Xxgwise
PremiumEntrar
Notícias

Por que Calafiori não assistirá à Copa do Mundo: desgosto e

Premier LeagueArsenalItáliaAnderlechtCongo DRHaitiDinamo MinskMar Negro VarnaParis Saint-GermainManchester CityAS RomaBolonhaAzzurriFrançaCatar

O Arsenal de Calafiori espera 'levantar a bandeira da Itália' na final da UCL após vencer a Premier League, mas revela que pulará a Copa de 2026 após o

O zagueiro do Arsenal, Riccardo Calafiori, está vivendo uma temporada dos sonhos no norte de Londres, culminando com um título da Premier League e uma chance de glória na Champions League – mas a sombra do desastre da Itália na Copa do Mundo é grande. Em uma entrevista emocionante à emissora italiana Tg1, o jogador de 24 anos falou sobre os altos e baixos de sua campanha no clube e o desespero persistente pelo chocante fracasso da Azzurri em se classificar para o torneio de 2026 na América do Norte.

A transferência de Calafiori para o Arsenal vindo do Bologna no verão de 2025 foi vista como um risco, mas valeu a pena de forma espetacular. O zagueiro canhoto rapidamente se estabeleceu como um pilar da defesa de Mikel Arteta, combinando inteligência tática com defesa agressiva. Sua compostura com a bola e capacidade de avançar ao meio-campo adicionaram uma nova dimensão ao jogo dos Gunners. Quando o apito final soou no empate do Manchester City que matematicamente deu o título ao Arsenal após um dramático desfecho no último dia, Calafiori estava no centro das comemorações. "A Premier League era um dos meus sonhos desde criança", lembrou. "Explodimos de alegria no apito final da partida do City".

No entanto, o champanhe mal tinha ficado sem gás antes que a atenção se voltasse para um prêmio ainda maior: a final da Champions League contra o Paris Saint-Germain em 30 de maio. Para Calafiori, o duelo no Stade de France tem um significado extra. "Espero levantar nossa bandeira bem alta na Champions League, especialmente considerando que não fomos para a Copa do Mundo", disse. Essa bandeira representa não apenas o Arsenal, mas a Itália – uma nação ainda se recuperando de sua segunda ausência consecutiva na Copa. As palavras do zagueiro ecoaram um anseio coletivo por redenção, uma chance de mostrar que o talento italiano ainda pode brilhar nos maiores palcos.

O fracasso da Itália em se classificar para a Copa do Mundo de 2026 continua sendo uma ferida aberta. O time de Luciano Spalletti viajou para Zenica para um jogo decisivo do grupo contra a Bósnia e Herzegovina em novembro de 2025, e o empate por 1 a 1 foi uma catástrofe. A ausência da Azzurri do torneio pelo segundo ciclo consecutivo – depois de perder o Catar 2022 – mergulhou o país em uma crise existencial no futebol. Para uma geração de estrelas italianas, o sonho da Copa acabou. Calafiori, que jogou naquela partida fatídica, fez uma confissão sincera: "Foi um momento muito difícil de aceitar. Acho que não assistirei a nenhum jogo da Copa".

Esse boicote pessoal revela a profundidade de sua decepção. "Acho que não assistirei a jogos da Copa", declarou, sugerindo que a dor é muito crua para se envolver com o espetáculo à distância. Muitos jogadores italianos falaram sobre a vergonha de perder, mas a declaração direta de Calafiori sublinha o custo psicológico. Em vez de se lamuriar, ele canaliza essa fúria para suas atuações no clube – talvez explicando a ferocidade que ele traz para a campanha europeia do Arsenal.

Em meio à turbulência emocional, Calafiori compartilhou um detalhe comovente: a primeira pessoa que ligou depois de garantir a Premier League foi o ex-ícone do Milan e da Itália, Gennaro Gattuso. "Gattuso foi a primeira pessoa que ouvi na manhã seguinte à conquista da liga", disse. Gattuso, campeão mundial em 2006, representa a era de ouro que Calafiori aspira a imitar. O vínculo de mentoria entre os dois, forjado durante os primeiros dias de Calafiori, destaca a importância da orientação em tempos tanto de triunfo quanto de desespero nacional.

Olhando para o futuro, o futuro de Calafiori pode trazer um reencontro poético. O Arsenal entrará na próxima temporada da Champions League como atual campeão se vencer o PSG, e o sorteio pode colocá-los contra a AS Roma – o clube onde Calafiori cresceu. Relatos na Itália há muito o ligam a um retorno aos Giallorossi, mas ele descartou a ideia por enquanto. "No momento, estou muito feliz no Arsenal e quero continuar vencendo aqui. Roma? Vejo vocês no Olímpico em setembro", brincou. Essa provocação leve sugere confiança: ele vê o Arsenal competindo no topo, não apenas por uma temporada, mas como uma dinastia.

As implicações das palavras de Calafiori vão além da ambição pessoal. Para um Arsenal que muitas vezes foi acusado de falta de força mental, sua mistura de paixão e agressividade fornece um modelo. Se os Gunners triunfarem sobre o PSG, eles finalmente erguerão o troféu que nunca venceram, e um italiano estará no centro de tudo – uma narrativa simbólica contraposta ao desastre da seleção nacional. Seu desejo de "levantar a bandeira" é um grito de guerra tanto para os torcedores do Arsenal que esperam acabar com a espera europeia quanto para os fãs italianos em busca de consolo.

Com apenas 24 anos, Calafiori já é um líder. Sua jornada das categorias de base da Roma para o Basel, passando por períodos conturbados por lesões e uma ressurreição no Bologna, forjou sua resiliência. Agora, com uma medalha no bolso e a 90 minutos de outra, ele personifica o zagueiro moderno: tecnicamente talentoso, taticamente versátil e emocionalmente carregado. Sua história é um lembrete de que os maiores dramas do futebol muitas vezes se desenrolam na interseção da glória do clube e da desgraça internacional.

Enquanto Calafiori se prepara para o jogo mais importante de sua carreira, ele carrega o peso de duas nações. Para Londres, ele pode entregar uma dobradinha histórica; para a Itália, pode oferecer um lampejo de orgulho em um período sombrio. O anúncio surpreendente de que não assistirá à Copa não é birra – é um testemunho do quanto ele se importa. Seja levantando um troféu em Paris ou sonhando com um retorno a Roma um dia, a voz de Riccardo Calafiori exige ser ouvida.

Baseado em reportagens do Tuttosport.