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Sciver-Brunt rebaterá no nº 3: o risco da Inglaterra na

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Nat Sciver-Brunt retorna como especialista no nº 3 para a estreia da Inglaterra na Copa do Mundo T20 feminina contra o Sri Lanka, após lesão na panturrilha. A

A capitã da Inglaterra, Nat Sciver-Brunt, está pronta para liderar sua equipe na abertura da Copa do Mundo T20 feminina contra o Sri Lanka em 12 de junho em Edgbaston, mas o fará com capacidade reduzida. A treinadora principal, Charlotte Edwards, confirmou que a versátil jogadora está "pronta para jogar", mas provavelmente atuará apenas como rebatedora especialista, rebatendo na posição número três, enquanto continua sua recuperação de uma lesão na panturrilha.

Sciver-Brunt está afastada desde abril, quando sofreu a lesão enquanto jogava pelo The Blaze na One-Day Cup. A jogadora de 33 anos subsequentemente perdeu toda a série em casa contra a Nova Zelândia – tanto os ODIs quanto os T20Is – bem como três partidas T20 contra a Índia. Sua ausência foi muito sentida, mas a Inglaterra se adaptou de forma impressionante sob a capitania interina de Charlie Dean.

Agora, com a Copa do Mundo em casa, seu retorno é um impulso significativo, mesmo que limitado à rebatida. "Ela está bem e pronta para jogar. Provavelmente não lançará, mas sua rebatida é algo em que ela é a melhor do mundo", disse Edwards à Sky Sports. A treinadora enfatizou que Sciver-Brunt ocupará a crucial posição nº 3, um papel no qual ela prosperou nas ligas de franquias globalmente.

O histórico de Sciver-Brunt em T20 internacionais é formidável, com quase 3.000 corridas em 137 partidas, incluindo 18 meio-séculos. Sua capacidade de ancorar uma entrada ou acelerar conforme necessário a torna uma das rebatedoras mais perigosas do críquete feminino. No entanto, sem seu arremesso – uma opção de média velocidade que lhe rendeu 83 wickets em T20I – o equilíbrio da equipe inglesa será testado.

A decisão de jogar Sciver-Brunt apenas como rebatedora significa que a Inglaterra deve reconfigurar seu XI. Em sua ausência, a versátil jogadora de off-spin Charlie Dean não apenas capitaneou a equipe, mas também demonstrou sua crescente maturidade tanto com o bastão quanto com a bola. Dean liderou a Inglaterra a uma vitória na série T20I sobre a Nova Zelândia após a etapa ODI ter sido empatada, e depois presidiu uma virada por 2-1 na série contra a Índia, selada por uma perseguição recorde de 181 corridas.

Edwards elogiou a liderança de Dean, dizendo: "Fiquei muito impressionada. Como ela lidou com tudo e cresceu como pessoa. Seu desempenho também melhorou e a confiança que ela tem agora só pode nos beneficiar como grupo". A própria Dean refletiu sobre a experiência, observando que se precisar intervir durante a Copa do Mundo, será um processo mais suave após este período temporário.

O surgimento de outros líderes também tem sido uma história positiva. Dani Gibson e Lauren Bell assumiram mais responsabilidade no ataque de arremessos, e a equipe mostrou resiliência na ausência de Sciver-Brunt. No entanto, as apostas mais altas da Copa do Mundo e a pressão de um torneio em casa exigirão que a rebatida de Sciver-Brunt seja consistente, especialmente se a ordem superior da Inglaterra enfrentar colapsos precoces.

A ordem de rebatida da Inglaterra, com Sciver-Brunt no três, seguida por Heather Knight e Alice Capsey, parece robusta. Capsey e Knight marcaram meio-séculos naquela perseguição recorde contra a Índia, destacando a profundidade disponível. Ainda assim, a ausência de uma sexta opção de arremesso pode forçar Edwards a usar jogadoras parciais ou depender fortemente dos arremessadores titulares para cobrir os overs de Sciver-Brunt.

Historicamente, Sciver-Brunt tem sido uma peça vital nas campanhas mundiais da Inglaterra, contribuindo tanto com o bastão quanto com a bola. Na Copa do Mundo T20 de 2023, ela marcou 216 corridas e pegou seis wickets enquanto a Inglaterra alcançava as semifinais. Agora, como capitã, sua contribuição tática e habilidade com o bastão serão primordiais, mesmo que ela seja restrita de arremessar. A abertura em Edgbaston será sua primeira aparição internacional do verão, e todos os olhos estarão em sua forma física e desempenho.

Para o Sri Lanka, enfrentar uma Inglaterra enfraquecida, mas determinada, apresenta uma oportunidade. A Inglaterra, no entanto, será impulsionada por uma torcida local barulhenta e pela motivação de levantar o troféu em casa. A inclusão de Sciver-Brunt, mesmo em um papel limitado, adiciona uma camada de experiência e classe que poucas equipes podem igualar.

O gerenciamento de Edwards da carga de trabalho de Sciver-Brunt será crucial durante todo o torneio. A treinadora já deu a entender que a equipe está criando mais líderes, e o papel da capitã como rebatedora especialista pode libertá-la para se concentrar apenas em marcar corridas e na tomada de decisões em campo. Se esse risco valer a pena provavelmente definirá a campanha da Inglaterra na Copa do Mundo.

Baseado em reportagens da Sky Sports.