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Talonada de Semenyo garante a FA Cup para o City: Chelsea 0

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A talonada de Antoine Semenyo deu ao Manchester City uma vitória por 1 a 0 na final da FA Cup sobre o Chelsea em Wembley, com os erros de Reece James sendo

O Manchester City levantou a FA Cup após uma tensa vitória por 1 a 0 sobre o Chelsea em Wembley, com o esplêndido toque de calcanhar de Antoine Semenyo sendo decisivo. O momento de brilhantismo individual do atacante ganês no segundo tempo resolveu uma final que raramente brilhou, enquanto o time de Pep Guardiola superou um Chelsea teimoso, mas inofensivo, para conquistar a oitava FA Cup do clube. Para o Chelsea, foi uma tarde de frustração: eles não registraram nenhum chute a gol no primeiro tempo e, apesar da pressão no final, não conseguiram encontrar o empate.

O técnico do Chelsea, Enzo Maresca, montou seu time em um 3-4-2-1, com Robert Sánchez no gol atrás de uma linha de três defensores composta por Wesley Fofana, Levi Colwill e Jorrel Hato. Os alas Malo Gusto e Marc Cucurella forneceram amplitude, enquanto Reece James e Moisés Caicedo ancoraram o meio-campo. A carga criativa recaiu sobre Cole Palmer e Enzo Fernández atrás do único atacante João Pedro. Era um sistema que prometia fluidez, mas entregou apenas inconsistência. Palmer, tantas vezes o talismã do Chelsea, esteve apagado, sua única corrida no primeiro tempo foi um raro lampejo de perigo. Fernández tentou, mas muitos de seus passes foram desviados, e João Pedro desperdiçou a melhor chance quando se livrou de Abdukodir Khusanov apenas para errar o chute.

A escalação do City levantou sobrancelhas: Rodri começou de forma surpreendente após um mês fora, enquanto Marc Guéhi, recém-saído de capitaneiro do Crystal Palace à glória da FA Cup doze meses antes, assumiu seu lugar na defesa central. Os campeões não tinham um atacante reconhecido com Erling Haaland em sua função habitual, mas foi o norueguês quem se tornou criador, enfiando um passe para Semenyo que permitiu ao ponta dar um toque de calcanhar por cima de Sánchez. Haaland, no entanto, continua sem marcar em Wembley depois de ter errado um chute para fora e outro por cima. Seu jogo geral, porém, foi crucial, e a assistência continuou sua tendência de contribuir mesmo quando não marca.

Defensivamente, o City esteve longe de ser impenetrável. Khusanov teve uma tarde nervosa, lutando com João Pedro na área e escapando de um possível pênalti no primeiro tempo quando derrubou o brasileiro. O internacional uzbeque foi advertido e cedeu a posse de barato, mas a liderança de Guéhi foi vital: o internacional inglês fez um crucial cabeceio para afastar um perigoso cruzamento de Palmer e saiu regularmente para cortar a construção de jogadas do Chelsea. O lateral-esquerdo Nico O’Reilly, inicialmente quieto, melhorou após o intervalo e fez o cruzamento que Semenyo cabeceou para fora antes de mais tarde servir Haaland para um gol anulado.

A defesa do Chelsea, liderada por Colwill no meio da linha de três, também teve seus sustos. Fofana não teve muitos problemas, mas fez uma intervenção de última hora para negar um segundo gol do City. Colwill sofreu a indignidade de ter a bola passada por entre suas pernas no gol da vitória de Semenyo, a bola escapando por suas pernas enquanto Sánchez era pego de surpresa. Foi cruel para um defensor que de resto havia sido firme, mas resumiu o dia do Chelsea: erro individual em um momento chave punido impiedosamente.

A batalha do meio-campo foi um microcosmo das respectivas fortunas das equipes. Rodri, até sua substituição aos 64 minutos, foi seu habitual metrônomo, cortando perigo e afastando um chute de Caicedo que ia em direção ao gol. Caicedo, por outro lado, foi anônimo; o meio-campista de £115 milhões fez seu trabalho defensivo, mas não ofereceu nada progressivo, espelhando a falta de pontaria de seu time. Reece James, o capitão do Chelsea, teve uma tarde tranquila e quase deu um gol a Haaland com um passe errado. Sua nota 4/10 de Jamie Jackson, do The Guardian, refletiu uma atuação muito abaixo dos padrões esperados de um líder.

O gol da vitória de Semenyo aos 60 minutos foi um momento de classe em um jogo parado e recomeçado. O substituto de Rodri, Mateo Kovacic, iniciou a jogada, encontrando Haaland, que enfiou um passe para Semenyo. O ponta, de costas para o gol, executou um ousado toque de calcanhar que deixou Colwill e Sánchez impotentes. Semenyo havia antes perdido um cabeceio e chutado para fora com a esquerda, mas seu gol sublinhou sua crescente importância para o time de Guardiola. Omar Marmoush, titular à frente do inspirado Rayan Cherki, foi um fantasma e foi substituído no intervalo, com Cherki imediatamente injetando vivacidade e forçando Sánchez a uma boa defesa.

O ímpeto final do Chelsea trouxe um pedido de pênalti quando Hato caiu sob o desafio de Khusanov, mas o árbitro Darren England mandou seguir. O substituto Pedro Neto obrigou James Trafford a uma boa defesa, que de resto teve uma tarde tranquila, exceto por um momento nervoso de mau controle que resultou em um escanteio. O banco dos Blues ofereceu pouco mais: Liam Delap e Alejandro Garnacho chegaram tarde demais para influenciar o jogo. O time de Maresca se moveu com desespero, mas faltou o fio de navalha que esteve ausente toda a temporada, uma fraqueza flagrante que pode provocar investimentos no verão.

Para o Manchester City, este triunfo na FA Cup continua uma dinastia que não mostra sinais de declínio. Embora a campanha da Premier League ainda não esteja resolvida, os homens de Guardiola agora garantiram um troféu doméstico em todas as temporadas desde a chegada do catalão. A vitória também oferece um impulso moral enquanto buscam mais títulos. O Chelsea, por sua vez, fica refletindo sobre uma terceira derrota consecutiva em finais sob Maresca, tendo também perdido a final da Carabao Cup no início deste ano. A espera por um primeiro troféu desde o triunfo da League Cup em 2024 continua, e a pressão sobre Maresca para entregar títulos se intensificará — um elenco que, com base nesta evidência, carece da criatividade e do toque clínico necessários ao mais alto nível.

No final, a experiência do City e um lampejo de genialidade de Semenyo fizeram a diferença. Os jogadores do Chelsea saíram de campo sabendo que não testaram o suficiente uma defesa vulnerável do City. Enquanto a metade azul de Wembley silenciava, os homens de Guardiola comemoravam mais um troféu – e sublinhavam o abismo entre essas duas equipes.

Baseado em reportagens do The Guardian.