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Técnico do Irã, Ghalenoei, mira fase eliminatória histórica

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O técnico da seleção do Irã, Amir Ghalenoei, expressa esperança de paz e uma histórica primeira classificação para a fase eliminatória da Copa do Mundo, apesar

À medida que a Copa do Mundo da FIFA 2026 se aproxima, a seleção do Irã se encontra em uma encruzilhada única entre a ambição esportiva e a realidade geopolítica. O técnico Amir Ghalenoei expressou uma poderosa mensagem dupla: um anseio por paz global e uma determinação feroz em alcançar o que nenhum time iraniano fez antes—avançar além da fase de grupos do torneio máximo do futebol.

O Irã garantiu seu lugar na Copa do Mundo expandida de 48 equipes como um dos primeiros classificados, marcando uma notável sétima aparição e uma quarta viagem consecutiva às finais. Essa classificação consistente ressalta seu status como uma potência perene no futebol asiático, um continente onde mantiveram uma forte segunda posição atrás do Japão, evidenciada por seus três títulos da Copa Asiática. No entanto, o palco global apresentou um muro formidável. Em suas seis campanhas anteriores na Copa do Mundo, o Team Melli nunca passou da fase de grupos, obtendo apenas três vitórias em 18 partidas no total. Esse histórico nítido destaca a lacuna significativa que eles esperam superar na América do Norte.

O caminho para o torneio de 2026, no entanto, tem sido repleto de desafios muito além do campo. A preparação da equipe foi ofuscada por conflitos regionais crescentes envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel. Esse clima instável levou a especulações e preocupações sobre a participação do Irã, embora o presidente da FIFA, Gianni Infantino, tenha reiterado o direito da equipe de competir. Para Ghalenoei, que está no comando desde março de 2023, navegar por essas pressões externas enquanto mantém o foco da equipe tem sido uma tarefa monumental.

Em uma entrevista recente ao FIFA.com, o técnico de 62 anos refletiu sobre os sacrifícios feitos por seus jogadores. "Houve muitos problemas recentemente, mas os jogadores deram o seu melhor e fizeram sacrifícios", declarou Ghalenoei. "Eles realmente trabalharam duro durante toda a classificação e fizeram muitos sacrifícios, então é meu papel expressar minha gratidão a eles. Eles devem ser capazes de alcançar algo grandioso na Copa do Mundo. Eles têm o potencial técnico para torná-la memorável".

O Irã foi sorteado no Grupo G, um quarteto desafiador que inclui o baluarte europeu Bélgica, o africano Egito e o oceânico Nova Zelândia. A diversidade e qualidade de seus oponentes significam que a busca por uma vaga histórica na fase eliminatória não será nada fácil. No entanto, a forma recente da equipe oferece um vislumbre de esperança. Durante as eliminatórias asiáticas, sua única derrota foi depois que já haviam garantido a classificação, contra o Catar. Eles também obtiveram resultados positivos em amistosos posteriores, embora o técnico reconheça o impacto persistente da instabilidade regional.

Ghalenoei expressou imenso orgulho pela resiliência de sua equipe. "Há muitas razões para se orgulhar desta equipe", disse ele. "Enfrentamos situações difíceis com vários problemas e preocupações, uma das quais foi a impossibilidade de sediar partidas. Apesar disso, fomos uma das primeiras equipes a se classificar para a Copa do Mundo". Ele enfatizou a habilidade única do Irã de encontrar soluções sob pressão, uma característica que ele acredita que os servirá bem. "O Irã tem um talento especial para encontrar ou criar soluções em circunstâncias difíceis. Chegamos até aqui apesar da situação difícil. Agora, com dois meses para a Copa do Mundo, estamos em uma situação muito dura".

Além das preparações táticas e físicas, Ghalenoei vê um papel mais amplo e profundo para sua equipe. Ele acredita apaixonadamente no poder do futebol como uma força unificadora para uma nação que lida com problemas internos e externos. "Na minha opinião, devemos ser capazes de trazer alegria às famílias e à sociedade iranianas, tanto nacional quanto internacionalmente, através do futebol", explicou. "O futebol é um conceito, ou um projeto, que pode unir nações e povos mais estreitamente. Pode ser algo doméstico, ou pode se tornar algo global, como Argentina e Brasil têm fãs em todo o mundo".

Esse sentimento se estende à sua filosofia pessoal. O técnico, que começou sua carreira em 1979, o ano após a primeira aparição do Irã na Copa do Mundo na Argentina, abriga um profundo desejo de que o esporte transcenda o conflito. "Meu objetivo é realizar um mundo onde não haja guerra em lugar nenhum, e as pessoas possam desfrutar do futebol e celebrar a vida", declarou Ghalenoei. "Esta é a mensagem que quero transmitir ao mundo e aos meus compatriotas através do futebol".

Com seu jogo de abertura contra a Nova Zelândia marcado para 16 de junho, seguido por confrontos com a Bélgica em 22 de junho e o Egito em 27 de junho, a contagem regressiva está em andamento. Ghalenoei está determinado a aproveitar a experiência adquirida com fracassos passados na Copa do Mundo. "Quero criar memórias maravilhosas nesta Copa do Mundo", afirmou. "Usando a experiência cultivada em Copas do Mundo passadas, almejamos nossa primeira classificação para a fase eliminatória. Não estou satisfeito apenas em sair da fase de grupos; também quero jogar um bom futebol".

O técnico concluiu prestando homenagem aos torcedores cujo apoio inabalável, ele acredita, foi crucial para sua classificação. "Também quero agradecer aos maravilhosos torcedores que continuaram apoiando a seleção nacional, tanto em casa quanto no exterior. Graças a eles, a classificação se tornou realidade. Provavelmente, meu papel não foi o mais importante de todos". Enquanto o Irã se prepara para seu desafio mais significativo na Copa do Mundo, a equipe carrega não apenas o peso da história esportiva, mas também as esperanças de uma nação em busca de unidade e um momento de alegria pura e unificadora no maior palco do mundo.

Com base em reportagens de サッカーキング.