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Por que Marquinhos diz que esta vitória na UCL é diferente

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O capitão do PSG, Marquinhos, considera o segundo título da Liga dos Campeões mais difícil que o primeiro após vitória nos pênaltis sobre o Arsenal, creditando

O PSG garantiu seu segundo título da Liga dos Campeões de forma dramática, superando o Arsenal por 4-3 nos pênaltis após um empate por 1-1 na final. Para o capitão Marquinhos, a vitória teve um significado único — "um sabor diferente", como ele disse — conquistado através da confiança inabalável incutida pelo técnico Luis Enrique ao longo de uma campanha desgastante.

O zagueiro brasileiro, que está no coração do projeto do Paris Saint-Germain há uma década, refletiu sobre a jornada que levou a este último triunfo. "Sabíamos que o Arsenal era um time incrivelmente forte, muito físico", disse Marquinhos na entrevista coletiva pós-jogo. "Mas estávamos prontos para cada momento, cada circunstância que esta partida nos apresentou". Suas palavras sublinharam a preparação meticulosa que definiu a temporada do PSG sob Enrique.

A marca de Luis Enrique estava em toda parte nesta conquista. Segundo Marquinhos, o técnico espanhol mirou este título desde o primeiro dia da pré-temporada. "Desde que voltamos das férias, ele só falava em ganhar este troféu", revelou o capitão. "Ele nos disse que ganhar um já é difícil, mas ganhar dois é ainda mais difícil. Se você quer vencer, tem que fazer mais, trabalhar mais, ultrapassar os limites". Esse mantra implacável tornou-se a força motriz da equipe.

A final em si foi um teste de nervos. O Arsenal, sob o comando de Mikel Arteta, acompanhou o PSG passo a passo, e o empate não pôde ser quebrado no tempo normal. O placar de 1-1 forçou a partida para a disputa de pênaltis, onde o PSG manteve a calma para converter quatro cobranças contra três do Arsenal. Foi um clímax que mostrou a fortaleza mental que Enrique cultivou ao longo de meses.

Marquinhos não pôde deixar de comparar este triunfo com o primeiro título da Champions do clube. "O primeiro foi muito emocional", admitiu. "Sofremos por anos antes de alcançar aquele pico. Quando você finalmente chega lá, é incrivelmente especial. Mas este segundo título é ainda mais bonito e certamente mais difícil". Sua honestidade destacou a natureza diferente de defender um título em comparação com a fome crua de uma vitória inaugural.

O sucesso dos parisienses também fala muito sobre a evolução da reputação da Ligue 1. Com o PSG agora bicampeão europeu, a primeira divisão francesa consolida seu lugar entre as ligas de elite do continente. O investimento e a ambição colocados no projeto ao longo da última década renderam resultados tangíveis e históricos.

Para o Arsenal, a derrota dói. Os Gunners levaram os gigantes franceses ao limite e ficaram a um passo do seu primeiro troféu da Champions. Sua jornada até a final foi notável, mas a loteria dos pênaltis foi cruel. No entanto, sua atuação sinalizou que pertencem a este palco e provavelmente voltarão mais fortes.

Marquinhos, erguendo o troféu como capitão pela segunda vez, gravou seu nome na história do PSG. Sua liderança, tanto na defesa quanto no vestiário, foi fundamental. "Acho que ainda não percebemos o que conquistamos", ponderou. "Daqui a alguns anos, quando olharmos para trás, veremos a lenda que criamos. Ficará na história".

Olhando para o futuro, o desafio do PSG é manter essa excelência. O núcleo do elenco continua faminto, e com Luis Enrique no comando, uma dinastia pode estar em formação. O resto da Europa agora verá os parisienses não como azarões, mas como uma verdadeira superpotência do futebol moderno.

A reflexão final de Marquinhos capturou a essência da noite. "É um sabor diferente", repetiu. "O primeiro foi emocional. Este ainda é muito, muito bonito — e ainda mais difícil que o primeiro". Essas palavras ressoarão com uma torcida que testemunhou a transformação do clube, de eternos candidatos a legítima realeza europeia.

Com base em informações do L'Equipe.