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Temporada 2025-26 da Premier League definida em 100 fotos

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As 100 fotos do The Guardian capturam uma temporada de triunfo e turbulência: as homenagens a Jota no Liverpool, o empréstimo de Grealish ao Everton e cartões

A temporada 2025-26 da Premier League foi uma montanha-russa de emoções cruas, viradas surpreendentes e momentos inesquecíveis que deixaram uma marca indelével no futebol inglês. Em uma retrospectiva especial, o departamento de imagens do The Guardian selecionou 100 das fotos mais marcantes que encapsulam o drama, desde comoventes homenagens de torcedores e celebrações jubilosas até cartões vermelhos polêmicos e agitação nos bancos de reservas. Esta crônica visual não apenas congela o tempo, mas conta a história mais profunda de uma campanha onde a ordem estabelecida foi desafiada, as narrativas mudavam semanalmente e cada quadro guardava uma história oculta.

Agosto deu o tom com um profundo senso de perda e renovação. O Liverpool voltou a Anfield para sua primeira partida de liga após a trágica morte de Diogo Jota, um acidente de carro que abalou o clube até o âmago. A vitória por 4 a 2 sobre o Bournemouth, selada com uma enxurrada tardia, foi mais que três pontos; foi uma libertação catártica. As fotos do mosaico do Kop e dos lenços erguidos serviram como um poderoso lembrete da capacidade do futebol de curar. Enquanto isso, a defesa do título do Manchester City começou desordenadamente, com uma surpreendente derrota em casa para o Tottenham e uma perda no Brighton sinalizando que o time de Pep Guardiola era vulnerável. O recém-promovido Sunderland anunciou seu retorno à primeira divisão com duas vitórias em três jogos, e o Everton inaugurou o Hill Dickinson Stadium com uma vitória histórica, Iliman Ndiaye gravando seu nome nos livros de recordes como o primeiro artilheiro no novo estádio. Jack Grealish, emprestado por uma temporada pelo Manchester City, rapidamente se tornou favorito da torcida em Goodison Park, suas comemorações de punho erguido com a torcida visitante em Molineux capturadas em um quadro que personificava o otimismo inicial em Merseyside.

Quando o verão se transformou em outono, a trama engrossou. Setembro foi um mês de finais de tirar o fôlego. O Arsenal, moldado à imagem feroz de Mikel Arteta, conseguiu um empate dramático contra o City graças a um chapéu de Gabriel Martinelli nos acréscimos, e depois foi além quando uma cabeçada de Gabriel Magalhães aos 96 minutos completou uma virada em Newcastle. O Liverpool, no entanto, experimentou seu primeiro tropeço, um pênalti tardio de Mo Salah salvando a vitória contra o Burnley antes de uma derrota no último minuto para o Crystal Palace expor fragilidades. O carrossel de técnicos começou a girar cedo: Graham Potter deixou o West Ham, substituído por Nuno Espírito Santo, que acabara de se separar do Nottingham Forest. O City restaurou um pouco do orgulho com uma goleada de 3 a 0 no dérbi contra o Manchester United, mas a imagem de Evangelos Marinakis, dono do Forest, olhando sombriamente sob um escudo do clube cortado durante uma derrota para o Sunderland falava da crescente pressão no City Ground.

Outubro trouxe ainda mais turbulência. A decisão do Nottingham Forest de demitir Ange Postecoglou apenas 40 dias após sua contratação chocou o mundo do futebol. A postura abatida do australiano em uma derrota em casa por 3 a 0 para o Chelsea, capturada apenas 19 minutos antes de sua demissão, tornou-se um símbolo sóbrio da impaciência do futebol moderno. O Liverpool passou por uma fase terrível, sofrendo derrotas para Chelsea, Manchester United e Brentford, enquanto a vitória do Bournemouth por 2 a 0 sobre o Forest os levou ao segundo lugar – uma ascensão notável para o time de Andoni Iraola. O Sunderland continuou seu conto de fadas, entrando no top 4 após uma vitória em Stamford Bridge. Fora de campo, torcedores do West Ham fizeram um protesto poderoso contra a hierarquia do clube, uma procissão com caixão e carro funerário que precedeu uma vitória por 3 a 2 sobre o Burnley, misturando dissidência e drama. O confronto furioso de Vítor Pereira com torcedores do Wolves após um gol tardio do Burnley, um ato que lhe custou o emprego dias depois, ressaltou as margens estreitas da gestão na Premier League.

