Wayne Rooney descreveu a exclusão de Harry Maguire da convocação de Thomas Tuchel para a Copa do Mundo como "muito azarada", oferecendo uma avaliação sincera das ousadas decisões de seleção do técnico inglês. O ex-capitão, falando em seu podcast, expressou surpresa com a exclusão do defensor do Manchester United, que havia retornado recentemente ao cenário internacional após lesão. Maguire, 33 anos, tem 66 partidas pela seleção e foi peça fundamental nas campanhas da Inglaterra até as semifinais de 2018 e as quartas de final de 2022. Sua ausência na Euro 2024 devido a lesão foi um golpe, mas um retorno para os amistosos de março reacendeu as esperanças de participar do torneio sediado pelos Estados Unidos, México e Canadá.
"Acho que a questão do Maguire foi a grande para mim, foi um pouco chocante", disse Rooney. "Se você olhar para ele em termos de forma, acho que Harry Maguire é muito azarado por não estar. Talvez ele esteja pensando que não quer faltar com respeito a Harry Maguire levando-o e não o colocando para jogar. Não sei". Rooney especulou que Tuchel pode ter optado por Dan Burn no lugar, uma decisão que considerou notável, mas que respeitou. Apesar de questionar algumas escolhas, Rooney manteve a confiança no técnico alemão. "Mesmo as decisões de que não gosto, acho que tenho confiança em Tuchel e nele como treinador por tudo o que vimos", disse. Essa confiança se estende às escolhas ofensivas, onde Tuchel favoreceu Morgan Rogers e Jude Bellingham para a função de camisa 10 em detrimento de estrelas consagradas como Phil Foden, Cole Palmer e Morgan Gibbs-White.
Rooney destacou a potencial fricção se Rogers, do Aston Villa, começar à frente de Bellingham, do Real Madrid, reconhecendo a tempestade midiática que poderia seguir. "Acho que é um desafio que Tuchel tem que estar pronto para enfrentar", observou Rooney. "Se ele não começar, tenho certeza de que ele sabe o que vem com isso da mídia, do Jude, da família do Jude". O atleta de 40 anos, que conquistou 120 partidas e marcou 53 gols pela Inglaterra, entende a importância de acomodar talentos inconformistas. "Jude provavelmente seria aquele que vai contra o que Thomas Tuchel está tentando criar para este torneio. Ele é um inconformista e você tem que aceitar isso. Você precisa desse tipo de jogador em seu elenco para a Copa", disse Rooney, apontando para o histórico de Bellingham de corresponder nos grandes momentos.
Outra decisão significativa bem recebida por Rooney é o retorno de Ivan Toney, agora atuando na Arábia Saudita pelo Al-Ahli. A temporada de 32 gols de Toney na Liga Profissional Saudita convenceu Tuchel a trazê-lo de volta, e Rooney elogiou a decisão de incluir três centroavantes puros. "Gosto do fato de termos três número 9. Se você está buscando um gol, em vez de trazer um camisa 10 que quer pegar a bola e jogar, coloque finalizadores em campo", explicou. O papel de Toney reflete suas participações na Euro 2024, onde entrou como substituto tardio quando a Inglaterra precisava de um gol. Rooney acredita que a força física e a capacidade de segurar a bola do emprestado do Brentford serão vitais nas condições desafiadoras esperadas na Copa. "Ele consegue segurar a bola muito bem. Naquele calor, quando a bola vai para o centroavante, a última coisa que você quer é que ela quique nele", acrescentou Rooney.
Com Harry Kane como titular indiscutível, Tuchel precisa gerenciar os minutos do capitão com cuidado, especialmente devido ao provável calor, umidade e altitude. Rooney instou o técnico a ser decisivo: "Thomas Tuchel tem que tirar isso dele. Nos últimos 20 minutos dos jogos, com aquele calor, com a umidade, altitude – você precisa mantê-lo o mais fresco possível". A combinação de veteranos experientes e omissões ousadas sublinha a intenção de Tuchel de montar um elenco capaz de encerrar a longa espera da Inglaterra por um grande título. Enquanto a decisão sobre Maguire gerou debate, o apoio de Rooney sugere que a comunidade futebolística em geral está disposta a dar tempo a Tuchel para provar sua visão. À medida que a Copa se aproxima, todos os olhos estarão voltados para como essas seleções se sairão sob pressão. Baseado em reportagens da BBC Sport.