Os torcedores do Paris Saint-Germain encontraram um obstáculo significativo em sua jornada para a Allianz Arena no crucial jogo de volta da semifinal da Champions League contra o Bayern de Munique. Uma saída programada da estação de metrô Fröttmaning às 17:30 foi perturbada quando detectores de fumaça foram ativados na estação Dietlindenstrasse, causando um bloqueio total da linha de metrô.
O incidente deixou o grupo principal de torcedores presos a seis estações de sua parada prevista. Enquanto a polícia gerenciou a situação em Fröttmaning, onde alguns torcedores sem ingresso seguravam cartazes pedindo entrada, a maior parte do contingente em viagem sofreu atraso. Apesar da interrupção, os torcedores mantiveram o ânimo, cantando nos vagões enquanto aguardavam a resolução do problema.
Ao finalmente chegar às proximidades do estádio, a marcha dos torcedores ocorreu sem grandes incidentes. O ambiente no centro de Munique estava notadamente discreto nas horas que antecederam a partida de alto risco. As áreas externas estavam calmas e as conversas eram em tom baixo, com apenas alguns cantos emanando de um bar na Rosenstrasse, onde um pequeno grupo de ultras tentava animar o clima.
A própria viagem havia sido uma provação para muitos. Membros do Collectif Ultras Paris (CUP) partiram de ônibus do Parc des Princes na terça-feira à noite, cruzando a fronteira na manhã seguinte após passarem por extensas revistas das autoridades locais. Outros torcedores, como Camille e seu primo Nathanaël de Sarcelles, tiveram uma viagem mais tranquila, dirigindo durante a noite e cruzando a fronteira sem problemas.
As expectativas entre os torcedores eram mistas. Alguns, como Camille, esperavam um espetáculo aberto e ofensivo com pressão intensa de ambos os lados. Outros, como Flo e Max, torcedores experientes de Toulouse e Nice, expressaram preocupação mais moderada. Eles reconheceram a necessidade de o PSG suportar uma possível pressão inicial do Bayern, referindo-se ao cenário do jogo de ida, mas mantinham a esperança de que seu time pudesse causar problemas aos gigantes alemães.
Com a aproximação do apito inicial, o principal desafio para os ultras parisienses passou a ser simplesmente garantir seus lugares dentro da Allianz Arena. Depois de superar o caos do metrô e uma longa jornada, o foco era não perder um minuto do que consideravam o jogo do ano. Baseado na reportagem da Foot - actualités, mercato, info & vidéo en continu.