O caos se espalhou para novembro com uma série de incidentes que definiram o caráter combativo da temporada. O Arsenal, impulsionado por um hat-trick de Eberechi Eze, desmantelou o Tottenham por 4 a 1 no dérbi do norte de Londres para abrir uma vantagem de seis pontos no topo. No entanto, o City respondeu de forma contundente, vencendo o Liverpool por 3 a 0 – apenas para tropeçar novamente quando um gol de Harvey Barnes deu ao Newcastle a vitória no Etihad. O momento mais estranho aconteceu em Old Trafford, onde Idrissa Gueye, do Everton, inexplicavelmente deu um tapa em seu próprio companheiro Michael Keane durante uma vitória por 1 a 0, recebendo um cartão vermelho e um pedido de desculpas pós-jogo que foi tão bizarro quanto lamentável. O incidente, congelado em uma imagem da expressão chocada de Keane, destacou uma temporada onde a disciplina muitas vezes se desfez.

Os meses de inverno adicionaram mais camadas a uma tapeçaria já rica. Em janeiro, o Manchester City buscou reacender sua campanha contratando o dinâmico ponta do Bournemouth, Antoine Semenyo, uma declaração de intenções que abordou sua falta de pontaria ofensiva inicial. Em outro lugar, Lisandro Martínez, do Manchester United, foi expulso por um impressionante puxão de cabelo no atacante do Leeds United, Dominic Calvert-Lewin, um ato de cinismo captado pelas câmeras e punido após revisão de vídeo. O cartão vermelho foi emblemático de uma rivalidade acirrada e de um time do United lutando com a inconsistência. O Liverpool, enquanto isso, enfrentou sua própria discórdia interna: Mohamed Salah, o talismã, foi inexplicavelmente deixado de fora da escalação inicial por três partidas consecutivas, incluindo um emocionante empate por 3 a 3 em Elland Road contra o Leeds. A imagem do egípcio no banco, capturada em uma foto marcante, provocou um debate acalorado sobre a gestão de Arne Slot e provou ser um ponto de virada em uma temporada que prometia muito, mas que acabou ficando aquém.

Através de tudo, as fotografias servem como mais do que documentação. Uma imagem de Calvin Bassey falhando ao afastar um chute de Ollie Watkins, um Reece James encharcado pela chuva lutando contra Noussair Mazraoui, ou Guglielmo Vicario pedindo calma em um Elland Road hostil – cada uma conta um mini-drama. A galeria também celebra a alegria: a comemoração acrobática de Chris Wood com Murillo, o rugido de Bruno Guimarães em St James' Park, e o chute livre curvado de Danny Welbeck contra seu ex-clube. Até mesmo os estádios se tornam personagens, desde a vista aérea do Vitality Stadium até o reluzente Hill Dickinson Stadium, símbolos de ambição e história.

No final, a temporada 2025-26 da Premier League será lembrada como aquela em que o inesperado se tornou rotina. As 100 imagens selecionadas pelo The Guardian capturam não apenas os gols e a glória, mas as histórias humanas de luto, protesto e resiliência que fazem do futebol um espelho da sociedade. Elas congelam momentos de loucura, como o tapa de Gueye ou o puxão de cabelo de Martínez, e momentos de beleza, como o chute livre de Szoboszlai ou o disparo de Tyler Adams do círculo central. Juntos, eles compõem um mosaico de uma liga que nunca dorme, sempre gerando histórias que merecem ser vistas, lembradas e recontadas.

Baseado em reportagens do The Guardian.