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Abuso racista mancha confronto entre Everton e Manchester

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Um homem de 71 anos foi preso por abusar racialmente de Antoine Semenyo durante o empate por 3 a 3 do Everton contra o Manchester City. O companheiro de equipe

A Polícia de Merseyside prendeu um homem de 71 anos sob suspeita de abusar racialmente do atacante do Manchester City, Antoine Semenyo, durante o empate emocionante por 3 a 3 de segunda-feira contra o Everton no estádio Hill Dickinson. A prisão ocorreu após ação rápida dos seguranças e torcedores, que denunciaram o incidente às autoridades. O suspeito foi liberado sob fiança com condições rigorosas, incluindo a proibição de entrar em qualquer estádio esportivo designado dentro de quatro horas antes do início da partida, durante os jogos e quatro horas após o apito final.

O abuso direcionado a Semenyo, um jogador chave do City, ofuscou um encontro emocionante em que ambas as equipes dividiram os pontos. Relatos de testemunhas sugerem que os comentários foram direcionados ao internacional ganês de 26 anos enquanto ele aquecia perto da linha lateral, provocando a intervenção imediata de torcedores próximos.

Esta prisão ocorre no mesmo dia em que o companheiro de equipe do City, Marc Guéhi, sofreu abuso racista online após a partida. Guéhi, um internacional inglês de 27 anos, denunciou as mensagens ao clube e à polícia. Os dois incidentes destacam o problema persistente do racismo no futebol, tanto nos estádios quanto nas plataformas digitais.

O Everton divulgou uma declaração reconhecendo a 'resposta rápida' de seus torcedores em identificar e denunciar o comportamento. O clube enfatizou sua política de tolerância zero em relação à discriminação e prometeu total cooperação com a investigação policial. 'Estamos indignados que alguém que frequente nosso estádio submeta um jogador a tal abuso', dizia a declaração. 'Agradecemos aos fãs que agiram imediatamente e pedimos a qualquer pessoa com informações que se apresente'.

A Premier League também condenou os incidentes, reiterando seu compromisso de erradicar a discriminação do jogo. Um porta-voz da liga disse: 'Não há lugar para racismo no futebol. Elogiamos as ações daqueles que denunciaram este abuso e apoiaremos os clubes e as autoridades nos seus esforços para garantir uma condenação'.

Para o Manchester City, os eventos adicionam uma dimensão angustiante a um ponto crucial ganho na disputa pelo título. O técnico Pep Guardiola elogiou o profissionalismo de seus jogadores em manter o foco em meio ao abuso. 'É inaceitável', disse Guardiola em sua coletiva de imprensa pós-jogo. 'Antoine e Marc são fortes, mas ninguém deveria ter que suportar tal tratamento'.

O incidente no estádio Hill Dickinson é o mais recente de uma série de casos de alto perfil envolvendo abuso racial em campos de futebol na Inglaterra. Nas últimas temporadas, incidentes semelhantes levaram a proibições de estádio e procedimentos legais, embora as condenações permaneçam relativamente raras. A decisão de impor uma zona de exclusão geográfica em torno dos estádios como condição de fiança é vista como um passo progressista por especialistas jurídicos.

A instituição de caridade contra a discriminação no futebol Kick It Out saudou a prisão e as condições de fiança. 'Isso envia uma mensagem clara de que os perpetradores serão identificados e enfrentarão consequências', disse um porta-voz. 'No entanto, precisamos de dissuasores mais fortes e melhor educação para evitar que esses incidentes ocorram em primeiro lugar'.

O caso também destaca o papel dos torcedores no combate ao abuso. No Everton, os torcedores foram incentivados a usar um serviço de texto dedicado para denunciar incidentes discretamente. A abordagem proativa do clube foi elogiada, com muitos pedindo que sistemas semelhantes sejam adotados em toda a liga.

Enquanto a investigação continua, tanto o City quanto o Everton estão oferecendo apoio a Semenyo e Guéhi. Os jogadores receberam mensagens de solidariedade de companheiros e torcedores em todo o mundo. A comunidade do futebol agora observa para ver se o processo legal levará a uma condenação, estabelecendo um precedente sobre como tais casos serão tratados no futuro.

Com base em reportagens do Football | The Guardian.