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Vermaelen: Torcendo pelo Arsenal, mas Admirando o PSG de

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Thomas Vermaelen apoia o Arsenal para a glória da Champions League, mas admite que o transformado PSG de Luis Enrique o conquistou, elogiando ambos os técnicos

O ex-zagueiro do Arsenal e Barcelona, Thomas Vermaelen, ofereceu uma visão sincera sobre a próxima final da Champions League, revelando um coração dividido entre duas direções. Em entrevista ao veículo belga DH Les Sports, o ex-internacional belga deixou claro que suas antigas lealdades permanecem com o Arsenal, o clube onde passou cinco anos formativos de 2009 a 2014. No entanto, sua admiração pelo Paris Saint-Germain sob seu ex-técnico Luis Enrique é igualmente palpável, preparando o cenário para uma visão conflitante, mas respeitosa, do grande evento.

A conexão de Vermaelen com o Arsenal é profunda. Ele chegou do Ajax como um zagueiro central muito conceituado e rapidamente se tornou favorito dos torcedores, eventualmente capitaneando o time. Em mais de 150 partidas, experimentou os altos do triunfo na FA Cup em 2014, sua última temporada no norte de Londres, e os baixos de quase perder a glória da Premier League durante uma era de transição. Seu vínculo duradouro com os Gunners ficou evidente quando falou sobre ainda ser bem recebido no Emirates Stadium. "Evidentemente, vou torcer pelo Arsenal na final", afirmou, enfatizando a atração emocional de um clube que lhe deu sua plataforma no futebol inglês. Essa lealdade foi reforçada pelo recente retorno do Arsenal ao topo doméstico, encerrando um jejum de 22 anos na liga, uma façanha que Vermaelen nunca conquistou, mas assistiu com orgulho. "Estou realmente feliz porque foi uma espera muito longa para ganhar o título novamente. Sei como é difícil conquistar a Premier League", refletiu.

No entanto, seu apreço pelo PSG é tão profundo que ele quase parece um convertido. Vermaelen admitiu que por muito tempo não gostou do projeto parisiense, vendo-o como um clube que simplesmente "comprava os melhores jogadores sem uma ideia genuína por trás". Essa percepção mudou com a chegada de Luis Enrique. O técnico espanhol remodelou o PSG em um time dinâmico e jovem, especialmente notável após a saída de Kylian Mbappé, e Vermaelen agora se sente atraído pelo estilo deles. "Luis conseguiu construir um time no PSG, com jogadores jovens muito talentosos. Gosto de vê-los jogar", disse, destacando a coesão tática e a identidade coletiva que substituíram o estrelato individual. A transformação foi tão completa que Vermaelen concede que os parisienses o "conquistaram", tornando a final um assunto emocional difícil.

Sua alta consideração por Luis Enrique decorre de uma história compartilhada no Barcelona. De 2014 a 2016, Vermaelen fez parte de um elenco blaugrana que varreu a tríplice coroa de 2014-15 sob a orientação do asturiano. Apesar do tempo de jogo limitado devido a lesões, o zagueiro obteve conhecimento íntimo dos métodos e do caráter do treinador. "Se você me perguntasse quem foi o melhor treinador da minha carreira, eu citaria Luis Enrique entre os maiores", declarou Vermaelen. "Ele é um treinador muito honesto e autêntico. Estou satisfeito por ele estar alcançando algo grande no PSG". Essa autenticidade, combinada com um modelo de jogo claro, não apenas elevou o PSG, mas também forçou os neutros a reconsiderar a identidade do clube. Para Vermaelen, a mudança de uma máquina de gastos sem alma para um projeto baseado em talento emergente e rigor tático é um testemunho da visão de Luis Enrique.

A avaliação do belga sobre o contraparte do Arsenal, Mikel Arteta, adiciona outra camada de percepção pessoal. A dupla foi companheira de equipe por três temporadas no Arsenal, e Vermaelen lembrou de um jogador que exalava potencial de treinador. "Mikel era o tipo de cara que todos sabiam que se tornaria treinador, como Vincent Kompany", observou. Arteta transformou essa previsão em realidade ao forjar um time resiliente e unido que defende coletivamente e reposicionou o Arsenal entre a elite europeia. Vermaelen elogiou a estrutura e a solidariedade que Arteta incutiu, que foram fundamentais para conquistar a coroa da Premier League e levar os Gunners à sua primeira final de Champions League desde 2006.

A final em si surge como um choque de narrativas: o clube que Vermaelen ama contra o time que ele passou a admirar, liderado por dois treinadores que ele tem em alta conta. Ele temperou seu otimismo pelo Arsenal com um reconhecimento realista do desafio. "Será difícil para o Arsenal, mas em uma final tudo é possível", disse, ecoando um sentimento de esperança misturado com respeito pela qualidade do PSG. A partida simboliza uma mudança mais ampla no futebol europeu, onde a filosofia de treinador muitas vezes supera o poder de gasto bruto. Tanto Arteta quanto Luis Enrique demonstraram uma capacidade de maximizar o rendimento coletivo, tornando a final uma partida de xadrez tático entre duas mentes progressistas.

A perspectiva matizada de Vermaelen oferece um raro vislumbre das lealdades divididas que podem definir uma carreira. Tendo sido moldado por ambos os clubes e ambos os treinadores, seus comentários transcendem o mero favoritismo de torcedor e mergulham em uma análise genuína da evolução futebolística. Ele celebra o ressurgimento do Arsenal como uma história de paciência e identidade, enquanto reconhece o reboot bem-sucedido do PSG sob um treinador que ele respeita profundamente. Sua jornada — do Ajax ao Arsenal, Barcelona, Roma e finalmente Vissel Kobe — lhe dá uma amplitude de experiência que informa cada observação.

Em última análise, Vermaelen estará torcendo pelos Gunners, mas suas palavras sugerem que, seja qual for o resultado, a final representa uma vitória para o futebol pensante e baseado em sistemas. Seu testemunho sublinha o quanto ambos os clubes chegaram sob seus respectivos líderes, e a admiração mútua entre um jogador tornado comentarista e seus antigos mentores adiciona um toque humano à preparação pré-jogo. Baseado em reportagem da Marca.