A Roma encerrou um exílio de sete anos da Liga dos Campeões com uma vitória suada por 2 a 0 sobre o já rebaixado Verona no Stadio Bentegodi no domingo. A vitória, garantida sob o comando de Gian Piero Gasperini em sua primeira temporada no cargo, assegurou uma vaga entre os quatro primeiros da Série A e o retorno à competição de elite da Europa — um marco que coincide com o ano do centenário do clube.
A partida esteve longe de ser uma coroação. O Verona, com nada além do orgulho em jogo, produziu uma atuação resoluta que ameaçou estragar a festa romana. O goleiro Mile Svilar emergiu como o herói inicial, fazendo uma série de defesas cruciais para negar os donos da casa. Suas intervenções foram vitais, já que a Roma lutou para se impor no período inicial. O time de Gasperini parecia nervoso, ciente de que um deslize poderia permitir que os rivais perseguidores os ultrapassassem na briga pelo quarto lugar.
O empate foi quebrado no segundo tempo através de um momento de caos. Um pênalti foi marcado para a Roma, mas a tentativa fraca de Donyell Malen foi defendida por Lorenzo Montipò. Felizmente para o holandês, o rebote caiu de forma favorável, e ele empurrou a bola para o gol após um toque inteligente de Paulo Dybala. A assistência do argentino foi típica de sua atuação — incisiva, inteligente e totalmente decisiva.
Dybala operou em um plano diferente durante todo o confronto. Sua visão e toque transformaram um ataque travado da Roma em uma ameaça constante. Ele sofreu a falta que levou ao pênalti, e seu movimento forçou o defensor do Verona, Diego Valentini, a receber dois cartões amarelos, resultando em uma expulsão que inclinou a partida irreversivelmente. Como um observador disse, cada vez que Dybala tocava na bola, os refletores pareciam clarear. Sua nota de 7,5 mal capturou sua influência — ele foi o catalisador de uma noite histórica.
O ato final pertenceu a Stephan El Shaarawy. O atacante, que passou nove anos no clube em duas passagens, saiu do banco para marcar um característico chute curvo no canto mais distante. Foi seu último toque pela Roma, e o gol emocional selou tanto os pontos quanto seu legado. O 'Faraó' partirá com a adoração da torcida Giallorossi, tendo proporcionado um final de conto de fadas para seu longo serviço.
A atuação geral da Roma teve falhas. A defesa, além de Svilar, parecia vulnerável. Victor Nelsson e Edmudsson seguraram firme pelo Verona, mas a própria linha defensiva da Roma viu Daniele Ghilardi ser superado com facilidade antes de ser substituído, enquanto Mario Hermoso lutou com o ritmo de William Bowie, do Verona. O motor do meio-campo de Bryan Cristante proporcionou estabilidade, enquanto Devyne Rensch ofereceu impulso constante pelo flanco esquerdo.
O esforço do Verona mereceu reconhecimento. Apesar do rebaixamento, eles jogaram com intensidade e organização. A defesa de pênalti de Montipò foi um destaque, e a pressão incansável de Bowie causou problemas durante toda a noite. O técnico Sammarco pode se animar com uma atuação que mostrou caráter, mesmo que não tenha rendido pontos.
A vitória garante o futebol da Liga dos Campeões para a Roma após uma ausência de sete temporadas — um jejum doloroso que viu o clube perder a vaga repetidamente, muitas vezes de forma dramática. Para Gasperini, valida sua contratação e sua filosofia de pressão alta, ao mesmo tempo que oferece uma plataforma para atrair grandes talentos na janela de transferências. O ganho financeiro e o prestígio da competição serão cruciais enquanto a Roma busca recuperar seu lugar entre a elite italiana.
A ocasião foi ainda mais comovente pelo contexto do centenário. Classificar-se para a Liga dos Campeões neste momento fornece um poderoso símbolo de renovação. O clube agora pode planejar uma temporada de celebração com a garantia de noites europeias no Stadio Olimpico.
Quando o apito final soou, a torcida visitante explodiu. Os jogadores da Roma, liderados por um El Shaarawy choroso, saudaram os torcedores que haviam viajado para o norte. A espera de sete anos havia terminado. Com base em reportagens do Tuttosport.