser atenuado por um verão de chegadas e partidas, mas o gosto da vitória sobre seu rival mais antigo é uma droga poderosa. O Rangers, por sua vez, deve converter superioridade estatística em recompensas tangíveis.

Com base em reportagens da BBC Sport.